Mostrando postagens com marcador arte urbana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arte urbana. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, novembro 11, 2009

Passaram todos esses anos e você...


Eu nunca tinha reparado: há grafites por todo o Rio de Janeiro. E, em geral, eles são muito legais. Ocupam muros inteiros de vários lugares, como a Lagoa, o Centro e São Cristóvão. Só não fotografei mais porque não deu tempo.

Esse eu achei em Santa Teresa. Não num muro, e sim no asfalto. Pelo formato da fonte, dá para observar que a pessoa fez um molde e só jogou a tinta ali.

Penso que ela fez isso por duas razões: primeiro, para a mensagem ficar direitinha e uniforme. Segundo, para poder espalhar o recado pela cidade. Ah, os corações partidos e vingativos...

terça-feira, agosto 18, 2009

Amanhã eu escrevo

Hoje não vai dar mais não.

Por enquanto, por que não dar uma olhada no trabalho desta mina aqui?

É dark, debochado e sempre muito feminino. Acho que você vai gostar. Beijo.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Dia de pescaria

Entre as mil coisas que ainda não consegui, mas ainda conseguirei, está fazer uma supercaminhada na W3 Sul, em Brasília, em busca de grafites fotografáveis. São muitos. A cada vez que passo lá dirigindo, fico enlouquecida, seja porque nunca dá tempo de parar, seja porque raramente estou com a câmera.

Aproveitei que teria de ir lá no sábado e levei a máquina fotográfica junto. O tempo era curtíssimo, mas deu para fazer uns cliques. Todas as paredes são do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), que recebeu no mês passado uma exposição coletiva de grafiteiros do Brasil e da França.

Não consegui ver a mostra na galeria, mas como os desenhos retratados na fachada também fizeram parte da exposição, deu (dá) para ter uma idéia de como ela foi. Colei abaixo uns detalhes de que gostei. Ainda há outros, mas vou postando nos próximos dias.


Sobrou uma tripinha de céu no alto da foto. Adoro isso.

O desenho acima ocupa a lateral inteira do bloco. Muito fera. Se você reparar, há no fundo um prédio residencial tipicamente brasiliense. E essa banca também é inteira grafitada (mas meio feiosa).

Stairway to Heaven 2. A primeira da série é essa aqui. ;-)

Não tenho nada particularmente legal para falar dessas duas últimas fotos. Bom, são grafites bem-feitos. É o que importa.

segunda-feira, julho 20, 2009

O Menino das Pinturas

Desde que voltei de férias, há um mês e pouco, venho me prometendo fazer e colocar no blog uma entrevista incrível com um cara de Granada, Espanha, cujo apelido é El Niño de Las Pinturas. O nome de batismo é Raúl Ruiz, mas acho que ninguém o chama dessa forma.

Não há como não andar pela cidade andaluza sem prestar atenção em seu trabalho colorido e extremamente realista, que retrata gente de lá mesmo de uma forma muito poética.


O problema é que a agenda apertou demais desde que voltei e não tive tempo para fazer aquele trabalho básico de apuração e elaboração de perguntas. Quando o tempo permite, já estou tão sem paciência para coisas com jeito profissional que acabo deixando tudo de lado. Argh.

Como não quero deixar de compartilhar essa descoberta, coloco essas fotos no ar e umas informações que fiquei sabendo sobre o cara.


A mais impactante delas diz respeito à recepção que o trabalho dele tem na própria cidade de Granada. Os turistas, por exemplo, amam. Tanto que é superfácil achar fotografias (feitas por viajantes) dos trabalhos de El Niño pela internet.

Muitos granadinos adoram-no também. Ajudaram a fazer com que sua criação conseguisse ir além das ruas. Vi, por exemplo, sorveterias, pizzarias e lojas de roupa cujas portas e paredes internas eram decoradas com os grafites feitos pelo artista.

