Hoje não vai dar mais não.
Por enquanto, por que não dar uma olhada no trabalho desta mina aqui?
É dark, debochado e sempre muito feminino. Acho que você vai gostar. Beijo.
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terça-feira, agosto 18, 2009
segunda-feira, agosto 17, 2009
Rá!
Sou completamente desligada quando o assunto é filme de comédia.
Há vários que nunca vi nem verei. Não faço questão. Humor grosseiro me deixa angustiada ("Eu, hein, Creusa?", você deve estar dizendo).
Mas este fim de semana eu vi dois: um no sábado, outro no domingo. Um totalmente sem querer (passou na tevê, eu comecei a assistir e gostei), e a outro num esquema bem planejado.
A primeira é Ressaca de Amor, de Nicholas Stoller, que traz o grandão Jason Segel no papel de um compositor de trilhas sonoras totalmente bobão e apaixonado pela ex-namorada. Ele viaja ao Havaí para tentar infernizar a lua de mel da moça, uma atriz de Hollywood que o trocou por um roqueiro britânico estilo Scorpions (só que pior) impagável.
Impagáveis também são a recepcionista morena (e marrenta) e o mensageiro gordinho do resort onde todos ficam hospedados. Genial.
A segunda comédia é Brüno, que estreou nos cinemas na última sexta-feira. A história está todo mundo meio que sabendo, né? Bom, basta eu acrescentar então que ninguém me faz rir tanto desde... Borat.
********************
Acho muita graça quando leio ou escuto a expressão "com um sorriso no rosto".
Ora, é possível sorrir com que outras partes do corpo?
(Não respondam, não respondam, não respondam! hehehehe)
Há vários que nunca vi nem verei. Não faço questão. Humor grosseiro me deixa angustiada ("Eu, hein, Creusa?", você deve estar dizendo).
Mas este fim de semana eu vi dois: um no sábado, outro no domingo. Um totalmente sem querer (passou na tevê, eu comecei a assistir e gostei), e a outro num esquema bem planejado.
A primeira é Ressaca de Amor, de Nicholas Stoller, que traz o grandão Jason Segel no papel de um compositor de trilhas sonoras totalmente bobão e apaixonado pela ex-namorada. Ele viaja ao Havaí para tentar infernizar a lua de mel da moça, uma atriz de Hollywood que o trocou por um roqueiro britânico estilo Scorpions (só que pior) impagável.
Impagáveis também são a recepcionista morena (e marrenta) e o mensageiro gordinho do resort onde todos ficam hospedados. Genial.
A segunda comédia é Brüno, que estreou nos cinemas na última sexta-feira. A história está todo mundo meio que sabendo, né? Bom, basta eu acrescentar então que ninguém me faz rir tanto desde... Borat.
********************
Acho muita graça quando leio ou escuto a expressão "com um sorriso no rosto".
Ora, é possível sorrir com que outras partes do corpo?
(Não respondam, não respondam, não respondam! hehehehe)
quinta-feira, agosto 13, 2009
Dúvidas compartilhadas
Me peguei nos últimos dias com uma dúvida de cunho econômico e ambiental. Como outras pessoas talvez a tenham, compartilho aqui.
É o seguinte: não se passa um diazinho sequer sem que gentes me ofereçam panfletos de propaganda na rua. Aceito-os a depender da minha paciência no dia. Paciência, é bom esclarecer, para entulhar o MCDQEPDmóvel com um monte de papel que não pode ser usado para fazer bloquinhos de jornalista e com ofertas que não vou aproveitar nunca (sério).
Detesto folhetos de propaganda. São inúteis e ainda por cima sujam a rua. Ao mesmo tempo, sei que milhares de pessoas vivem de distribuí-los -- e, quanto mais gente aceitá-los, menos tempo eles vão precisar passar sob o sol e a umidade baixa de Brasília.
Daí a pergunta: se todo mundo simplesmente parar de aceitar folhetos de propaganda, será que os comerciantes vão buscar outras formas de anunciar -- a exemplo de bloquinhos inteiros, que têm uma utilidade e fazem a marca durar mais na cabeça do potencial consumidor?
