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sexta-feira, abril 02, 2010

Na 25 de Março - Último post da série


Enquanto F., meu amigo cearense, procurava botas para trilha numa loja da Rua 25 de Março, dei de cara com esse par horrendo de Crocs -- sem os olhos do pé esquerdo e, mesmo assim, ainda à venda na porta, ao lado de um monte de sandálias engraçadinhas.

Quando ele voltou para irmos embora (as botas da 25 de Março custavam o mesmo que as de Fortaleza), comentei:

- Detesto trazer máquina para cá, mas hoje era um dia bom. Vi uns Crocs que davam um post pro blog.

- Eu trouxe e te empresto. Mas será que não vão brigar contigo por tirar fotos da loja? - respondeu ele.

- Por tirar foto de um Crocs? Até parece. Se eles não venderem, não é porque eu tirei foto, é porque esse sapato é horrível.

Daí que peguei a máquina emprestada e fiz três fotos correndo! A qualidade não está lá essas coisas, mas pelo menos consegui... e ninguém pegou no meu pé.

Pra vocês verem que até Crocs visually impaired a gente encontra na 25 de Março.

domingo, março 28, 2010

Na 25 de Março - Parte 3

Já fui à Rua 25 de Março uma porrada de vezes desde que viajei a São Paulo pela primeira vez depois de adulta (em 2002), mas nunca me canso de reparar numa série de aspectos.

A primeira, como vocês devem ter visto nos dois posts abaixo, é a quantidade de papos maravilhosos que se ouve -- algo natural num lugar por onde passam milhares de pessoas por dia (na época do Natal, são milhões).

A segunda? A variedade de produtos que podem ser comprados com qualquer quantia. Você tem só R$ 1? Bom, então já consegue sair de lá com uma lembrancinha.

A própria diversidade de quinquilharias à venda é inacreditável. Tem tudo que você imaginar em verde-e-amarelo para a copa do mundo, estátuas de noivinhos (para bolos de casamento) em todos os tamanhos e posições e artigos incríveis para casa (tipo descascador de pinhão), entre outros mil itens.

Surpreendentemente, o amigo que me acompanhou no passeio teve uma dificuldade danada de encontrar um radinho portátil. E olha que a gente rodou.

Não vou me lembrar em qual esquina fica, mas há um shopping popular chamado 25 de Março (dã), que, para mim, é uma espécie de universo paralelo. Cheio de compradores, de produtos e principalmente de chineses (atrás dos balcões), que, em sua maioria, falam um português precário. Sério, tinha muito mais chinês do que brasileiro. Foi a primeira vez que senti necessidade de aprender a língua de Mao.

A polícia está por toda a parte, com homens e com viaturas. Mas não para coibir a pirataria (que permite a qualquer um comprar um relógio Calvin Klein shing-ling por R$ 10), e sim para garantir que todos façam suas compras -- piratas ou não -- em paz e tranquilidade.

Cara, essa ambigüidade é algo muito brasileiro.

sábado, março 27, 2010