quarta-feira, outubro 28, 2009

Um dia eu volto, quem sabe


Bom, a galera que está acessando este blog há semanas (meses?) e não vê nada além de um bicho voador verde merece uma satisfação, né não?

Uma mistura de inspiração rala e trasheira física causada por uso intenso de computador (pense numa tonteira daquelas; depois, pense em começar a sentir isso todos os dias) é a culpada por eu ter deixado o blog para os insetos nesses últimos tempos.

Primeiro, pensei em acabar tudo de vez. Depois, pensei em entrar no Twitter. Finalmente, um amigo sugeriu: por que você não deixa para escrever só quando der na telha? Aí, achei a idéia boa. Devo fazer isso mesmo.

Quando a inspiração vier de novo como veio no começo deste ano, quando eu voltar a fazer umas fotos legais ou quando aparecer uma viagem fera, eu reabro o cafofo. E dou um jeito de avisar pra todo o mundo.

O Diário da África sugeriu que eu ilustrasse esse post com a canção Vapor Barato (a letra tem tudo a ver), mas me esqueci de perguntar se ele achava mais legal a versão da Gal Costa com o Zeca Baleiro ou a d'O Rappa. Na dúvida, deixo abaixo o link pras duas.

Pues, Gal Costa pra quem é de Gal e O Rappa pra quem é de Rappa.

Beijo!

quarta-feira, setembro 09, 2009

Bicho verde



Bichinho de lâmpada verde, vocês já tinham visto? Eu, nunca.
Esse, como tantos outros, escolheu o meu lar, doce lar para dar seu último suspiro de inseto.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Coreia do Norte: vai encarar?



Assisti a um documentário perturbador no último domingo, depois do trabalho. Passou no Multishow, mas não consigo saber se vai ser reprisado.

Vi tudo meio caindo de sono, mas o tema era tão bom que não deu para não seguir até o final.

Todo mundo que acompanha mais ou menos as notícias internacionais sabe que a Coreia do Norte é um dos países mais fechados e estranhos do mundo. Que milhões de pessoas passam fome enquanto o Estado exibe um poderio militar absurdo e impõe uma política de culto à personalidade do atual ditador, Kim Jong-Il.

A Coreia do Norte não tem interesse em receber turistas. E os turistas, diante da dificuldade que é entrar no país, raramente procuram a Coreia do Norte como destino. Mas houve uma figura que não sossegou enquanto não conseguiu pisar lá: trata-se do norte-americano Shane Smith, da VBS TV.

The Vice Guide to North Korea (assista aqui, na VBS TV, ou aqui, em pedacinhos, no Youtube) mostra o barbudão num hotel ilhado e praticamente deserto, numa casa de chá que passou meses sem receber um visitante sequer, num videokê proibido para os norte-coreanos, em restaurantes que tentam disfarçar a carência de alimentos no país e em uma série de monumentos que exaltam Kim Jong-Il e o pai, o também ditador Kim Il-Sung.

Impossível não notar um certo tom entre o incrédulo e o jocoso (e dá para ser diferente? Como levar tudo aquilo a sério?) na narração do apresentador. Da mesma forma, não há como não perceber o estado de depressão e torpor que vai se instalando aos poucos no documentarista. E eu pergunto de novo: dá para ser diferente? Não, não dá.

É isso, meu povo. Vou nessa, que esse negócio de escrever sobre depressão e torpor deixa a gente com vontade de ouvir Pink Floyd. Beijo.

domingo, setembro 06, 2009

Como deixar um post agendado?

Respondendo à pergunta que a m.Jo fez nos comentários: é simples!
Montei um passo a passo:

1) Na parte de baixo da janelinha onde você escreve os posts, existe um link azul chamado Opções de Postagem. Clique nele.

2) Vai se abrir embaixo uma janela cinza. Repare que à direita existe um campo chamado "Data e hora da postagem". É lá que você vai arrumar o dia e o horário em que você quer que o post vá ao ar.

3) Pronto! Esse post foi escrito no sábado, mas entra no ar num domingo, às 7h em ponto, porque o deixei programado. Vamos ver se consigo atualizar o blog pelo menos dia sim, dia não.

Outra coisa legal para quem tem blog ou gosta de ler blogs é o sistema de rss. Por meio dele, os seus leitores ficam sabendo quando você fez post novo. Acabei de colocar um atalho para ele à direita desta página -- é a seção Não se perca de mim. Poético, não? ;-)

sexta-feira, setembro 04, 2009

Eu quero ouvir barulho!