Ou simplesmente vão botar na rua milhares de pessoas que, fora do mercado de panfletagem, tinham (e talvez continuarão tendo) poucas chances de emprego?
Que outras formas pode haver de anunciar que sejam ao mesmo tempo ambientalmente corretas e não explorem de forma desumana o trabalho das pessoas?
O link para comentários está logo ali, pessoal.
É o seguinte: não se passa um diazinho sequer sem que gentes me ofereçam panfletos de propaganda na rua. Aceito-os a depender da minha paciência no dia. Paciência, é bom esclarecer, para entulhar o MCDQEPDmóvel com um monte de papel que não pode ser usado para fazer bloquinhos de jornalista e com ofertas que não vou aproveitar nunca (sério).
Detesto folhetos de propaganda. São inúteis e ainda por cima sujam a rua. Ao mesmo tempo, sei que milhares de pessoas vivem de distribuí-los -- e, quanto mais gente aceitá-los, menos tempo eles vão precisar passar sob o sol e a umidade baixa de Brasília.
Daí a pergunta: se todo mundo simplesmente parar de aceitar folhetos de propaganda, será que os comerciantes vão buscar outras formas de anunciar -- a exemplo de bloquinhos inteiros, que têm uma utilidade e fazem a marca durar mais na cabeça do potencial consumidor?
Ou simplesmente vão botar na rua milhares de pessoas que, fora do mercado de panfletagem, tinham (e talvez continuarão tendo) poucas chances de emprego?
Que outras formas pode haver de anunciar que sejam ao mesmo tempo ambientalmente corretas e não explorem de forma desumana o trabalho das pessoas?
O link para comentários está logo ali, pessoal.
terça-feira, agosto 11, 2009
Tudo numa manhã só
Hoje eu vi um Fusca cor-de-rosa choque.
Mais cedo, na fila do supermercado, havia um pai de uns 2m de altura e camiseta de instrutor de academia. Estava com os filhos. O que havia no carrinho? Iogurtes cor-de-rosa e saquinhos de chips. Fiquei me perguntando: era tudo para ele? Ou só para os meninos? Ele virou professor de educação física para poder comer todas as bobagens que quisesse? Ou ele estaria, ao fornecer porcarias gostosas para os meninos, já garantindo campo de trabalho para os futuros colegas de profissão? Ou nada disso?
Estou editando um material sobre Curaçao. Tomando o maior cuidado com a translineação, claro.
E o tempo é realmente como uma trufa branca de Alba (embora eu nunca tenha experimentado uma): raro, valioso e dá um gosto bom a certas coisas.
Mais cedo, na fila do supermercado, havia um pai de uns 2m de altura e camiseta de instrutor de academia. Estava com os filhos. O que havia no carrinho? Iogurtes cor-de-rosa e saquinhos de chips. Fiquei me perguntando: era tudo para ele? Ou só para os meninos? Ele virou professor de educação física para poder comer todas as bobagens que quisesse? Ou ele estaria, ao fornecer porcarias gostosas para os meninos, já garantindo campo de trabalho para os futuros colegas de profissão? Ou nada disso?
Estou editando um material sobre Curaçao. Tomando o maior cuidado com a translineação, claro.
E o tempo é realmente como uma trufa branca de Alba (embora eu nunca tenha experimentado uma): raro, valioso e dá um gosto bom a certas coisas.
sábado, agosto 08, 2009
segunda-feira, agosto 03, 2009
sexta-feira, julho 24, 2009
Ser amada. Ser reconhecida. Ser magra.
Esta semana, um amigo do trabalho comentou que eu parecia estar mais magra.
- Não muito mais magra do que já estive antes, mas um pouco, sim. Obrigada! - respondi.
- Que negócio é esse que mulher tem de agradecer quando a gente fala que ela emagreceu? Todas as mulheres do mundo querem emagrecer, é isso? - ele perguntou num sorriso.
A gente saiu fazendo essa pergunta para as colegas em volta e comprovou: sim, aparentemente, todas as mulheres do mundo (pelo menos as do mundo ocidental) querem emagrecer.
