sábado, dezembro 31, 2005

Sir Duke

Music is a world within itself
With a language we all understand
With an equal opportunity
For all to sing, dance and clap their hands
But just because a record has a groove
Don't make it in the groove
But you can tell right away at letter A
When the people start to move

They can feel it all over
They can feel it all over people
They can feel it all over
They can feel it all over people

Music knows it is and always will
Be one of the things that life just won't quit
But here are some of music's pioneers
That time will not allow us to forget
For there's Basie, Miller, Sachimo
And the king of all Sir Duke

And with a voice like Ella's ringing out
There's no way the band can lose

You can feel it all over
You can feel it all over people
You can feel it all over
You can feel it all over people
You can feel it all over
You can feel it all over people
Everybody- all over people
(Stevie Wonder)

FELIZ 2006!!!! :-)

31 de dezembro

Eu odeio essa chuvinha brasiliense de fim de ano.
Eu amo a corrida de São Silvestre. Não quero nem saber se foi o Brasil ou o Quênia que ganhou mais vezes a prova. É só pelo prazer de assistir à prova e ver a concentração (que é quase um transe) de alguns dos melhores corredores de mundo. Amo mesmo.

Aspas

As melhores frases que falei e ouvi em um ano de emoções fortes:

- Eu não dou esses números para qualquer um.
- Mas nobre deputado, eu não sou qualquer uma. Mariana Ceratti, muito prazer.
(Um bate-papo alegre e descontraído com um deputado do PDT, no dia do depoimento da presidente do Banco Rural, Kátia Rabelo, à CPI dos Bingos)

- Se você não parar de chorar, não vai conseguir pegar o buquê.
- Eu quero, mas eu não consi-iiii-iiii-go...
(Uma negociação entre a recém-casada Carol Pinheiro e uma soluçante convidada de quatro anos, desesperada porque não tinha conseguido pegar o buquê)

- Quem é esse monstro que chutou o buquê da Carol?
- ... Meu mariiido...
(Diálogo entre duas convidadas do mesmo casamento. Ele, de fato, deu um superchute no ramalhete que voava em sua direção. Tenho fotos para comprovar)

- Rooooonaldooooo!!!! Alcindoooooooooo!!! Uoooooooooooohhhh!!!!
(Três japoneses começaram a gritar isso enquanto se abraçavam e pulavam, quando um monte de coleguinhas – eu no meio – disse que vinha do Brasil, terra de Ronaldo e Alcindo)

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Dança da morte, a resenha incompleta

Quão grande deve ser uma tragédia para conseguir revelar a cara mais pobre de um país como os Estados Unidos, em que quase toda a sociedade se marca pela opulência, pelo excesso?

Na vida real, a resposta veio neste ano de 2005: um furacão, fenômeno relativamente comum no país, foi forte o suficiente para arrasar uma cidade como New Orleans. Bastou isso para que se revelasse uma população absolutamente carente, para que a gente visse pessoas amontoadas em estádio, num esquema completamente sem lei – estupros, assassinatos, etc. Não é que a gente não tenha esse tipo de coisa também aqui no Brasil. Seja onde for, histórias como essa me espantam e vão (espero) me indignar sempre. Mas acho que a gente cresceu se acostumando a ver sempre a vida brilhante do lado de lá (isso é tema para outro texto).

Já na ficção, o grande drama é um pouco diferente, mas não menos devastador. Há aproximadamente 15 anos, Stephen King descreveu (no que dizem ser seu melhor livro, Dança da Morte) uma grande, enorme epidemia. Por um erro estúpido em uma base de estudos com vírus, um homem se contamina e passa a transmitir um tipo mortal de gripe a todos que passam por seu caminho. Primeiro, a esposa. Depois, a filha pequena. Os três saem como loucos dirigindo pelo país, tentando fugir do local de estudos. Quando finalmente sucumbem ao poder do vírus, quase destroem um pequeno posto de gasolina à beira da estrada.

Estamos em Arnette, Texas, uma cidadezinha que bem poderia ser retratada num desses documentários do Michael Moore. O local um dia sediou uma fábrica de calculadoras, fechada e transferida para a China. Por conta disso, boa parte de seus habitantes passou a viver de bicos e, principalmente, do seguro-desemprego do governo.