A prefeitura da cidade, por sua vez, é acusada por ele de fazer um jogo ambíguo. Ora premia, como fez em 2002, ora aplica multas por depredação urbana. Uma das mais recentes é relativa a um muro enorme, do lado de fora de uma escola no bairro de Realejo (abaixo), que há anos está sendo trabalhado por ele e um coletivo de grafiteiros com a autorização das donas da escola. Muito bizarro isso.


Para discutir esse e outros conflitos -- que, afinal, devem se repetir entre as pessoas que fazem arte urbana no resto do mundo --, El Niño lançou um manifesto que pode ser lido aqui.

quarta-feira, junho 24, 2009

quinta-feira, maio 14, 2009

Ah, Granada

Hoje de manha cedo, eu + senhor-meu-marido saímos de Sevilla num onibus e viemos para Granada. Estava na maior expectativa, porque achei Sevilla a cidade mais linda do mundo (sério mesmo, de verdade, dá vontade de morar lá) e sempre ouvi maravilhas sobre Granada. Maravilhas ditas por gente da mais alta confianca, que a descreveu nao como um lugar qualquer, mas como um transe místico em forma de cidade, saca?

Pois é. Cheguei aqui bem na hora da siesta coletiva (umas 14h30, 15h), com o tempo meio cinza e com fome. Nosso hotel é longe do centro e, no caminho, vimos umas áreas meio feiosas. Quando finalmente chegamos ao coracao de Granada, tudo estava fechado (culpa da siesta). Só restavam os restaurantes com cara de roubada de turista. Oh, odeio Granada.

Mas Deus é ótimo e máximo e pos no nosso caminho uma mistura entre bar e pub com donos simpáticos (coisa meio rara por aqui) e comida farta e gostosa. No que a refeicao acabou, o sol voltou a brilhar de novo. Agendamos um programao para sábado (conto no próximo post) e fomos morro acima pelo Albaicín, um bairro árabe que está sendo reformado aos poucos para ficar ainda mais lindo.

Pensem em casinhas brancas com muitas flores, azulejos árabes aos milhares e várias ruínas. Há muitas casas decrépitas sendo postas abaixo para dar lugar a construcoes fofas. Enquanto elas nao ficam prontas, grafiteiros craques fazem uns desenhos maravilhosos nos muros. Desnecessário dizer que tirei um milhao de fotos.

Já voltei ao centro para poder dar notícias aqui e no e-mail. Mas antes disso desci uma ladeira enorme e cheirosíssima, cheia de casas de chá e lojas de artes maravilhosas, tudo árabe, claro. O tempo continua muito bom. Sao quase 20h e rola um solzao.

Assim fica fácil gostar de Granada.

quarta-feira, abril 22, 2009

Na tevê

Esta é para quem gosta de grafite, arte urbana e outras coisas de que eu quase não falo neste blog: deve rolar reprise hoje, às 12h30 e às 18h30, na Globonews, do programa Starte que mostrou o trabalho de Gustavo e Otávio Pandolfo. Conhecidos como osgemeos, eles ganharam fama pintando seus personagens amarelos pelos muros desse mundão. Chegaram até a fachada do Tate Modern, supermuseu de arte moderna em Londres (na foto acima), e de um castelo na Escócia (veja aqui). O programa é curtinho, tem meia hora apenas, e por isso dá a sensação de que a conversa foi insuficiente. Mas eu adorei assim mesmo.

sábado, abril 18, 2009

Fui fotografar

Todas as quadras de Brasília (pelo menos acho eu) têm uma construção grandinha em forma de cubo, que funciona como aparato da companhia de eletricidade. Eventualmente, essas caixas também servem como espaço para pichadores, pintores, grafiteiros, etc. Difícil achar uma que esteja 100% branca.

Em época de Copa do Mundo, por exemplo, não há uma que não fique pintada de verde e amarelo, com aquelas mensagens típicas de torcida. Essa, que fotografei mais cedo na Asa Norte, ainda tem resquícios do tempo em que a gente achava que ia ganhar o hexacampeonato na Alemanha. Mas eles vão sendo substituídos aos poucos por outros tipos de manifesto.

Os seres que habitam esses desenhos são de um mundo totalmente à parte.