Digo mais. Afinar é algo que se inscreve nos três grandes desejos da mulher contemporânea, quais sejam:
1) Ser amada
2) Ser reconhecida
3) Ser magra
É tão simples. Pense em todas as conquistas que um ser humano do sexo feminino pode querer ter hoje e verá que elas passam por pelo menos uma dessas vontades.
- Não muito mais magra do que já estive antes, mas um pouco, sim. Obrigada! - respondi.
- Que negócio é esse que mulher tem de agradecer quando a gente fala que ela emagreceu? Todas as mulheres do mundo querem emagrecer, é isso? - ele perguntou num sorriso.
A gente saiu fazendo essa pergunta para as colegas em volta e comprovou: sim, aparentemente, todas as mulheres do mundo (pelo menos as do mundo ocidental) querem emagrecer.
Digo mais. Afinar é algo que se inscreve nos três grandes desejos da mulher contemporânea, quais sejam:
1) Ser amada
2) Ser reconhecida
3) Ser magra
É tão simples. Pense em todas as conquistas que um ser humano do sexo feminino pode querer ter hoje e verá que elas passam por pelo menos uma dessas vontades.
terça-feira, julho 21, 2009
Uma menina quase organizada
Hoje não tem mais post (impossível arranjar tempo), mas amanhã vai rolar.
Deixarei um programadinho para as 7h, vejam só que blogueira mais organizada. Hehe.
Deixarei um programadinho para as 7h, vejam só que blogueira mais organizada. Hehe.
sábado, julho 18, 2009
Questão escatológica

Acho ao mesmo tempo nojento e engraçado ver as pessoas que, num restaurante, botam a mão na frente da boca para disfarçar enquanto palitam os dentes diante dos outros.
Tipo assim, quem elas pensam que estão enganando? Elas realmente acham que ninguém está vendo?
Ou quem sabe elas se deem conta da tosquice de tal ato, mas ainda assim se sintam com preguiça demais para se levantar e ir ao banheiro -- onde vão poder fazer o que quiserem sem que ninguém as veja. Não sei. Quem arrisca uma explicação?
quinta-feira, julho 09, 2009
O amor tudo vence?
Argh
Três ideias de post na cabeça, nenhum ânimo para desenvolvê-las. Ai, credo.
Espero que tudo melhore depois que eu acordar. Beijos.
Espero que tudo melhore depois que eu acordar. Beijos.
terça-feira, julho 07, 2009
Exceção
Michael Jackson era a única pessoa do mundo que podia usar terno preto com meia branca sem ficar ridículo.
Morrem o mito e a exceção da moda...
Morrem o mito e a exceção da moda...
domingo, julho 05, 2009
Duas coisas que eu odeio...
* Digitar o número do código de barras um a um quando preciso pagar uma conta e o maldito caixa eletrônico não reconhece a sequência de linhas.
* Apagar e-mails, apagar e-mails, apagar e-mails e continuar ouvindo alertas gerais de que a minha caixa de entrada continua cheia.
... e uma que eu adoro
* Depois de acordar no susto, me lembrar que é fim de semana e eu posso dormir o quanto mais eu quiser.
* Apagar e-mails, apagar e-mails, apagar e-mails e continuar ouvindo alertas gerais de que a minha caixa de entrada continua cheia.
... e uma que eu adoro
* Depois de acordar no susto, me lembrar que é fim de semana e eu posso dormir o quanto mais eu quiser.
sexta-feira, junho 26, 2009
Busca
É tão esquisito entrar na televisão de blogueiro e ver que alguém (que não sou eu) digitou o meu nome no Google e veio parar aqui.
Só no Brasil, existem (que eu saiba) mais três mulheres com o nome igual ao meu: uma pesquisadora em Lavras, uma cantora de Passo Fundo e outra cuja atividade não me lembro agora.
Será que procuram por elas? Ou por mim?
E o que podem estar querendo saber de uma de nós quatro?
Só no Brasil, existem (que eu saiba) mais três mulheres com o nome igual ao meu: uma pesquisadora em Lavras, uma cantora de Passo Fundo e outra cuja atividade não me lembro agora.
Será que procuram por elas? Ou por mim?