Duas dessas pessoas estão no posto arrasado pelo acidente com a família infectada. Se tamanha pobreza ainda não havia sido suficiente para atrair a atenção pública, o vírus mortal certamente será suficiente para fazê-lo (atenção: isso é uma previsão que faço baseada no que já li da história. Só percorri umas 80 páginas, das quase mil que o livro tem. O Dança da morte que leio é uma reedição acrescida de aproximadamente 400 mil palavras. Como vêem, uma obra colossal).

Para os habitantes de Arnette – cidade que imediatamente entra em quarentena –, a comida decente, as roupas limpas e a atenção médica adequada só virão porque, desgraça das desgraças, a população foi atacada por um vírus que mata em dias. E porque a praga é totalmente nova, carecendo de estudos mais detalhados, o que deveria ter sido feito pelos bem-alimentados e bem-pagos integrantes do laboratório arrasado.

A tragédia foi capaz de trazer aos pobres de Arnette condições materiais ligeiramente melhores, mas creio que muitas e muitas páginas vão se passar até que alguém lhes dê um pouco de dignidade. Leia-se: dizer a eles o que, afinal, está acontecendo; porque, afinal, eles estão sendo retirados da cidade e enclausurados, tendo o direito de ver somente os médicos que se vestem de astronauta.

Histórias de ficção sobre epidemias assustadoras , isso há aos montes. Eu mesma já vi várias, umas sobre bactérias e vírus malucos, um filme sobre o Ebola, etc. Mas essa capacidade de fazer a gente pensar no impacto social dos grandes desastres é algo que me cativou no livro de King. E é exatamente por isso que ele permanece incrivelmente atual. Não tem nada tão 2005 quanto furacões (e outros fenômenos naturais) devastadores, gripes estranhas e gente perdida sem saber porque está tão mal.

Como já havia dito, ainda estou no começo da história e muita coisa nova deve se revelar. Dança da morte é desses livros que contam a história de um personagem por capítulo. A gente sabe, portanto, que quando todos eles se juntarem, o resultado promete ser envolvente. Empolgante. É dessas histórias que a gente insiste em ler mesmo quando o sono bate e os olhos ficam mais fechados do que abertos.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Antimanual de redação

Estou de recesso de fim de ano, nem deveria pensar em trabalho, em pauta, em nada disso. Mas só em dias assim, de folga, dá para pensar em atualizar o blog a essa hora, com um texto grande como este que planejo há semanas.

Ninguém precisa ser editor, nem revisor, para ter uma picuinha com certas palavras. É só ver nos textos dos outros que a gente fica se coçando para cortar, ou riscar com a caneta mesmo. Eu não poderia ser diferente. Assim como tenho meus vícios de linguagem, não nego a preguiça que tenho com um monte de termos e expressões. Preciso riscá-los, eliminá-los, tampar meus ouvidos quando os ouço no rádio ou na TV. Algumas dessas implicâncias eu adquiri na lida com gente mais experiente, outras brotaram na convivência diária com as letras. É com elas que construo meu antimanual de redação.

Possuir - Eu não era nem formada, e a Fernanda Lambach, já me dizia o que Noblat havia ensinado: "Um espírito possui um corpo. Um homem possui uma mulher. E só". Pronto. Nascia aí minha repugnância ao verbo possuir. E até hoje eu digo isso aos estagiários. E quando alguém escreve o verbo na forma errada, possue? Urghhhh.

Disponibilizar - Quem foi que inventou essa coisa? É tão mais fácil escrever o certo. Dispor. Eu disponho de. Eles dispõem de. E por aí vai. Aí, um belo dia, eu recebo um material informativo (não vou lembrar o assunto) com uma mensagem em CAPS: Disponibilizamos de foto em alta resolução. Pronto. Alguém criou um monstro.

Customizar - Do inglês custom, personalizar. Isso deve ter vindo de algum manual de telemarketing. Só pode. Como disseram as meninas da revista TPM (que também odeiam o verbo) em um artigo: Customize o c*******!!!!

Estado da arte - Do inglês state of the art, aquilo que há de mais moderno. Já é curioso pensar de onde o cidadão angloparlante tirou inspiração para criar algo tão... original. É algo que certos executivos de tecnologia adoram falar para mostrar alguma coisa (conhecimento? empáfia?). Ainda vou sair correndo quando alguém disser isso.