A foto abaixo, apesar de meio torta, mostra bem a proporção entre a caixa e o prédio residencial. Acho esse desenho muito legal, apesar de me fazer lembrar que uma parcela gigante dos bons grafiteiros começam com a pichação.

O sonho do hexa foi tomado por cogumelos. :o)
Será que tudo isso resiste à chegada da Copa de 2010? Ou a caixa de eletricidade vai virar canarinha de novo?

sábado, março 28, 2009

Como juntar...

... duas paixões numa foto só: stencil grafite e gato.
Vou postar só isso mesmo porque o sábado está lindo -- e eu, com preguiça de computador.
Amanhã eu trago um textinho.
Beijos!

sexta-feira, março 27, 2009

Arte urbana ou provocação gratuita?

Manifestação cultural tipicamente pop ou simplesmente bagaceira, polêmica vazia, sujeira? Essa pergunta surgiu em várias ocasiões que parei para observar os desenhos da cidade -- como quando tirei essas duas fotos -- e reaparecerá sempre que eu não tiver certeza de que gosto de alguma, vamos chamar assim, obra.

O primeiro stencil eu vi numa lixeira perto de um mercadinho bom para comprar frutas. De cara, me indignei com o lugar escolhido pelo grafiteiro. Ao mesmo tempo, deu uma vontade louca de fotografar. Fiquei meses passando pelo tal lugar de carro e sem máquina. No dia em que finalmente me organizei para fazer cliques, alguém já havia tido a bondade de limpar a lata de lixo. Por sorte (sorte?), vi a mesma figura no mesmíssimo dia, numa parede nos fundos de um prédio comercial do outro lado da cidade (foto acima).
E descobri que, na verdade, tratava-se do anúncio de uma festa (me pergunto como terá sido).
Pois estava lá, flutuando na parede descascada, a imagem desse ser vagamente parecido com a Mulher Melancia (o quadril é menor, reparem) junto com um monte de cartazes horrorosos de consertos de máquinas de lavar, de shows musicais ocorridos no período pré-cambriano, de mães-de-santo/tarólogas, etc. Feio! Em síntese, aquilo é só mais uma informação visual que não vai acrescentar mais nada a ninguém (afinal, a festa já passou) e não contribui em nada para dar um jeito na cara poluída e decadente do lugar. Gosto não.
Mas pelo menos me fez pesquisar o que o Gilles Deleuze pensava. Antes de deparar com a moça do stencil, não havia lido nada dele na faculdade nem fora dela. Só conhecia de nome. :-(

O JC da segunda imagem tem carregado a sua cruz em outros pontos da cidade além da Asa Norte. Não lembro mais onde foi que o vi, mas nenhuma das aparições me deixou tão impactada quanto essa registrada na foto. Primeiro, porque ver Cristo assim, em plena luz do dia, é meio surreal. Segundo, porque eu sei que essa pilastra superalta havia sido pintada (nessa cor mostarda pavorosa) pouco tempo antes, e deve ter dado um trabalho mega! Se eu fosse o pintor desse prédio de lojas, cortava os pulsos na base da fricção.
E olha que nem falei da temática da figura. Jesus não é problema (para muitos, é solução), nem responsável por tanta intolerância que se vê. Pelo menos para mim, problema são as mil coisas péssimas que fizeram em nome dele. Tenho certeza de que se JC visse ao vivo todas as maluquices desse mundo, cortaria os pulsos na base da fricção também.
Menos mal que exemplares como esses são raros na cidade. Ontem, numa hora em que saí para resolver coisas na rua, vi uma série de grafites legais. Brasília está apinhada deles. Se eu conseguir, fotografo tudo -- ou pelo menos uma parte -- no fim de semana e mostro logo aqui.

segunda-feira, março 23, 2009

Vieram para confundir



De todas as imagens que dão sobrevida ao visual do concreto aparente de Brasília, esta (na 107 Norte) é uma das mais intrigantes. Não sei se é falta de referência da minha parte ou se a pintura é feita para confundir mesmo, mas não consigo dizer com clareza quem é quem. Pela posição e pelas cores, a personagem da esquerda pode ser budista ou hindu. O da direita me fez lembrar de João Cabral de Melo Neto e de João Guimarães Rosa. Me lembrei que o segundo aparece em mil fotos (tipo essa) de terno e chapeuzinho. Mas ele não é exatamente igual ao usado pelo indivíduo da direita.