Buraka Som Sistema, de Angola: me viciei nesse som na última semana. Vicie-se você também.

Ao contrário do Casa de Luanda, o primeiro dos blogs amigos a botar no ar o clipe de Kalemba, duvido um pouco que o kuduro eletrônico vá pegar no Brasil como pegou na Europa (o vídeo deste post foi feito em Portugal). Mas vai que eu estou errada, né? É esperar o próximo verão chegar e ver o que ele traz de tendências.

A vocalista tem uma energia inacreditável. O jeito de cantar me lembra o da M.I.A., que não por acaso andou gravando com o Buraka. Assista aqui ao clipe de Sound of Kuduro, projeto conjunto da turma. Só não aconselho a tentar repetir as coreografias em casa.

Update: botei ali em cima um link para o clipe de Bucky Done Gun, da M.I.A. Liberta, DJ! Hehe

quarta-feira, setembro 02, 2009

Proibido desacelerar

Faltar ao trabalho? Se você vive no Brasil e é da iniciativa privada, provavelmente vai concordar comigo: só em caso de fratura exposta, trabalho de parto já rolando ou câncer em estágio terminal.

Tenho a impressão de que ninguém mais deixa de ir ao trabalho porque está gripado, soltando muco por todos os poros, com febre, infecção intestinal ou amigdalite pultácea (se o nome é horrível, imagine a dor). Simplesmente porque há coisas demais a fazer.

Da mesma forma que ninguém dá um tempo na malhação porque está machucado, nem perde a balada porque tirou os sisos. Faltar à sessão de exercícios deixa a pessoa gorda no minuto seguinte, e não ir para a noite é coisa de... bom, deixa pra lá.

Proibido desacelerar. Proibido perder qualquer coisa desse nosso dia a dia. Parar é para os fracos, para os sensíveis demais aos apelos do corpo -- essa máquina que, afinal, está sempre a nosso serviço.

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Eu poso de defensora do movimento slow-qualquer-coisa, mas já trabalhei gripada mil vezes, já malhei machucada e só não fiz ainda a cirurgia para remover os quatro sisos porque sei direitinho: isso vai me tirar do ar por um fim de semana inteiro. É tempo demais.

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Daí que atualmente, com esse negócio de gripe suína, a ordem de um monte de empresas -- privadas e públicas -- é mandar todo mundo ficar em casa. Pelo menos nas empresas de que tenho notícia, claro. Gripou? Então, vai para o estaleiro até que o vírus (H1N1 ou não) suma do corpo.

Ou seja, pelo menos por enquanto, tem gente aliviada por não precisar ser um convalescente em meio a um monte de gente saudável e por não ter de encarar alguém gribado perto de si.

Update: as mil coisas para fazer vão continuar lá, para serem feitas, mas não é possível que não possam esperar nem um pouquinho.

Legal que de vez em quando as coisas sejam feitas da forma certa, não?

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A onda de paranoia coletiva instalada pela nova gripe também é interessante de observar. De repente, todos nós ficamos iguais ao Sr. Burns, dos Simpsons, que (em alguns episódios) não toca em nada por medo do que ele chama de "micróbios invisíveis" "germes microscópicos".

Me pergunto se o chefe da usina nuclear de Springfield conhece álcool em gel.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Como atualizar um blog em tempos de correria?


Li essa pergunta hoje no e-mail, em meio a uns outros comentários que chegaram no fim de semana. A resposta é meio pentelha, mas vamos lá: atualizando, ué. ;-)

Agora falando sério: quando a inspiração colabora, a gente dá um jeitinho, mesmo que o tempo esteja apertado. E existem uns recursos que ajudam a atualização a ficar mais fácil. Uma delas é a criação e o envio de posts por e-mail (se você usa o Blogger, procure pela ferramenta que torna isso viável).

Outra opção legal é a programação de posts para entrar no ar em datas e horários certinhos.

Bateu uma inspiração louca? Então, faça vários posts (mesmo que pequenos). Bote um post para aparecer no blog no dia seguinte; outro, dois dias depois; outro, três dias depois, e assim por diante. Como sei que quem lê o MCDQEPD normalmente entra de manhã cedo, antes do trabalho, programo tudo para as 7h.

Bom, isso quando estou em épocas de inspiração louca, né? E de computador funcionando. Nessas últimas duas semanas e meia, uma mistura de cansaço, falta de inspiração e computador no suporte técnico (maldito Windows Vista) me levou a deixar o blog meio de lado. Mas estou comprometida a não parar.

