Sim, a interface é mais poluída que a da rede de relacionamentos criada pelo Google, mas nada com que eu não me acostume. Também tem Máfia isso, Fazendinha aquilo, mas dá para ignorar. Em compensação, muito mais gente conhecida está por lá, de modo que ficou mais fácil e melhor encontrar a turma.
Uma das ferramentas em particular eu acho genial: aquela em que você pode ver um monte de fotinhos de pessoas possivelmente conhecidas e adicioná-las à lista de amigos.
Encontrei e reencontrei muita gente legal assim, e deparei com uma categoria que todo mundo compartilha: a das pessoas que eu conheço mais ou menos.
Ora, os desconhecidos ficam fora da lista de contatos. Com os amigos -- ou pelo menos aqueles conhecidos com quem eu gostaria de conviver e conversar mais --, é o contrário.
Como se faz, porém, quando a pessoa fica no meio do caminho? Quando é, por exemplo, um assessor de imprensa com quem troquei e-mails na Idade Média, um colega de trabalho que não conheço nem de "oi", alguém que fez a mesma aula na UnB em 19XX ou alguém de quem me lembro porque o cara (ou a mina) estava na mesa do boteco no aniversário de uma amiga há uns mil anos?
Em síntese, falo da pessoa que não se tem certeza de que vai: 1) lembrar de você; 2) ter algum assunto para conversar contigo.
Eu não adiciono nem deleto essa turma do quadrinho por pura falta de idéia do que fazer. E por não concordar com esse negócio de acrescentar um monte de "amigos" só para parecer popular.
Mas pode ser que isso seja uma certa falta de educação. Não sei.
O que vocês fazem com aqueles que conhecem mais ou menos?