Supondo que o cidadão seja de fato o Rosa, podemos passar para a segunda parte do mistério: o que os dois estão fazendo lado a lado?

Pensar que trata-se do autor de Grande Sertão: Veredas é melhor para mim, porque me permite especular com um pouco mais de propriedade (haha). O encontro de dois personagens tão diferentes levitando tão perto um do outro faz pensar em transcendência. Em misticismo, coisa que o velho Rosa levava a sério. E na frase "As pessoas não morrem, ficam encantadas", que o escritor tornou célebre ao tomar posse na Academia Brasileira de Letras, em 1967. Encantamento é uma boa definição para o que se passa entre a figura de amarelo e o homem de terno. Dá para pensar que cada um deles vive a experiência a seu modo. Como, no mais, todos nós fazemos.

Se tivesse que optar por só um modo de transcender, ficaria mil vezes ao lado do Rosa e das letras. Descobri cedo que meditação e yoga -- seja lá o que a personagem de amarelo está fazendo -- não são e nunca serão algo para mim. Não me peça para visualizar um feixe de luz azul voando sabe-se lá por onde, ou para executar qualquer sequência além da saudação ao sol. Tentei muito, tentei até demais, e me dei conta de que quanto mais meu espírito busca a luz, mais me agarro às coisas terrenas. Ao dever de casa que preciso terminar. À informação que preciso checar para uma matéria. À droga que é não conseguir jogar o ar lá para o diafragma enquanto o corpo faz 78 coisas ao mesmo tempo e treme para se segurar na posição.

Agora, sentir as portas da mente se abrirem diante de um texto fantástico é outra experiência. Troco mil aulas de yoga por um livro de Rubem Braga ou qualquer outro escritor bom. Quem faz negócio comigo?

Quero saber quem mais arrisca uma interpretação. Consigo pensar em mais uma, mas o tempo está curto para desenvolvê-la. Vou tentar mais tarde. Enquanto isso, aguardo (sentada, haha) os comentários.

quarta-feira, março 04, 2009

Luxo antropofágico

Em volta das obras de uma filial da Curves, avistei uma série de curvas absolutamente imperdíveis. Um belo dia, alguém foi lá e aproveitou aquele muro todo branquinho de madeirite para fazer uma homenagem à pintora modernista Tarsila do Amaral.



Pensando bem, ninguém melhor que o Abaporu (1928) para fazer as honras de uma casa que diz valorizar as formas arredondadas.


Minha recriação preferida, no entanto, é a de Operários (1933). Clique na pintura da homenagem para vê-la maior e repare nas figuras de olhinhos puxados, nos loiros e nos ETs. Antropofagia pura!


Essa última eu não reconheci (admito) até que uma colega viu a foto e apontou: é A Negra (1923).
Daria uma super-reportagem, um perfil incrível de quem fez tudo isso. Cheguei a pensar que fosse alguém da própria construção o autor das releituras. Mas... na obra, ninguém sabe, ninguém se lembra quem foi! A responsável se recorda de ter autorizado um professor e seus alunos a fazer as pinturas, mas não faz a menor ideia dos nomes das pessoas nem de que escola se tratava. A galera chegou lá, fez os trabalhos e ficou totalmente anônima. É algo ao mesmo tempo interessante e frustrante.
Onde ver: quadra comercial da 105 Sul, em Brasília. Vá rápido, porque a pintura já não está essas coisas... e qualquer dia desses, a academia abre.

domingo, março 01, 2009

Dois moços


Primeiro, separados. Agora, juntinhos.
Os dois ficam na comercial da 109 Sul, na passagem entre os blocos A (do bar Beirute) e B.

