Em época de Copa do Mundo, por exemplo, não há uma que não fique pintada de verde e amarelo, com aquelas mensagens típicas de torcida. Essa, que fotografei mais cedo na Asa Norte, ainda tem resquícios do tempo em que a gente achava que ia ganhar o hexacampeonato na Alemanha. Mas eles vão sendo substituídos aos poucos por outros tipos de manifesto.
sábado, abril 18, 2009
Fui fotografar
Em época de Copa do Mundo, por exemplo, não há uma que não fique pintada de verde e amarelo, com aquelas mensagens típicas de torcida. Essa, que fotografei mais cedo na Asa Norte, ainda tem resquícios do tempo em que a gente achava que ia ganhar o hexacampeonato na Alemanha. Mas eles vão sendo substituídos aos poucos por outros tipos de manifesto.
terça-feira, abril 07, 2009
Experimentos vários
Esse pássaro ficou por horas instalado no galho da árvore aí de cima. Como o céu não estava lá essas coisas, tentei um p&b. Deu um ar de filme de terror à cena.
A silhueta das árvores e o céu: isso é bem brasiliense.
Uma palmeira e um avião. Se eu levar essa imagem ao Superpop, vão dizer que é ovni, rsrsrs.
Amanhã tem mais.
segunda-feira, março 23, 2009
Vieram para confundir
De todas as imagens que dão sobrevida ao visual do concreto aparente de Brasília, esta (na 107 Norte) é uma das mais intrigantes. Não sei se é falta de referência da minha parte ou se a pintura é feita para confundir mesmo, mas não consigo dizer com clareza quem é quem. Pela posição e pelas cores, a personagem da esquerda pode ser budista ou hindu. O da direita me fez lembrar de João Cabral de Melo Neto e de João Guimarães Rosa. Me lembrei que o segundo aparece em mil fotos (tipo essa) de terno e chapeuzinho. Mas ele não é exatamente igual ao usado pelo indivíduo da direita.
Supondo que o cidadão seja de fato o Rosa, podemos passar para a segunda parte do mistério: o que os dois estão fazendo lado a lado?
Pensar que trata-se do autor de Grande Sertão: Veredas é melhor para mim, porque me permite especular com um pouco mais de propriedade (haha). O encontro de dois personagens tão diferentes levitando tão perto um do outro faz pensar em transcendência. Em misticismo, coisa que o velho Rosa levava a sério. E na frase "As pessoas não morrem, ficam encantadas", que o escritor tornou célebre ao tomar posse na Academia Brasileira de Letras, em 1967. Encantamento é uma boa definição para o que se passa entre a figura de amarelo e o homem de terno. Dá para pensar que cada um deles vive a experiência a seu modo. Como, no mais, todos nós fazemos.
Se tivesse que optar por só um modo de transcender, ficaria mil vezes ao lado do Rosa e das letras. Descobri cedo que meditação e yoga -- seja lá o que a personagem de amarelo está fazendo -- não são e nunca serão algo para mim. Não me peça para visualizar um feixe de luz azul voando sabe-se lá por onde, ou para executar qualquer sequência além da saudação ao sol. Tentei muito, tentei até demais, e me dei conta de que quanto mais meu espírito busca a luz, mais me agarro às coisas terrenas. Ao dever de casa que preciso terminar. À informação que preciso checar para uma matéria. À droga que é não conseguir jogar o ar lá para o diafragma enquanto o corpo faz 78 coisas ao mesmo tempo e treme para se segurar na posição.
Agora, sentir as portas da mente se abrirem diante de um texto fantástico é outra experiência. Troco mil aulas de yoga por um livro de Rubem Braga ou qualquer outro escritor bom. Quem faz negócio comigo?
Quero saber quem mais arrisca uma interpretação. Consigo pensar em mais uma, mas o tempo está curto para desenvolvê-la. Vou tentar mais tarde. Enquanto isso, aguardo (sentada, haha) os comentários.
sábado, março 21, 2009
Circo agridoce
Infelizmente, me esqueci do nome. Se me lembrar em algum momento, atualizo o post. Que, por sinal, vai ser comprido. Preparem-se.
A faixa acima foi o motivo principal pelo qual resolvi adquirir um ingresso já meio suado, com jeito de que tinha sido reutilizado muitas vezes. Precisava saber que jeito tinha um fight de anões.
Os pequenos artistas comandam o circo, a começar pela bilheteria. Dizem-se uma família formada por sete pessoas, tal qual na história da Branca de Neve. Mas há circenses de outros tamanhos também.
