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segunda-feira, novembro 23, 2009

Deixa eu aproveitar...

... que o Mahmoud Ahmadinejad -- aquele presidente que defende a ausência total de gays no Irã -- está aqui em Brasília para eu contar um negócio que vi lá no Rio.

Quem já foi à praia lá deve ter visto que há sempre uns aviõezinhos voando e carregando faixas com diferentes mensagens (propagandas, recadinhos de amor, etc.).

Pues, no dia em que fui à praia em Ipanema, perto do Posto 9 (onde, dizem, é o ponto preferido dos gays), um aviãozinho com uma faixa toda colorida de arco-íris sobrevoou a orla transmitindo a seguinte mensagem:

"Ahmadinejad, o Rio te beija!".

Coisa de carioca, né? Se eu disser que dei uma risadinha, estarei sendo discreta.

Ah, isso foi no mesmo dia em que vi a galera cantando funk pro mar e corri de um pseudoarrastão (mas depois conto essa história).

segunda-feira, novembro 16, 2009

Uma nova utilidade para o esparadrapo

Uma coisa é você ler sobre um determinado fenômeno ou comportamento. Outra completamente diferente é vê-los acontecendo na sua frente.

Não me lembro onde foi que li -- pode ter sido na coluna do Joaquim Ferreira dos Santos, n'O Globo -- sobre um estranho hábito de algumas moças do Rio de Janeiro. Quando estão na praia e tomam sol de biquíni, elas colam dois esparadrapos, um de cada lado do corpo, da virilha até o outro lado, na bunda, passando perto da cintura (eca, isso ficou meio mal escrito).

A ideia é a seguinte: fazer parecer que elas tomaram sol com um mega-maxi-biquíni em estilo fio dental e ficaram com marquinhas sexies. As tais marcas aparecerão por cima das calças, dos shorts e das saias de cintura baixa que elas usarão na balada, à noite.

Não sei quem inventou isso nem quem se amarra nesse tipo de coisa -- brasileiro, gringo, sei lá. Mas, se tem gente fazendo, é porque há fãs do negócio.

Então... fui à praia em Ipanema e eis que havia na minha frente uma morena de cabelos curtos, muito bronzeada e muito, muito magra. Tomava sol de biquíni azul-escuro com uma calcinha bem normal (grande, até) e, por cima, os tais dos dois esparadrapos para fingir marca de fio-dental.

Pois eu fiquei na praia a tarde toda -- sem esparadrapo e embaixo do guarda-sol, claro -- e a mulher resistiu bravamente ao sol de 40ºC que batia direto no cocoruto e no lombo marcado de esparadrapos.

Não tirei foto porque esse negócio de levar câmera para a praia no Rio é superarriscado.

Sabe-se lá como fica a combinação marca de biquíni grande + marca de esparadrapo. Não deve ser bonito, mas isso também não é problema meu, né? ;-)

Posso estar falando uma grande bobagem, mas provavelmente ela iria posar de morena carioca exótica mais tarde. Sempre há quem goste.