E, aqui, textinho e fotos sobre uma homenagem à pintora modernista Tarsila do Amaral feita num tapume de obras também na Asa Sul, em Brasília.





sexta-feira, fevereiro 27, 2009

O tapume mais legal

Na comercial da 702 Norte, próximo ao Colégio Militar de Brasília e a uma ruazinha cheia de oficinas mecânicas, achei esse tapume fantástico. Pelo que pude ler nas pinturas mais antigas do muro, o terreno cercado por ele havia sido antigamente uma oficina também. Só que a loja fechou, ninguém mais fez nada ali e o mato tomou conta.

Pelo menos os pichadores e propagandistas demonstraram algum respeito ao lugar. Acredito que seja por causa das pinturas e dos grafites feitos no tapume. Vejamos:


O traço me faz lembrar do Keith Haring e também do trabalho dos brasilienses Gabriel Góes e Caio Gomez, que bebem direto na fonte da arte pop.
Antes que caísse uma chuva absurda, ainda tive tempo de fotografar mais coisas feitas em estilos totalmente diferentes.

O careca pode ter sido o dono da oficina. Mas se parece com o Ciro Gomes também.

Também vi um elefante psicodélico...


... uma favela estilizada...

...E uma índia contemplativa. Algo me diz que quem trabalhou nesse tapume se divertiu à beça.





quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Moça

Esses dias, vi que uma moça se exibia muito à vontade numa passagem para carros no finalzinho da Asa Norte.


Nova, bonita, mas com jeito meio antigo. Tipo uma pin-up.



Voltei esses dias para ver se conseguia fotografá-la. E consegui. Ela não se alterou nem um pouco.


Ei-la, meus caros leitores.





Um belo espécime feito em stencil grafite. Reparem como o concreto quase racha à esquerda e ainda assim ela mantém o carão.

Consegui chegar mais perto para fotografar em outro ângulo.


Em frente a ela, há uma companheira. Mas essa é mais discreta. Não tem nem rosto.


O artista podia ter ido ainda mais fundo e pintado sobre toda a propaganda eleitoral. Teria ficado fantástico.

Para ver as duas moçoilas, pare na comercial da 316 Norte e suba a pé em direção à 116. E cuidado com os carros!

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Intervenção Urbana

Já faz um tempo que eu quero fotografar e postar aqui uma série de pinturas e stencils que tenho visto nas passagens subterrâneas para carros em Brasília. Há passagens para pedestres também, mas essas são tão podres que eu só me arrisco a ir lá de câmera se tiver alguém grande e forte comigo, hahaha.

Aproveitei o último sábado e comecei a fazer os primeiros registros. Uma das coisas boas foi a companhia: mother!

Ela levantou uma questão importante: se eu achava legal (e não ato de vandalismo) alguém usar esses espaços para desenhar e tal.

O concreto aparente, que Niemeyer adora, fica com o visual deteriorado tão rápido (tentem ver nas partes que estão sem pintura) que considero totalmente válido alguém tentar dar alguma melhorada na aparência dele. Sem contar que todas as pinturas vistas estão nas passagens há um tempão e ninguém pichou. Por sua vez, tentar fazer uma pintura ou stencil num monumento, num prédio histórico ou num prédio das quadras comerciais/residenciais é ridículo. Aí, sim, é vandalismo.

Essa pintura abstrata fica na mesma passagem da que mostrei acima. Ambas podem ser vistas na passagem da quadra 112 para a 212 Norte, no Plano Piloto.

Na assinatura dos trabalhos, está o nome Intervenção Urbana. Ainda não descobri se é exatamente um grupo e qual a história. É meio difícil investigar, porque quem trabalha com arte urbana normalmente não gosta de deixar muitas marcas. Mas, assim que eu souber, conto aqui.

E, aqui (somente para assinantes do Correio Braziliense), dá para ler uma nota sobre a intervenção Obra limpa II, que transformou o buraco do tatu (apelido dado à passagem do Eixão Norte para o Eixão Sul) em uma caverna com pinturas rupestres. Ficou muito fera. Mas, como arte urbana também não é feita para durar, já foi apagada.