E o que podem estar querendo saber de uma de nós quatro?
quinta-feira, junho 25, 2009
Mais ou menos assim
Três posts começados e nenhum terminado.
Dias de trabalho longuíssimos. E a morte de Michael Jackson no meio de tudo isso.
Que semana!
Dias de trabalho longuíssimos. E a morte de Michael Jackson no meio de tudo isso.
Que semana!
sexta-feira, maio 22, 2009
Vendo suas coisas no eBay
Quem viu o filme O Virgem de 40 Anos (uma das minhas comédias recentes preferidas) com certeza se lembra que a personagem da Catherine Keener (a namorada do virgem em questao) tinha uma loja chamada I Sell Your Stuff on eBay (ou Vendo suas Coisas no eBay).
O simples nome do tal estabelecimento é um elemento totalmente surreal, bobinho e gostoso e da origem a um dos muitos diálogos inacreditáveis da comedia. Algo do tipo (abre aspas) por que diabos alguem montaria uma loja para vender em um lugar onde ninguem precisa de intermediarios? (fecha aspas).
Sempre achei que a existencia de um lugar assim fosse so piada de filme ate que vi hoje, mais cedo, aqui na Avenue Mozart, em Paris, uma loja chamada... Vendo suas Coisas no eBay (em frances, claro, mas esqueci como ficava o nome traduzido). Serio, gente. Tirei fotos para comprovar e tudo. Nao vai dar para subi-la hoje, mas juro que farei isso assim que puder.
Nao eh fantastico isso?
Como ja passava das 20h, o ponto ja estava fechado e nao deu para investigar. Mas se abrir amanha e os donos nao tiverem uma cara muito ranzinza, vou dar um jeito de conversar com eles.
***************************
A teve francesa tem um canal chamado Zen. A programacao consiste basicamente em imagens de lugares incriveis, tipo a Ilha de S. Bartolomeu (no Caribe, acho) e barulhinhos relaxantes, como o de agua.
Descobrir essas coisas eh bom demais.
O simples nome do tal estabelecimento é um elemento totalmente surreal, bobinho e gostoso e da origem a um dos muitos diálogos inacreditáveis da comedia. Algo do tipo (abre aspas) por que diabos alguem montaria uma loja para vender em um lugar onde ninguem precisa de intermediarios? (fecha aspas).
Sempre achei que a existencia de um lugar assim fosse so piada de filme ate que vi hoje, mais cedo, aqui na Avenue Mozart, em Paris, uma loja chamada... Vendo suas Coisas no eBay (em frances, claro, mas esqueci como ficava o nome traduzido). Serio, gente. Tirei fotos para comprovar e tudo. Nao vai dar para subi-la hoje, mas juro que farei isso assim que puder.
Nao eh fantastico isso?
Como ja passava das 20h, o ponto ja estava fechado e nao deu para investigar. Mas se abrir amanha e os donos nao tiverem uma cara muito ranzinza, vou dar um jeito de conversar com eles.
***************************
A teve francesa tem um canal chamado Zen. A programacao consiste basicamente em imagens de lugares incriveis, tipo a Ilha de S. Bartolomeu (no Caribe, acho) e barulhinhos relaxantes, como o de agua.
Descobrir essas coisas eh bom demais.
terça-feira, maio 05, 2009
Datas comemorativas, lembretes toscos
Segunda-feira, perto das 19h em Brasília. No trabalho, o burburinho típico desse horário (pessoas falam, telefones tocam, tevês transmitem a programação de mil canais diferentes) ganha um novo ruído.
- Buéééééééééééééééééé!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dou um pequeno pulo na cadeira. De vez em quando, alguns colegas que se tornaram pais ou mães trazem os pacotinhos para conhecer o jornal. Mas, dessa vez, não é nada disso. Percebo que é só alguma coisa rolando na tevê (não sei exatamente o quê). Volto à labuta.
Horas depois, com o ambiente já mais calmo, o doce som volta a ecoar.
- Buééééééééééééééééééééééé!!!!!!!!!!!!!!!!!
Como já estou cansada, meu ouvido processa com mais força a estridência do choro. Eu, a menina que trabalha perto de mim e algumas outras pessoas que ficaram tomamos outro susto.
