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sábado, maio 15, 2010

Touca de banho


Ao contrário das outras imagens de B'dos (percebam a intimidade) que tenho postado aqui no blog, a foto acima não é minha, mas do Bruno Agostini (obrigada, cara). Isso porque a bateria da minha máquina me fez o favor de morrer bem no momento em que o dia acabou e chegamos à essa praia.

Ela se chama Miami Beach -- do mesmo jeito daquela que está nos EUA. No entanto, tem um jeito muito mais discreto e sossegado. Nos fins de tarde, a água fica tomada por moradores da ilha (eles sabem o que é bom).

E dá para observar um hábito curioso das mulheres bajans: elas usam touca de banho quando entram no mar. Meio mico, né? Mas serve para evitar que seus incríveis penteados afros se desfaçam na água.

É uma cena muito improvável de vermos no Brasil, porque nós adoramos uma escova e, de cabelos escovados, fugimos de qualquer coisa parecida com mar ou umidade.

Depois, porque uma mulher usando o acessório numa praia brasileira provavelmente vai ser MUITO zoada. A não ser que alguém invente a moda no próximo verão carioca, lógico. :-)

quinta-feira, maio 13, 2010

Favor não colar cartazes


Centro de Bridgetown, Barbados, 4 de maio de 2010.

Muito bizarra essa parede. Surreal o modo como a galera desrespeita a proibição. E mais ainda o jeito como o faz respeitando os contornos da plaquinha oficial.

Não tenho a menor idéia de quem são os artistas divulgados nesses cartazes, mas sei que a galera jovem barbadiana adora soca, um ritmo caribenho que lembra o reggaeton, embora tenha letras cantadas em inglês. Então, pelo menos na minha cabeça, todos esses cartazes são de festas de soca.

É um pancadão absurdamente rebolativo e sensual. Mas ah, quem conhece as coreografias do funk e da axé music não há de estranhar muito quando ouvir a música e vir a dança na ilha.

quarta-feira, maio 12, 2010

terça-feira, maio 11, 2010

É dia de festa no Kensington Oval


Bem, amigos da Rede Globo, é dia de festa no Kensington Oval, a meca do críquete em Barbados.

O estádio (branquinho e lindo) recebe até o próximo dia 16 o campeonato internacional da modalidade, o ICC World Twenty20, com 27 times participantes do mundo todo.

No campeonato, Barbados integra a equipe das Índias Ocidentais (West Indies), nome que me faz voltar uns 300 anos no tempo. O uniforme é cor de vinho. Muito bonito.

O Brasil ficou de fora, claro. Críquete por aqui é uma coisa meio alien, né?
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Como soube do convite para ver o jogo meio em cima da hora, não deu para pesquisar sobre as regras -- o que faz uma diferença enorme.

Para falar a verdade, o grupo com quem eu estava só foi saber realmente a que partida assistiria uns cinco minutos antes de entrar no estádio.

Até lá, a gente jurava que iria ver Austrália versus Zimbábue. E achei por bem torcer pela equipe africana (sei lá o que o Robert Mugabe faz com quem perde jogo). Os meninos da turma, flamenguistas roxos, até criaram uma musiquinha de torcida. Passei mal de rir.

Na verdade, o nosso jogo era África do Sul versus Afeganistão. A primeira equipe vai bem, obrigada; a outra tenta se recuperar depois que anos de guerra e instabilidade política acabaram com o país.

Antes da partida, rolou um security check.

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Dizem que os psicólogos são aqueles que, quando entra uma gostosa na sala, observam não a mulher, mas a reação dos homens que ficam olhando para ela.

Me lembrei da frase porque acabei observando muito mais a torcida (animadíssima) do que o jogo propriamente dito. Cada um responde aos lances da partida de uma forma diferente.



Sim, críquete tem emoção, caro leitor. A galera berra, canta, bate aquelas salsichas de plástico (não sei o nome desse negócio; os japoneses usam muito quando vêem jogo de futebol), dança e agita bandeiras. Eventualmente, levanta umas plaquinhas com os números 4 e 6.

Mas qual é o momento em que se deve ficar emocionado? Por que diabos as pessoas erguem plaquinhas? Chega uma hora em que não dá mais para não entender.

