Quer dizer, as gurias da escola tentaram organizar um, mas depois achou-se por bem só promovermos um encontro coletivo mesmo. E o pessoal do trabalho teve a mesma boa idéia.
Melhor assim, porque trabalhei igual a uma mula este ano e não tive tempo de comprar nada pra ninguém ainda. E porque tenho a tendência de me ferrar em amigos ocultos. Talvez alguns de vocês compartilhem essa sorte.
Saquei isso quando, na segunda série, ganhei um cinto amarelo do meu amigo oculto. Eu, que não uso cinto e só visto amarelo mediante muitos dinheiros (euros, de preferência).
As coisas ficaram melhores na adolescência, quando algum sábio da humanidade resolveu instituir a lista do que cada pessoa quer e não quer ganhar. Aí é fácil acertar: eu sempre gostei de ganhar agendas (na época em que meninas no Brasil faziam agendas), livros, discos, essas coisas. Podia até ser um vale-CD, não me importa que isso seja pouco pessoal. Depois, outro inventou o de R$ 1,99, bizarro, porém divertido.
Então, um metido a sábio resolveu que esse negócio de lista de quero/não quero é muito chato e previsível. E resolveu criar sandices como o amigo oculto em que você tem que "roubar" o presente da outra pessoa. Ou aquele em que os nomes são todos sorteados na hora.
Numas dessas, já ganhei um monte de produtos com cheiros diversos (não uso) e/ou engordativos (fujo).
De modo que, acho, não perco muito ficando de fora dessas coisas e só aproveitando os encontros de fim de ano para ver quem eu gosto.
Se um dia, alguém quiser retomar o esquema de lista de desejos, eu topo. Na minha, vão entrar uns carrinhos tipo o Mini Cooper (rsrsrs), uma passagem de avião no esquema volta-ao-mundo (mais risos), um vale-makeover e um monte de livros. Aí, eu vou ser a primeira a entrar no jogo.
Em tempo: acho que vou me dar um tripé de presente de Natal.