Voltando ao assunto da atualização. Última -- mas não menos importante -- dica: ela fica mais fácil quando você estabelece uma periodicidade que possa ser cumprida. Não dá conta de atualizar o blog todos os dias? Então, tente em dias alternados. Ou uma vez por semana. E deixe isso claro para quem quer que esteja lendo seus posts. Aí, os leitores saberão a hora certa de visitar seu blog novamente.

Mais dicas de vida blogueira aqui... velhinhas, mas sempre úteis. ;-)

quinta-feira, agosto 27, 2009

Top clichês

Dos textos de viagem:

- Águas cristalinas
- Vegetação exuberante
- Povo hospitaleiro

A-do-ro!

quarta-feira, agosto 26, 2009

Genovevas não têm infância

Meu avô por parte de mãe se chamava Álvaro José.

Sempre achei que o nome supercombinava com a imagem (de uma foto em preto e branco) que tenho dele: um homem bonitíssimo, de terno, cabelo preto e liso penteado para trás e um volumoso bigodão. Em síntese, a imagem de um senhor respeitável do Brasil dos anos 1940/1950.

Mas sempre tive a maior dificuldade em imaginá-lo menino. Tudo por conta do tal nome. Não adiantou eu vê-lo criança, em meio a carroças, bichinhos e outras pessoas (vestidas em roupas campeiras, num esquema tipo O Tempo e o Vento, sabe?), em mais uma foto PB do início do século 20. Continuo achando que todos os Álvaros (puros, Josés e variações) já nascem de terno e bigode.

Tenho essa mesma estranha sensação quando leio ou ouço alguns outros nomes. Pense, por exemplo, nas Serafinas, Josefinas e Genovevas de 100 anos atrás. Não dá para imaginar uma bebê ou uma criancinha escolar batizadas assim. Genovevas não têm infância. Nascem vovós.

Da mesma forma, os indivíduos de nome Aderbal, Horácio, Bartolomeu, Altair, Adão e Aristóteles (entre outros), acredito, vêm ao mundo queimando etapas. Passam direto à fase em que a gente paga contas, declara imposto de renda e lê jornais enquanto viaja a trabalho. Se bobear, devem ter um pince-nez no bolso do paletó.

O mais engraçado é que não vejo nenhuma dessas alcunhas voltando à moda -- nessa onda que as pessoas têm tido ultimamente de batizar a molecada com nomes vintage, tipo Bento. Ou seja, por muitos e muitos anos, Aderbais, Horácios e companhia continuarão não tendo infância. Pelo menos na minha cabeça.

Update: o que dizer, então, das Odetes???

terça-feira, agosto 25, 2009

Adoro listas - 2

Ontem, paguei um pouco mais da enorme dívida que tenho com a indústria do cinema e assisti a Fargo, dos Irmãos Coen (trailer aqui... sorry, não achei nenhum com legendas).

Fiquei apaixonada pelo roteiro e bege com o jeito patético do protagonista, um gerente de concessionária que manda sequestrar a própria mulher de modo a conseguir uma grana para projetos pessoais.

E enlouqueci com a atuação da Frances McDormand. Ela interpreta uma policial gravidíssima, ao mesmo tempo docinha e firme, que vai carregando o barrigão de sete meses para lá e para cá (em meio a um frio do cão) enquanto investiga os desdobramentos do sequestro. Pouca força de vontade, né não?

Me deu vontade de fazer um Top 5 com as melhores grávidas do cinema. Como só me lembrei de quatro personagens (e todas de filmes falados em inglês), sugiro que me falem de suas preferidas.

1) Marge Gunderson, a personagem da Frances em Fargo, né? Não bastasse fazer tudo que descrevi acima, ela ainda diverte ao passar o filme inteiro comendo e/ou pensando em comida. Genial.

2) Juno. Porque ela tem sempre uma resposta pronta. E é absolutamente surreal, em todos os sentidos que a palavra pode ter.

3) Helena Ayala, vivida pela Catherine Zeta-Jones em Traffic. Porque ela é redonda e enorme. Porque ela comanda o tráfico de drogas e se recusa a testar um "produto" porque está de seis meses. E porque logo no começo do filme, quando a personagem está num almoço entre amigas, participa de um diálogo mais ou menos assim:
AMIGA - ...Mas pato é tão gorduroso, por que você pediu?
HELENA - Não fui eu que pedi, foi outra pessoa.