"Essa coisa de" - Obrigada, Ricardo, por me lembrar que essa também merece estar no antimanual. Reconheço que de vez em quando eu solto isso, mas é promessa de 2006 parar. Afinal, "essa coisa de" é o que mesmo? É uma coisa de encheção de lingüiça básica, hehe. Me dei conta de que a expressão é horrorosa quando assisti a uma entrevista da Gabriela Duarte na Gabi. O horror lingüístico, é bom lembrar, vinha da atriz, não da jornalista.

Lição de solidariedade / cidadania/ vida / qualquer outra coisa - Aaaaaaaaaargh!!!!!!!!! Usado em profusão em qualquer texto de final de ano, Natal, páscoa, histórias de superação humana e por aí vai. Tudo bem, a gente aprendeu na faculdade que nosso trabalho deve ser um serviço público, educar na medida do possível, etc., etc. O cidadão já ganha pouco, toma esporro do chefe, é obrigado a andar de ônibus e se molhar quando chove e os carros passam por cima das poças... ainda vai ter de tomar lição de solidariedade / cidadania/ vida/ moral / o c******? Ah, não. Quem dá lição é a tia chata da escola.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

CD!

Rapaz!! Eu, que não ganho nada, fui parar na lista dos ganhadores de um CD feito pelo Noblat!
Foi só responder quantos anos JFK tinha quando foi morto por Lee Oswald. Não sabia de cor, mas não tem nada (ou quase nada) que o Google não responda.
Hoje tem mais sorteio de CDs, entre as 13h e 17h. Se alguém tiver paciência de ficar dando F5 a tarde inteira... boa sorte :-)

terça-feira, dezembro 27, 2005

Caipirinha com glamour

Ingredientes:
* Vinho do Porto (da marca da sua preferência)
* Morangos (uma caixinha tá ótimo)
* Açúcar
* Gelo (pode ser em cubos ou picado)

Lave os morangos e tire as folhinhas. Corte-os ao meio, pode ser na transversal ou não. Coloque-os em um copo grande (desses de medida de cozinha) até encher pela metade. Jogue sobre eles um pouco de açúcar, para quebrar um pouco a acidez, e esmague-os com um pilão, da mesma forma que você faria com os limões de uma caipirinha convencional. Deixe as frutas macerando por uns oito minutos.
Divida os morangos macerados entre dois copos, coloque sobre eles o gelo (bastante gelo!) e derrame o vinho do Porto sobre essa mistura.
O resultado é uma mistura leve, refrescante e deliciosa. Para quem gosta de bebidas adocicadas e gostosinhas, muito cuidado para não exagerar!

(Aos que me acusarem de estar fazendo uma heresia com o vinho do Porto, eu digo: foi mal, mas vamos continuar fazendo a receita assim mesmo, porque ela é muito boa).

sábado, dezembro 24, 2005

Minhas micro-histórias de Natal

Que música poderia ser mais adequada para tocar em meio a um über-engarrafamento (para os padrões brasilienses, é bom ressaltar) em plena semana antes do Natal, logo em um dos estacionamentos do Conjunto Nacional? Estou presa em um estacionamento lotado, sem nenhum espacinhozinho, em meio de semana, em um horário em que normalmente o shopping nem ia estar tão cheio assim.

Eu vejo tias gordas e calorentas carregando o próprio peso em sacolas. Mães e filhos crianças e adolescentes que – é quase certo – que vão enfrentar o dilema entre gastar pouco e comprar aquilo que é legal porque é de grife. Namoradinhos que escondem entre beijos uma certa cara de preocupação em acertar o presente. Eu me vejo enlouquecida porque está quente, porque não tem nenhum lugar para eu parar o carro (até os flanelinhas fazem uma cara de impotência) e porque quero achar rápido o que Erasmo pediu.

Os parentes, até então, haviam pedido somente "paz mundial", um "forte abraço" e outras coisas mais simples de conseguir. E eu sei que virei adulta porque também não quero muito mais do que isso. Quero um forte abraço, quero paz e quero sair logo dali. Quero que parem com esses jingles do Fujioka e do Espírito de Natal da Brasil Telecom.