- Che catzo è questo? - pergunto.
- Acho que é um comercial de tevê - ela esclarece.
Quando a gritaria acaba, uma moça morena, de meia-idade, diz:
- Isso é o que a sua mãe vai fazer se você não der a ela um presente das Organizações Tabajara (nome fictício).
Eu e minha amiga nos entreolhamos e demos um suspiro daqueles de desânimo.
Na bowa, o ser humano que fez essa propaganda não deve nem de mães nem de outros tipos de mulheres. Não só o comercial não é engraçado como ainda consegue suscitar uma série de desconfortos.
Minha mãe-leoa-forever, se o ouvisse de longe, ficaria preocupadíssima. Tenho certeza de que as outras mães que conheço também iam ligar as antenas. E não iam achar a menor graça no textinho e no risinho da modelo no fim do comercial.
Minha colega de trabalho, que não tem filhos, pouco antes de descobrir que se tratava de uma propaganda, chegou a perguntar:
- Cadê a mãe dessa criança?
Eu, que também não tenho filhos nem pretendo, odiei mais ainda. Para mim, o barulho de choro de criança se enquadra nas mesmas categorias irritantes de cortador de grama, secador de cabelo e obra no sábado de manhã.
Parece que as outras pessoas que ainda estavam trabalhando compartilharam da nossa opinião, porque rapidamente a tevê foi desligada.
Incrível a quantidade de publicidades horríveis que surgem nas semanas anteriores a essas datas feitas para movimentar a economia (as do Dia dos Namorados são sempre as mais toscas, acho).
Imagina o que não deve ter sido a reunião em que os donos da marca tiveram a ideia de botar um bebê para berrar em pleno horário nobre?
- Genial!!!!! - os caras devem ter pensado.
Vamos ver se o baby volta mais tarde. Espero que não.
Agora eu quero saber se vocês conhecem mais comerciais horríveis de Dia das Mães e de outras datas... não se acanhem.
- Buéééééééééééééééééé!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dou um pequeno pulo na cadeira. De vez em quando, alguns colegas que se tornaram pais ou mães trazem os pacotinhos para conhecer o jornal. Mas, dessa vez, não é nada disso. Percebo que é só alguma coisa rolando na tevê (não sei exatamente o quê). Volto à labuta.
Horas depois, com o ambiente já mais calmo, o doce som volta a ecoar.
- Buééééééééééééééééééééééé!!!!!!!!!!!!!!!!!
Como já estou cansada, meu ouvido processa com mais força a estridência do choro. Eu, a menina que trabalha perto de mim e algumas outras pessoas que ficaram tomamos outro susto.
- Che catzo è questo? - pergunto.
- Acho que é um comercial de tevê - ela esclarece.
Quando a gritaria acaba, uma moça morena, de meia-idade, diz:
- Isso é o que a sua mãe vai fazer se você não der a ela um presente das Organizações Tabajara (nome fictício).
Eu e minha amiga nos entreolhamos e demos um suspiro daqueles de desânimo.
Na bowa, o ser humano que fez essa propaganda não deve nem de mães nem de outros tipos de mulheres. Não só o comercial não é engraçado como ainda consegue suscitar uma série de desconfortos.
Minha mãe-leoa-forever, se o ouvisse de longe, ficaria preocupadíssima. Tenho certeza de que as outras mães que conheço também iam ligar as antenas. E não iam achar a menor graça no textinho e no risinho da modelo no fim do comercial.
Minha colega de trabalho, que não tem filhos, pouco antes de descobrir que se tratava de uma propaganda, chegou a perguntar:
- Cadê a mãe dessa criança?
Eu, que também não tenho filhos nem pretendo, odiei mais ainda. Para mim, o barulho de choro de criança se enquadra nas mesmas categorias irritantes de cortador de grama, secador de cabelo e obra no sábado de manhã.
Parece que as outras pessoas que ainda estavam trabalhando compartilharam da nossa opinião, porque rapidamente a tevê foi desligada.
Incrível a quantidade de publicidades horríveis que surgem nas semanas anteriores a essas datas feitas para movimentar a economia (as do Dia dos Namorados são sempre as mais toscas, acho).
