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Até pouco mais de um ano atrás, a quadra comercial da 412 Norte, aqui em Brasília, era novinha e sem graça. Não havia uma loja sequer aonde desse vontade de ir. Mas as coisas são um pouco diferentes hoje.
Aí, em março passado, chegou o Steve, que já fazia um dos melhores hambúrgueres da face da Terra nas happy-hours da Embaixada do Reino Unido. E a quadra começou a ficar mais atraente -- pelo menos pra mim.
A casa de hambúrgueres de Steve Hogg, um norte-americano nascido no Missouri, nunca foi oficialmente aberta. Até o nome, Burger Gourmet, é provisório (vai mudar em breve para Steve's Burger, eu vi a plaquinha nova!). Isso porque em março de 2009 ele resolveu abrir a loja só para treinar os funcionários, mas acabou sendo descoberto pelos fãs. Teve, portanto, de funcionar na marra, enquanto terminava de arrumar o lugar. E nunca mais parou.
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O esquema é exatamente o mesmo que já rolava na embaixada: o hambúrger básico, com carne e queijo mussarela, pode ser complementado de graça com vários ingredientes do bufê. Há saladinhas várias (alface, tomate, cenoura, milho, etc.), batata palha e um guacamole famoso. Existem também complementos mais chiquezinhos, pedidos e pagos à parte, como queijo cheddar e cogumelos, entre outros.
É tudo bom e bem servido, posso assegurar.
Para completar, há porções diversas de acompanhamentos, como batata frita (não provei).
O hambúrger de carne tem o mesmo tamanho prometido pelo Marvin, 140g, com a diferença de que o preço é bem menor que o do concorrente. Na última vez em que estive no Marvin (lá pelo fim de 2007), o sanduíche custava R$ 15, pelo menos. Deve estar mais caro hoje, com certeza. O do Burger Gourmet sai por R$ 9, em média.
Justiça seja feita, o ambiente do Marvin é muito mais caprichado em termos de decoração.
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Se você der sorte, como eu dei, vai encontrar o lugar vazio e o Steve com vontade de conversar. Se for em inglês, aí é que o papo engrena mesmo!
Aí, você vai ouvir histórias de pescador (ele pescou durante um tempão na Flórida); de cantores country absolutamente desconhecidos para os brasileiros; de música, em geral; e, principalmente, vai saber todas as idéias que o cara tem para o lugar. São muitas!
A começar pela churrasqueira portátil que ele quer instalar para fazer umas coisinhas e pela comida mexicana boa e barata que ele pensa em colocar no cardápio, por exemplo. Mas é bom avisar que, com o Steve, nenhuma proposta é para ontem. É preciso tempo e grana. Basta saber que a Burger Gourmet demorou anos para sair do papel, embora o homem já falasse dela em tudo quanto fosse happy-hour.
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Há uns meses, na loja do lado, surgiu um tapume escrito Houston - American Burgers. Aí, antes mesmo de ir à Burger Gourmet pela primeira vez, fiquei me perguntando se esta seria a versão definitiva do negócio. Mas não: o estabelecimento é mesmo de outro dono.
Se a loja acompanhar o estilo da muretinha de madeira, vai ser muito mais charmosa -- e, provavelmente, cara. Bom, concorrência faz parte da vida, né? E eu acho que vai haver consumidores para os dois lugares: para o hambúrger estiloso da Houston e para a simplicidade reconfortante da BG.
Tanto melhor para nós, consumidores, que ambas as casas sejam legais e prosperem.
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BURGER GOURMET
412 Norte. Diariamente, das 18h à 0h.