Para quem conhece o clipe de Everybody hurts, do REM, este bem que poderia ser o cenário para um remake, né não?
Mas algo bem mais alegrinho toca no carro lá da frente:

Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuu... Don't worry, be happy

Inacreditável. Eu poderia jurar que esse é um mantra que o dono do carro colocou no toca-CDs para já poder sair de casa numa boa. Lista de afazeres: comprar o presente dos parentes, o cartão do amigo oculto do trabalho e levar o CD com Don't worry be happy tocando em loop para não enlouquecer no engarrafamento.

Em uma hora como essas, a canção não é um alento, nem uma obra de arte que traz esperança às nossas almas natalinas. É só uma música bacana, com um groove legal, tocando em um congestionamento de shopping. Foi exatamente o que pensei quando o Voyage velho da frente (com um adesivo escrito "coração boiadeiro" ou algo assim) começou a andar e eu consegui sair dali para um lugar menos cheio.

E levou menos do que o tempo necessário para a música terminar.
Com sorte, eu achei uma vaga entre os carros que se espremiam no coração de Brasília.
Don't worry, be happy. Merry Xmas. Feliz Natal.

Noël

Não gosto de sair dizendo Feliz Natal como quem diz bom dia. Às vezes acontece, mas não é nada muito confortável. Se desejo isso a alguém, pode ter certeza de que é mais do que para obedecer à convenção: é um voto de amor e verdade. É Feliz Natal de lá do fundo das vísceras. Hoje, gostaria de mandar um abraço bem grande às pessoas queridas que me acompanharam, no blog ou fora dele. Muita paz a todos e obrigada por estarem aqui. :-)
(Essas estrelas não são de Natal, mas façam de conta que são)

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Então eu não vivi 2005?

Da coluna do Lúcio Ribeiro, na Folha Online. Vou colocar em negrito o que eu efetivamente fiz:

VOCÊ NÃO VIVEU 2005 SE...

1 ...não baixou uma música da internet, queimou um CD com um disco que ainda não tinha sido lançado, comprou (ou sonhou com) um iPod, mandou um MSN, se cadastrou no Orkut, participou de alguma comunidade, fuxicou scrapbooks alheios, procurou uma banda no MySpace...

2 ...não vibrou em um show dos Strokes, não se emocionou com os velhinhos do MC5, não ficou encantado com o Arcade Fire, não cantou junto com o Weezer, não quis subir no palco do Iggy Pop, não requebrou junto com a M.I.A., não empurrou a bolha gigante do Flaming Lips, não morreu de vontade de ver o White Stripes tocando do lado de fora do histórico Teatro Amazonas...

3 ...não viu o craque Ronaldinho fazer malabarismos em propaganda da Nike, chutar de longe a bola no travessão, a bola voltar no peito dele, ele mandar de novo na trave, ela voltar. E aí você não acreditou no começo, depois acreditou, depois não, depois sim. Até confessarem que era truque e você ainda assim achar que o Ronaldinho seria capaz de fazer aquilo

4 ...não viu a fantástica série "Lost", passou a ter pavor infinito de viajar de avião, pensou numa teoria conspiratória que explicasse o que estava acontecendo na série, foi pesquisar sobre as teorias malucas ditas por outras pessoas, ligou para um amigo para conversar sobre "detalhes incríveis que passaram despercebidos" e ainda tenta adivinhar, em vão, um final para essa trama sinistra.

* a lista acima saiu em reportagem de capa recente da dominical Revista da Folha, sobre os fatos mais marcantes de 2005. Tinha um último item, sobre o Corinthians e um certo pênalti não dado, que eu tirei devido à enxurrada de reclamações de amigos corintianos.

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Senti falta de ele ter comentado sobre o Placebo, que tocou em um monte de cidades – inclusive aqui em Brasília, bem no dia do meu aniversário, e atraiu gente que nem sabia quem eram os caras... Depois eu comprei o CD, o que foi ótimo, porque assim me lembro de como eles cantaram cada música no show.

Não assisti a Lost e, honestamente, nem senti falta (ei, amigos fãs da série: nada contra. Eu é que não me ligo muito nesses programas. Só gosto de Simpsons e Sex and the city).