Imagina o que não deve ter sido a reunião em que os donos da marca tiveram a ideia de botar um bebê para berrar em pleno horário nobre?
- Genial!!!!! - os caras devem ter pensado.
Vamos ver se o baby volta mais tarde. Espero que não.
Agora eu quero saber se vocês conhecem mais comerciais horríveis de Dia das Mães e de outras datas... não se acanhem.
segunda-feira, maio 04, 2009
Interpretações tortas
Certos versos da música popular brasileira -- de duas músicas em especial -- me fazem pensar em coisas totalmente absurdas. Me lembrei dessa história porque o Globo Online vem promovendo uma enquete para descobrir qual a canção de Roberto Carlos preferida pelos internautas. No momento em que comecei a escrever este post, Detalhes estava em primeiro lugar -- e a considero de uma ambiguidade estranha. Vou colar trechos abaixo e tentar explicar depois. A versão completa está aqui.
Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito tempo
Em sua vida
Eu vou viver...
Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Pra esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...
(...)
Eu sei que um outro
Deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor
Como eu falei
Mas eu duvido!
Duvido que ele tenha
Tanto amor
E até os erros
Do meu português ruim
E nessa hora você vai
Lembrar de mim...
A noite envolvida
No silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura
O meu retrato
Mas da moldura não sou eu
Quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso
Mesmo assim
E tudo isso vai fazer você
Lembrar de mim...
(...)
Esses versos, que encantaram gerações de românticos ao longo das últimas décadas, me fazem pensar numa figura totalmente diferente da retratada na canção. Originalmente, eles descrevem um cara limpinho (fãs, foi mal, RC não é e nunca foi bonito), muito apaixonado e simplório.
Na minha cabeça, as palavras se materializam na forma de um cara meio bonito meio com cara de louco, a depender do ângulo em que olhamos para ele. Além de visualmente bizarro, o mancebo persegue a mocinha como num daqueles filmes do Supercine. Escreve bilhetes e deixa mensagens lacônicas na secretária eletrônica da guria ("Não adianta nem tentar me esquecer... por muito tempo em sua vida eu vou viver" é o que ele diz, claro). E ainda por cima fala e escreve supererrado! Não sabe usar o infinitivo, erra concordâncias e é dado a escrever um e-mail aXiM. Pesadelo total. A menina, de tão paranoica, começa a ver o rosto do cara mesmo quando ele não está presente. E ora o rosto sorri, ora ele se mexe de modo estranho, como naquelas películas de casas mal-assombradas.
De modo que quando os acordes iniciais de Detalhes tocam no rádio ou na tevê, eu os ouço não por achar RC o máximo, mas porque quero terminar de construir na mente esse personagem algo assustador.
Outra música que interpreto de forma torta é Segredos, de Frejat, a cujo lindo clipe você assiste aqui. Preste atenção no refrão. Os versos estão abaixo.
Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos
Os versos em negrito me dão uma vontadinha de me abrir em gargalhadas toda vez que os ouço. Dá para imaginar logo numa pessoa que vai tratar a outra bem para que ela não fique chocada quando souber que o namorado faz algo como dormir de camisola de renda preta ou usar chinelos de pompom grená, como o personagem do conto O Dia da Amante, do Luis Fernando Veríssimo, sabe como é? Sorry, Frejat, mas é involuntário, mais forte do que eu. E acho que isso não é totalmente absurdo, porque já compartilhei essa tese com uma pessoa e nós passamos mal de rir.
Antes de terminar este post, só gostaria de dizer... não, eu não uso drogas. E sim, sou normal. Apenas um caso de imaginação fértil.
Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito tempo
Em sua vida
Eu vou viver...
Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Pra esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...
(...)
Eu sei que um outro
Deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor
Como eu falei
Mas eu duvido!
Duvido que ele tenha
Tanto amor
E até os erros
Do meu português ruim
E nessa hora você vai
Lembrar de mim...
A noite envolvida
No silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura
O meu retrato
Mas da moldura não sou eu
Quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso
Mesmo assim
E tudo isso vai fazer você
Lembrar de mim...