Foi aí que eu conheci a Pam, uma senhorinha inglesa muito loira e cor-de-rosa, meio gordinha, filha e neta de jogadores profissionais de críquete. Me sentei ao lado dela, que me deu uma aula no mais perfeito Queen's English.

A modalidade tem regras difíceis de dominar logo de cara. Mas pelo menos consegui entender o andamento geral da partida -- e, mais importante, decifrar o que estava no telão. Para quem nunca viu o placar de um jogo, ele parece tão complexo quanto uma tabela do Banco Central.


A África do Sul jogou primeiro. Depois, veio um intervalo. E, em seguida, seria a vez de o Afeganistão começar a somar seus pontos.

A turma islâmica orou virada para Meca entre um tempo e outro.


Como só reza não fatura jogo, a África do Sul permaneceu com o placar maior quando a partida acabou. Fiquei com pena porque a torcida afegã era muito mais animada -- e contava com o apoio da galera de Barbados. Mas, de qualquer forma, foi bacana ver algo a que dificilmente eu teria acesso no Brasil. Acho que agora encaro até futebol no estádio.

segunda-feira, maio 10, 2010

Pés


Sou doida por essa foto, que tirei no píer em frente ao mercado de peixe de Oistins, a principal cidade da paróquia de Christ Church, em Barbados (claro). Adoro as cores, as texturas, a mistura de formas geométricas com orgânicas, etc.

Os pés são de Christopher O'Brien Bess, um cara rasta meio artesão, meio pescador e meio malandro que se ofereceu a atrair umas tartarugas gigantes (à direita do quadro, reparem) para o grupo tirar fotos.

Elas chegaram aos poucos -- umas quatro ou cinco, no total -- e renderam imagens maravilhosas. Depois eu subo umas para cá.

sábado, maio 08, 2010

Sinhozinho fashion


Tecnicamente, essa foto não está assim, uma Brastemp, porque a tirei de dentro da van. Mas serve para mostrar como os bajans (apelido dado aos barbadianos) conseguem ser igualmente austeros e ousados no modo de se vestirem.

Os cortes das roupas podem até ser superconservadores -- no entanto, sempre há uma cor forte, um paetê, um bordado. Na praia, então, é um espetáculo: biquíni de oncinha tem de monte, por exemplo. Mas a modelagem é aquela parecida com a norte-americana.

Esse sinhozinho estava no meio de uma galera que participava de um funeral em uma das comunidades da paróquia de St. Philip, a leste da ilha.

Aparentemente, o morto devia ser popular, porque havia muita gente vestida de modo formal na igreja onde estava rolando o velório e nos arredores. Inclusive no bar ao lado da igreja.

Os funerais em Barbados lembram um pouco os celebrados nos Estados Unidos: depois do velório e do enterro, todo mundo se encontra na casa da família do falecido e faz um almoço daqueles com bufê.

Só que essa tradição tem ficado cara demais para grande parte das famílias locais, de modo que, nos últimos tempos, muitas delas têm optado por simplesmente se recolher no momento do luto.

sexta-feira, maio 07, 2010

Duas imagens


Duas imagens quase auto-explicativas de Barbados: uma escola e um canavial.
Durante vários momentos em que estive por lá, fiquei com a sensação de estar deslocada no tempo. As roupas, as casas e até o jeito de ser de algumas pessoas dão a impressão de que ainda estamos no tempo da vovó mocinha.
Daí que foi inevitável eu tirar umas fotos em preto e branco, apesar de a ilha ser cor pura.

quarta-feira, maio 05, 2010

Barbados, man

Galera, vou ser rapida: estou em Barbados, o lugar mais lindo do mundo.

Tem um milhao de coisas que poderia escrever, mas a boa escrita exige distanciamento, e estou completamente envolvida e apaixonada. Amo cada coisa daqui, as cores das casas, as pessoas, o sotaque, a comida, a musica e o mar, que eh incrivelmente azul.

Amanha devo ir a um jogo de cricket, o que vai ser absolutamente surreal.

Se eu nao voltar nunca mais, nao estranhem: posso ter simplesmente arrumado um negao rasta para justificar a minha permanencia. Beijos.