4) Mariane Pearl, interpretada pela Angelina Jolie em O Preço da Coragem. É meio irritante ver AJ dizendo indiretamente "Por favor, galera, estou me esfalfando, me indiquem a um Oscar pela minha atuação humanitária, etc.". Mas eu gosto do filme. Cara, o processo de caracterização da atriz nesse filme é bacana. A atriz surge totalmente afrodescendente e barriguda, e o fato de ela estar esperando um baby do protagonista deixa tudo com uma tinta mais dramática. Enfim, vale a pena encarar a obra.

5) Bom, na falta de memória total, passo a bola pra vocês. Beijos.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Tinta

De uniforme e boné, um cara passa de balde e rolo de tinta em frente à calçada do Memorial JK.

Pinta de branco o meio-fio que, minutos antes, estava tingido de cor de laranja. Culpa da poeira do cerrado.

E olha para o céu. Torce para que a tinta seque rápido. O dia está quente, mas nuvens pretas se avolumam sobre o boné.

Quando chega em casa, a chuva cai como a água da ducha.

Pela janela da casa simples em Santa Maria, ele se pergunta se vai ter de pintar tudo de novo quando chegar o outro dia.

terça-feira, agosto 18, 2009

Amanhã eu escrevo

Hoje não vai dar mais não.

Por enquanto, por que não dar uma olhada no trabalho desta mina aqui?

É dark, debochado e sempre muito feminino. Acho que você vai gostar. Beijo.

segunda-feira, agosto 17, 2009

Rá!

Sou completamente desligada quando o assunto é filme de comédia.

Há vários que nunca vi nem verei. Não faço questão. Humor grosseiro me deixa angustiada ("Eu, hein, Creusa?", você deve estar dizendo).

Mas este fim de semana eu vi dois: um no sábado, outro no domingo. Um totalmente sem querer (passou na tevê, eu comecei a assistir e gostei), e a outro num esquema bem planejado.

A primeira é Ressaca de Amor, de Nicholas Stoller, que traz o grandão Jason Segel no papel de um compositor de trilhas sonoras totalmente bobão e apaixonado pela ex-namorada. Ele viaja ao Havaí para tentar infernizar a lua de mel da moça, uma atriz de Hollywood que o trocou por um roqueiro britânico estilo Scorpions (só que pior) impagável.

Impagáveis também são a recepcionista morena (e marrenta) e o mensageiro gordinho do resort onde todos ficam hospedados. Genial.

A segunda comédia é Brüno, que estreou nos cinemas na última sexta-feira. A história está todo mundo meio que sabendo, né? Bom, basta eu acrescentar então que ninguém me faz rir tanto desde... Borat.

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Acho muita graça quando leio ou escuto a expressão "com um sorriso no rosto".

Ora, é possível sorrir com que outras partes do corpo?

(Não respondam, não respondam, não respondam! hehehehe)

sábado, agosto 15, 2009

Bom dia!

Ursinhos não combinam com o calor do inverno brasiliense. Mas a foto é só para dar uma idéia do que eu pretendo conseguir em algum momento deste fim de semana. Algo que eu venho me prometendo há um mês, mais ou menos. Aff.
:o)

sexta-feira, agosto 14, 2009

Café cenográfico

Mesa de café da manhã de personagem rico de novela tem pães, brioches, croissants e biscoitos.

Há suco de laranja, leite e café servidos por empregada uniformizada.

Frutas? Sim, óbvio. Em dois suportes: um somente para os morangos, cuidadosamente arrumados pela moça de uniforme. Outro para os demais tipos.

Os personagens normalmente não dão valor a essa variedade. Em mesa de café da manhã de novela, sempre tem alguém ocupado demais lendo jornal, discutindo a relação ou brigando mesmo. As brigas, claro, deixam pelo menos um personagem sem fome. Ele se levanta da mesa e vai fazer outra coisa.

Isso quando não tem alguém superatrasado, que só dá um golinho no suco de laranja, uma mordida num biscoito e vaza para a rua, deixando a mãe ou a empregada falando sozinhas:
- Você precisa comer direito, meu (minha) filho (a)!

Em síntese, ninguém come em mesa cenográfica.

E quando a não-refeição acaba, também ninguém escova os dentes (eca). Os superatrasados, por exemplo, já saem de mochila ou bolsa na mão.

Já repararam?