(...)
Esses versos, que encantaram gerações de românticos ao longo das últimas décadas, me fazem pensar numa figura totalmente diferente da retratada na canção. Originalmente, eles descrevem um cara limpinho (fãs, foi mal, RC não é e nunca foi bonito), muito apaixonado e simplório.
Na minha cabeça, as palavras se materializam na forma de um cara meio bonito meio com cara de louco, a depender do ângulo em que olhamos para ele. Além de visualmente bizarro, o mancebo persegue a mocinha como num daqueles filmes do Supercine. Escreve bilhetes e deixa mensagens lacônicas na secretária eletrônica da guria ("Não adianta nem tentar me esquecer... por muito tempo em sua vida eu vou viver" é o que ele diz, claro). E ainda por cima fala e escreve supererrado! Não sabe usar o infinitivo, erra concordâncias e é dado a escrever um e-mail aXiM. Pesadelo total. A menina, de tão paranoica, começa a ver o rosto do cara mesmo quando ele não está presente. E ora o rosto sorri, ora ele se mexe de modo estranho, como naquelas películas de casas mal-assombradas.
De modo que quando os acordes iniciais de Detalhes tocam no rádio ou na tevê, eu os ouço não por achar RC o máximo, mas porque quero terminar de construir na mente esse personagem algo assustador.
Outra música que interpreto de forma torta é Segredos, de Frejat, a cujo lindo clipe você assiste aqui. Preste atenção no refrão. Os versos estão abaixo.
Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos
Os versos em negrito me dão uma vontadinha de me abrir em gargalhadas toda vez que os ouço. Dá para imaginar logo numa pessoa que vai tratar a outra bem para que ela não fique chocada quando souber que o namorado faz algo como dormir de camisola de renda preta ou usar chinelos de pompom grená, como o personagem do conto O Dia da Amante, do Luis Fernando Veríssimo, sabe como é? Sorry, Frejat, mas é involuntário, mais forte do que eu. E acho que isso não é totalmente absurdo, porque já compartilhei essa tese com uma pessoa e nós passamos mal de rir.
Antes de terminar este post, só gostaria de dizer... não, eu não uso drogas. E sim, sou normal. Apenas um caso de imaginação fértil.
quarta-feira, abril 29, 2009
Quero tempo
Preciso de tempo para ouvir mais música, para ver mais filmes, para ler mais, para fotografar artes, pessoas e insetos, para ver a rua (sem ser do ponto de vista do volante), para olhar para o teto e ter ideias de assuntos para escrever. Tão difícil ser bacana, cool, criativo ou qualquer outro adjetivo do tipo quando praticamente todos os minutos do dia estão ocupados com coisas para terminar e com a pressa de chegar a mil lugares.
Pelo menos sei que haverá algo lindo no final desta correria, daqui a 10 dias.
Pelo menos sei que haverá algo lindo no final desta correria, daqui a 10 dias.
sexta-feira, abril 24, 2009
Perguntas explosivas
Uma conversa no café hoje me motivou a escrever este post sobre perguntas potencialmente detonadoras de gafes, constrangimentos, caos na Terra e outros que-tais. Não deixa de ser um prolongamento daquele texto sobre os diálogos incríveis .
Se alguém quiser acrescentar perguntas, contar sua história, etc., vai ser ótimo. ;-)
- Você está grávida?
- Para quando é o seu bebê?
- Mas quem é o pai?
- Você é a babá?
- ... E quem é a mãe?
- Para quando é o casamento?
- E aí, quando vocês engravidam?
- Ela é sua filha? (Imagine ouvir um "Não, é minha namorada" como resposta ... pois é, eu já ouvi isso)
Se alguém quiser acrescentar perguntas, contar sua história, etc., vai ser ótimo. ;-)
- Você está grávida?
- Para quando é o seu bebê?
- Mas quem é o pai?
- Você é a babá?
- ... E quem é a mãe?
- Para quando é o casamento?
- E aí, quando vocês engravidam?
- Ela é sua filha? (Imagine ouvir um "Não, é minha namorada" como resposta ... pois é, eu já ouvi isso)
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