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Tá amarrado em nome de Jesus (hihi)

A partir de hoje, depois que você entrar neste blog, pode até querer ler um dos meus 2.396 links (à direita desta página), mas não vai sair daqui de jeito nenhum!

Isso devido a umas dicas de código HTML (aprendi quando todos os jornalistas achavam que iriam precisar saber webdesign) que o Quemel publicou hoje no blog, mas já tinha me mandado em primeira mão. Sensacional!!!!

quinta-feira, dezembro 15, 2005

?

Como viviam nossos pais e ancestrais antes das fotos e TVs em cores?
Eles viviam em preto-e-branco?

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Pizza, pizza, pizza!

Do Quemel, por e-mail:

"O frigorifico Ceratti, fabricante paulista de embutidos e conhecido pricipalmente por suas mortadelas, vai entrar em um novo negócio. A partir de janeiro, a empresa começa a produzir pizzas frescas. Mario Ceratti, neto do fundador e presidente da empresa, investiu três anos e 1 milhão de reais na escolha de fornecedores, compra de equipamentos e testes de sabores. As pizzas serão produzidas na nova fábrica, em Vinhedo, interior de São Paulo. Como o produto não é congelado, será distribuído apenas em empórios e mercearias de alimentos finos na Grande São Paulo e em Campinas. Se as pizzas emplacarem, o plano de Ceratti é desenvolver novos produtos para o mercado de alimentos semiprontos."

(Quem mandou eu nascer na parte duranga da família??? :-D)

Tietagem explícita


Tudo bem que a moça é chique, bonita, boa artista, etc., etc., mas precisa atribuir a ela adjetivos do tipo "gostosa" ou "suculenta"??

(Sim, teve gente gritando isso no intervalo das músicas)

Depois do show!


domingo, dezembro 11, 2005

Maria Rita


Ainda não descobri como usar os recursos da câmera para fazer essas fotos de locais escuros, daí as fotos tiradas no show estarem tecnicamente uma droga. As duas abaixo eu fiz usando o foco Infinity e o flash Night (que, por ser de longas exposições, sempre deixa a imagem tremida se a máquina não estiver com um tripé). Bem melhores que estas ficaram os três ou quatro vídeos que também fiz. Pena que não tem como dar um upload pra mostrá-los aqui.

Valeu a pena trocar de plantão...


...Pra conseguir ver a Maria Rita. Na primeira apresentação que ela fez aqui em Brasília, eu estava viajando e não fui. Achei o show curtinho, mas amei assim mesmo.

domingo, dezembro 04, 2005

Novos links!

Carol Pinheiro é uma boa alma patense :-D que fez o melhor casamento dos últimos tempos e conta as histórias do Chile, um dos meus sonhos de viagem para 2006 (você há de me hospedar, Carol... hehe)

Françoise Terzian é jornalista de tecnologia e mora em SP. Se um dia for a Buenos Aires, recomendo que vá comer no Viejo Agump (Rua Armenia, 1382, Palermo), um dos almoços mais gostosos e saudáveis da minha última viagem. Hum!

Luiz Quemel é colunista de tecnologia e mestre Jedi, sabedor dos infindáveis mistérios relativos a todas as máquinas eletrônicas já criadas pelo homem. Já apresentou um programa (de madrugada, claro) sobre lambadas internacionais, em uma rádio que não vou me lembrar agora. E é muito gente boa...

Os blogs dessas três figuras foram adicionados aos meus links. Bem vindos! :-D

O mercado das putas

Reproduzi a notícia no post aí embaixo, mas na correria acabei não emitindo uma opinião (na verdade, eu ia escrever um poema concretista, só que não gostei dele).

A Daspu vai ser um sucesso, principalmente se encontrar uma forma inteligente de distribuição dos produtos (quem compra em sex shop ou algo assim pode comprar Daspu, não pode?). Do contrário, a marca vai ficar igual à daquelas ONGs que fazem produtos lindos, lúdicos, feitos com o coração, nativos, espontâneos e fashion... mas só encontrados em uma ou outra demonstração do Sebrae. Ou numa cooperativa localizada na pqp, lá longe.