Update: esqueci de dizer o quanto odeio aquela clássica cena de Guerra dos Sexos em que a Fernanda Montenegro e o Paulo Autran jogam coisas um no outro no café da manhã. Eca, eca. O pior é que todo o mundo adora.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Dúvidas compartilhadas

Me peguei nos últimos dias com uma dúvida de cunho econômico e ambiental. Como outras pessoas talvez a tenham, compartilho aqui.

É o seguinte: não se passa um diazinho sequer sem que gentes me ofereçam panfletos de propaganda na rua. Aceito-os a depender da minha paciência no dia. Paciência, é bom esclarecer, para entulhar o MCDQEPDmóvel com um monte de papel que não pode ser usado para fazer bloquinhos de jornalista e com ofertas que não vou aproveitar nunca (sério).

Detesto folhetos de propaganda. São inúteis e ainda por cima sujam a rua. Ao mesmo tempo, sei que milhares de pessoas vivem de distribuí-los -- e, quanto mais gente aceitá-los, menos tempo eles vão precisar passar sob o sol e a umidade baixa de Brasília.

Daí a pergunta: se todo mundo simplesmente parar de aceitar folhetos de propaganda, será que os comerciantes vão buscar outras formas de anunciar -- a exemplo de bloquinhos inteiros, que têm uma utilidade e fazem a marca durar mais na cabeça do potencial consumidor?

Ou simplesmente vão botar na rua milhares de pessoas que, fora do mercado de panfletagem, tinham (e talvez continuarão tendo) poucas chances de emprego?

Que outras formas pode haver de anunciar que sejam ao mesmo tempo ambientalmente corretas e não explorem de forma desumana o trabalho das pessoas?

O link para comentários está logo ali, pessoal.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Dia de pescaria

Entre as mil coisas que ainda não consegui, mas ainda conseguirei, está fazer uma supercaminhada na W3 Sul, em Brasília, em busca de grafites fotografáveis. São muitos. A cada vez que passo lá dirigindo, fico enlouquecida, seja porque nunca dá tempo de parar, seja porque raramente estou com a câmera.

Aproveitei que teria de ir lá no sábado e levei a máquina fotográfica junto. O tempo era curtíssimo, mas deu para fazer uns cliques. Todas as paredes são do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), que recebeu no mês passado uma exposição coletiva de grafiteiros do Brasil e da França.

Não consegui ver a mostra na galeria, mas como os desenhos retratados na fachada também fizeram parte da exposição, deu (dá) para ter uma idéia de como ela foi. Colei abaixo uns detalhes de que gostei. Ainda há outros, mas vou postando nos próximos dias.


Sobrou uma tripinha de céu no alto da foto. Adoro isso.

O desenho acima ocupa a lateral inteira do bloco. Muito fera. Se você reparar, há no fundo um prédio residencial tipicamente brasiliense. E essa banca também é inteira grafitada (mas meio feiosa).

Stairway to Heaven 2. A primeira da série é essa aqui. ;-)

Não tenho nada particularmente legal para falar dessas duas últimas fotos. Bom, são grafites bem-feitos. É o que importa.

terça-feira, agosto 11, 2009

Tudo numa manhã só

Hoje eu vi um Fusca cor-de-rosa choque.

Mais cedo, na fila do supermercado, havia um pai de uns 2m de altura e camiseta de instrutor de academia. Estava com os filhos. O que havia no carrinho? Iogurtes cor-de-rosa e saquinhos de chips. Fiquei me perguntando: era tudo para ele? Ou só para os meninos? Ele virou professor de educação física para poder comer todas as bobagens que quisesse? Ou ele estaria, ao fornecer porcarias gostosas para os meninos, já garantindo campo de trabalho para os futuros colegas de profissão? Ou nada disso?

Estou editando um material sobre Curaçao. Tomando o maior cuidado com a translineação, claro.

E o tempo é realmente como uma trufa branca de Alba (embora eu nunca tenha experimentado uma): raro, valioso e dá um gosto bom a certas coisas.

segunda-feira, agosto 10, 2009

Ainda hoje

Pessoal, dois dias sem post aqui... foi mal.

É que tempo virou artigo de luxo por aqui, mais raro que as trufas brancas de Alba ou uma dessas coisas muito chiques.

Dei plantão e fiz 50 coisas no fim de semana. Resultado: nada de tempo para blogar.

Mas... entre as 50 coisas que andei fazendo, há fotos de lindos grafites brasilienses. Pretendo colocá-los aqui ainda hoje. Esperem só mais um pouquinho. ;-)