Do lado de fora da lona, a gente vê várias pessoas que entrarão em cena mais tarde. Primeiro, elas vendem maçã do amor, espetinhos, bebidas, etc. Depois, vão ao picadeiro ajudar no número dos palhaços, engolir fogo, fazer acrobacias e por aí vai. Todo mundo faz tudo junto. O espírito do circo é isso aí.
O palhaço abaixo é um dos mais frenéticos que já vi. Chega dançando o funk The Book is On The Table. A molecada pira.
Gostei mais de ver os outros números. De verde, na foto abaixo, o acrobata Allison Vilar. Apesar de novinho, já é um showman. Tanto que ainda consigo me lembrar do nome dele.
sexta-feira, março 20, 2009
Broadway, etc.
Amanhã, eu mostro um circo aonde fui e aí paro de falar da viagem, porque do contrário vou querer ir para lá de vez. Oh, inconformidade por Brasília não ter praia. :-)
quarta-feira, março 18, 2009
Senhoras e senhores... a Broadway!
Quem olha a foto nem imagina o sol que rachava os cocorutos de homens, mulheres, crianças, cachorros e gatos àquela hora da manhã.
Perto da Broadway, no caminho para a vila de pescadores, há uma igrejinha.
Um quilômetro e pouco pode não parecer nada, mas em se tratando de Broadway é coisa à beça. Lojinhas de roupa, de artesanatos bacanas, de souvenirs bobos (tem quem goste), imobiliárias, lan houses, salões de beleza, bares e restaurantes de todos os tipos ocupam cada milímetro da rua. Tenho ojeriza à expressão "para todos os gostos e bolsos", mas no fundo ela se aplica bem ao lugar.
A via principal de Canoa tem uns detalhes curiosos, tipo o nome da escola abaixo. Depois, descobri que Zé Melancia é o nome de um pescador e poeta que, de tão respeitado, batiza até uma rua paralela à Broadway. Aqui e aqui, você lê um pouco mais sobre ele.
Essa lan house também é incrível. Ora, se os canoenses têm até a Broadway, por que não poderiam fazer sua própria Beverly Hills?
O nome desse forró também chama a atenção. Me dá a ideia de uma bagunça organizada. :-)
Para o post não ficar muito comprido, faço uma segunda parte da Broadway qualquer hora dessas...
terça-feira, março 17, 2009
A lua lá longe
Acreditem: a foto acima é de uma lua no momento em que nasce atrás das dunas e tem sua imagem refletida nas águas de um pequeno oásis. O cenário é Canoa Quebrada, Ceará. Foi uma visão tão inacreditável que não consegui pensar nem em técnicas de fotografia, em regulagem de máquina nem em nada mais. Deu no que deu: uma foto conceitual, para não dizer horrenda. Depois, fiquei pensando sobre a falta que faz um tripé.
segunda-feira, março 16, 2009
Depois da onda pesada, a onda zen
Será que é preciso contar a história? Bom, vamos lá. :-) Canoa Quebrada, Ceará, começou a virar destino de viagem lá pela década de 1970, quando uns hippies atravessaram a pé umas dunas enormes e se deram conta de que, aê, o visual de lá dava um transe místico.
Antes disso, o lugar era um vilarejo de pescadores sem luz elétrica nem nada. Aos poucos, ganhou uma infra bacana (pousadas, restaurantes, comércio, passeios organizados) e uma estrada em estado razoável que a conecta com o resto do estado.
A vila de pescadores continua lá. Foi até filmada para uns episódios de Malhação. A novelinha da Globo, aliás, deu uma euforia em várias pessoas locais. Agora que Canoa Quebrada foi exibida na tevê, pode-se ver na cidadezinha a jangada que apareceu na Malhação, a barraca de praia da Malhação, o parapente da Malhação, etc., etc., etc. Dá para se divertir observando isso.
O canto onde fica essa escultura é supervisitado por bugueiros e turistas. Mas, tirando a obra de arte, esse pedaço de praia nem é tão espetacular. Achei com cara de malcuidado. Melhor andar em direção às barracas Lazy Days (a da Malhação, hehe) e do Casqueiro (também conhecida como Barraca do Símbolo). Perto dali, uns recifes de corais deixam a água com ondas bem calmas. Uma delícia para nadar.
Esse pedaço de mar (foto acima) fica perto da vila dos pescadores. Outro lugar bom para ir é depois do restaurante Bom Motivo. Dali em diante, a praia é praticamente sua. São quilômetros e quilômetros de areia branquinha e quase ninguém por perto. Sensacional. Vale avisar que, por lá, o mar é mais agitado e tem correnteza forte. Melhor ir de manhã cedo, na maré baixa.