Acho que mídia e mercado estão sabendo muito bem se apropriar dessa curiosidade causada pelo mundo das putas para chamar a atenção e lucrar. Não que eu tenha números assim, exatos, para referendar isso. E a Daspu, se conseguir seguir essa onda, aí vai ganhar dinheiro à beça para ajudar as minas da Davida.

Existe uma percepção que, pelo menos pra mim, funciona tão bem quanto os números. Não é que esteja na moda ser prostituta. Mas de repente a dupla mídia-mercado começou a explorar um discurso do tipo "puta é gente como a gente e tem o que dizer, tem histórias pra contar" (e é mesmo, vai dizer que não?) como eu nunca tinha visto. É natural que, como é um mundo que não nos pertence, essas coisas causem curiosidade.

Daí, por exemplo, o sucesso dos livros e dos blogs criados pelas meninas – lá fora e aqui, vide o caso da Bruna Surfistinha. Ou as letras garrafais de revistas como a Nova (que vai recomendar fortemente o uso de Daspu, já estou até vendo) e outras publicações femininas, ao exibir chamadinhas do tipo "os segredos das garotas de programa para você dar mais prazer". E por aí vai.

São um dinheirinho e uma visibilidade sensacionais, que essas meninas não podem perder agora, se quiserem levar seus projetos em frente.

Acaba de me ocorrer uma idéia: a Eliana Tranchesi deveria deixar de ser mané e se oferecer para vender Daspu. A precinhos bem módicos, bem entendido.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Fantástico!

Daslu x Daspu

A Daspu, grife lançada pela ong de prostitutas Davida, foi notificada anteontem pela Daslu. A megaloja de luxo paulistana, que há três meses foi investigada por sonegação e contrabando, considerou a criação da marca "um deboche que visou denegrir a imagem da Daslu" e ameaçou "tomar as medidas judiciais" caso a Daspu não mude seu nome em dez dias. A Daspu contratou advogado para cuidar do caso.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Tanto
crachá
celular
salto alto
são pra quê
mesmo?

Caiu uma lágrima (oooh)

Sou uma chave de limado aço.
E meu formato não é arbitrário.
Durmo o meu vago sono em um armário
Que não enxergo, presa a meu chaveiro.
Há uma fechadura que me espera,
Uma somente.
A porta é de forjado
Ferro e firme cristal.
Do outro lado
Está a casa, oculta e verdadeira.
Altos e na penumbra os desertos
Espelhos vêem as noites e os dias
E as fotografias dos defuntos
E o tênue ontem das fotografias.
Em dado momento empurrarei a dura
Porta e farei girar a fechadura.
(Jorge L. Borges - Uma chave em East Lansing)

*************************************

E se beijo a ousadia
E o mistério de teus lábios
Não haverá dúvidas nem ressabios
Te quererei mais
Ainda.
(Mario Benedetti - Ainda)

*************************************

Achei esses dois poemas tão legais que copiei descaradamente do blog da Alê para cá :-D
Boa semana!

terça-feira, novembro 15, 2005

*****

Meu
hai
kai
quase
gay
é
assim:

Quando aquela menina
passou por mim
com seu salto alto
e olhar fatal
só pensei:
ai, meu deus do céu,
que guria nojenta

Recebi hoje

Chamamento à participação: direito de resposta na Rede TV!

Justiça suspende programa de João Kleber e dá à sociedade direito à "contrapropaganda"

Prezados e prezadas colegas,

Como muitos de vocês devem saber, a Justiça brasileira determinou que a Rede TV! suspendesse a transmissão do programa Tarde Quente , do apresentador João Kleber. Tratava-se de um programa que exibia diariamente "pegadinhas" que humilhavam, ofendiam e reforçavam preconceitos - contra homossexuais, mulheres, e pessoas com deficiência, entre muitos outros. Ou seja, um programa que violava os direitos humanos fundamentais.

A determinação é fruto de uma ação civil pública, movida pelo Ministério Público Federal e assinada também por ONGs de direitos humanos. Além da suspensão da exibição do programa, a ação pediu também um espaço para "contrapropaganda", ou seja, que seja exibido, no lugar da Tarde Quente , programas de TV que defendam os direitos humanos. Esses programas devem ser exibidos por cerca de 60 dias, no mesmo horário do programa suspenso: das 17h às 18h30, de segunda a sábado, em rede nacional. E o início da nova programação acontece já nos próximos dias.

