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sábado, dezembro 25, 2010

O Natal da bicharada no shopping

Lembra que dia desses fiz um post sobre um shopping de Montevidéu que misturava bichos do Hemisfério Sul com elementos natalinos? Pois é: essas são as fotos da tal decoração. Preciso confessar que sou fã da girafa.

Havia elefantes, jacarés, pinguins e mil outras espécies, todas convivendo pacificamente num cercadinho. Surreal? Bom, podia ser pior: um shopping de Brasília, este ano, botou uns bichos gigantes pendurados -- como que enforcados, para ser mais exata -- no teto. Muito estranho.

Depois dessa, não dá para acusar os uruguaios de falta de criatividade. Eles me fizeram, depois de uns 20 anos, querer tirar foto ao lado de decoração de shopping!!! Sensacional. :-)

terça-feira, dezembro 14, 2010

Grafites montevideanos

Houve um domingo em que fiz o que nunca faço: me perder numa cidade desconhecida.

A idéia era ir do centro de Montevidéu até Pocitos -- um bairro chiquezinho, com um monte de restaurantes. A questão era: por onde ir? Resposta: x.

Foi bacana, porque acabei achando todos estes grafites e mais alguns, embora não tenha a menor noção das ruas onde eles ficam.


Esse nem foi o primeiro que encontrei, mas o Mario Bros uruguaio virou o meu preferido.

Esse sim foi o primeiro a ser clicado!

Essas nuvenzinhas me lembraram os grafites do Onio, daqui de Brasília.

Pedra que rola não cria limo.


Peguei o Batman xavecando a mina. ;-)

domingo, dezembro 12, 2010

Tango na praça

Há umas duas semanas, fiz post falando sobre um tango ao ar livre na Plaza Cagancha, em Montevidéu, e fiquei de postar fotos. O sinhozinho de branco é uma espécie de gigante guerreiro Daileon do gênero, já que ficou horas -- de verdade -- se alternando entre as moçoilas.

Essa de cabelos vermelhos era a que fazia o melhor par. Minha avó e meu avô devem ter começado assim! Hehe.


Essa galera toda ficou assistindo ao baile. Só vendo, mesmo.

Quem não trouxe cadeira ficou se apoiando na mureta. E o baile rolando...

Quero dar um beijo em quem inventou o zoom ótico!


segunda-feira, novembro 29, 2010

Só em MVD

Férias servem para a gente fazer coisas que nunca faz no dia a dia. Pues, desde ontem eu:

. Me perdi (de propósito) e foi superlegal
. Andei no sol
. Fiquei cor de rosa de andar no sol
. Fui para um shopping e fotografei a decoracao de Natal! Afinal, só em Montevideo voce pode encontrar uma decoracao que misture pinheiros de bolinha e bichos do Hemisfério Sul, tipo pinguins, zebras, elefantes e outros.

Viva!

domingo, novembro 28, 2010

Plaza Cagancha

A Praca Cagancha, em Montevideo, tem um mercadinho de artesanato bacanerrimo, mas nao é dele que vou falar. Nao agora...

O lugar serve também como uma espécie de salao de baile ao ar livre para uma série de senhorinhas e sinhozinhos uruguaios. Muito legal. Nao sei se o esquema rola só aos sábados, nem se existe sempre, mas, enfim, aconteceu hoje.

Quando deu fim de tarde por aqui, já havia uma fila enorme de velhinhos sentados em cadeiras de praia (uma colada na outra) de um lado, e um equipamento de som enorme do outro, bem na frente da estacao de metro.

Achei inicialmente que o som fosse para algum espetáculo de artistas de rua, como vemos em Buenos Aires, mas ali o esquema era diferente. Balada pública, no meio da galera, para quem quisesse ver e participar!

O astro da festa era um senhor de terno branco, que apelidei internamente de Carlos Elias do tango. Para quem nao é de Brasília, uma referencia rápida: Carlos Elias é uma figura que frequenta TODAS as rodas de samba da capital federal e danca com TODAS as mocas, a noite inteira -- é inclusive disputado por elas.

Para honrar seu apelido, ele dancou com cada uma das mocoilas das cadeiras. Mas fez um par especialmente interessante com uma senhora de cabelos curtos e vermelhos, blusa preta e rosa branca no colo.

Os dois dancaram superbem -- nada supera o tango dancado pela gente comum, que nao vive de palco nem de gorjeta, comprovei --, mas tem um negocio que vai além disso.

Nunca vou saber se os dois eram namorados ou algo do genero, mas rolou uma sensualidade fortíssima ali, química mesmo, e nada grosseira, que me fez pensar no quanto essas coisas desconhecem barreiras.

Me lembrei ainda que o tango, na origem, lá pelos anos 20 ou 30 do século passado, era algo vetado às mocinhas mais castas. Faz sentido.

Fiquei um tempao observando e fotografando o baile até que precisei voltar pro hotel pra descansar e dar um jeito no picumán (hehe) antes de ir ao Teatro Solís (vi uma peca superlegal, chamada Los de Siempre, adaptacao de um autor uruguaio).

Saindo do hotel, no caminho do teatro, uma hora e pouco depois, o baile continuava a mil.

Mais uma vez, o velhinho de terno branco e sua parceira ruiva davam show en la Plaza Cagancha.

sábado, novembro 27, 2010

Montevideo

Dias antes de vir para cá, fui tomada por um misto de empolgacao com preguicite aguda.

Empolgacao porque sim, porque viajar é a melhor coisa do mundo e porque melhor do que viajar... só planejar a viagem.

E preguicite aguda por uma série de motivos. Primeiro, porque andei cansada pra burro nos últimos tempos. Segundo, porque me ocorreram milhares de perguntas. ¿Por que nao fui para um lugar tropical me acabar no mar e nos drinques coloridos? ¿Por que tenho que passar os dois primeiros dias sozinha? Por que, por que por que????

Para piorar, tudo foi megatenso até eu conseguir chegar aqui ontem. Peguei um transito animal entre o trabalho e o aeroporto, o Aeroporto de BSB estava uma ZONA, o voo atrasou pacas e eu morri de medo de perder a conexao em Porto Alegre.

Em POA, atraso de novo.

Em compensacao, fui recebida aqui com uma superlua (a foto ficou uma droga porque nao tenho tripé) e várias surpresinhas legais.

Minha preguicite foi lavada por uma dose cavalar de mate num café superfofo que achei do nada, o Matearte, que fica na Sarandí, 294, principal rua do centro historico de Montevideo.

E agora tudo faz sentido!

Ora, vim para cá para bater papo, fotografar grafites, descobrir coisas (tipo uma banda que fez um show meio de jazz meio de candombe no meio dos prédios do centro) e passar todo o tempo que eu quiser fazendo tudo isso!!!

E porque viajar para lugares tropicais com drinques coloridos custa pelo menos tres vezes mais do que vir para esta cidade velha e cinzenta que já ADORO.

Vir para MVD está ridiculamente barato. Sensacional. Aconselho mesmo. Só nao dá para querer comparar com Buenos Aires, Santiago ou qualquer outra cidade da nossa América hispanica. Perda de tempo. É outra história. Outro timing. Outra lógica.

Já tirei várias fotos, e todas virarao um superálbum quando eu voltar a Brasília.

Terca-feira vou pra Colonia del Sacramento, e aí eu mando mais notícias. Ou nao. ;-)

Beijos!