Esta é a razão pela qual lhes escrevemos agora. A ocupação desse horário na TV é uma vitória de todos os defensores dos direitos humanos, e queremos fazer valer esta conquista. Esta carta é um convite a sua entidade para que coopere conosco, para provar ao telespectador brasileiro que é possível fazer programas de TV de qualidade sem baixaria. Que a televisão pode ser muito melhor do que é hoje.

Se vocês têm documentários, filmes, entrevistas, debates ou qualquer outro programa de TV que aborde a temática dos direitos humanos, entrem em contato conosco. Queremos construir uma grade que inclua programas audiovisuais já produzidos pela sociedade, que tratem de temas como diversidade cultural, igualdade de gênero, etnia, exclusão social, meio-ambiente e violência, entre muitos outros.

Da mesma forma, precisamos de parceiros que tenham estrutura para produzir programas de televisão - estúdio, câmeras, ilhas de edição, geradores de caracteres, etc. Queremos descentralizar a produção, trazendo as mais diferentes regiões do país e as mais diferentes organizações e movimentos sociais, para que a ocupação da Rede TV! seja uma amostra da diversidade e da pluralidade que o Brasil tem a oferecer.

Estamos à sua disposição para explicar mais sobre essa história pelo e-mail direitosderesposta@intervozes.org.br ou pelos seguintes telefones:
- Marcio (11) 9605-6391
- Giovanna (11) 8159-6011
- Rosário (81) 3301.5241
- Adriano (61) 9909-8164

domingo, novembro 13, 2005

*****

Em um dia nublado,
a donzela
de espartilho apertado
só suspira:
*ai, ai*

quarta-feira, novembro 09, 2005

Matutando

Eu sei que o papo da entrevista do Lula no Roda Viva já está datado, mas não consigo parar de pensar:
Que diabo é esse programa que o filho do Lula e a turma da Gamecorp está produzindo??
Diz ele que é um para TV aberta, outro para TV a cabo, mas o nome que é bom...

Atenção ao que eu digo

The leather's gonna eat.
God is father, not stepfather.

Demais da conta

102 mensagens na Caixa de Entrada.
Quase nada para ler...

segunda-feira, novembro 07, 2005

Quase famosa!

Está desde ontem na página da Associação Brasileira de Imprensa uma matéria que mostra quem são e como trabalham alguns dos repórteres das editorias de Turismo de alguns dos principais meios de comunicação desse Brasilzão.
Sim, de vez em quando eu viro repórter de turismo. É muito gostoso, mas não é férias, vamos deixar bem claro.
A matéria ficou ótima, e não só porque tem algumas das minhas histórias ali :-)
Gosto das oportunidades em que a mídia pode falar abertamente da própria mídia, em que os profissionais do ramo podem tentar organizar, teorizar e dar pelo menos um pouquinho de sentido ao trabalho intuitivo do dia-a-dia.
Era o que eu esperava ver em outra obra que comecei a ler recentemente (Imprensa na berlinda – A fonte pergunta), mas sinto que as respostas nem sempre são tão claras ou abertas como poderiam ser. E vindas logo de quem? De vários de nós, jornalistas, que vivemos de futucar os entrevistados que gostam de dar uma malufada...

Fotos em breve

Tirei umas muito legais no final de semana. Já já eu coloco aqui.
A única que não consegui fazer a tempo foi a do famigerado Air Force One, no exato momento em que ele decolou e passou por cima da casa onde eu fui ontem, lá no Lago Sul.
Podia levar Bush e cia. direto para Marte, que ninguém ia sentir falta... hehe

quinta-feira, novembro 03, 2005

Tobias, o cão

A festa

O bloco onde cheguei é em uma das quadras mais antigas da cidade – se não me engano, divide espaço com alguns daqueles prédios baixinhos com apartamentos no andar térreo. Apesar da fachada bem tratada, da grama verdinha no jardim, é impossível não reparar no jeito ultra-retrô da arquitetura, do chão de mármore, das portas de vidro no pilotis. E ali que pessoas recém-saídas da adolescência (e dali pra diante) se reúnem como devem ter feito seus pais, ou como fizeram centenas de jovens nos tempos em que Brasília se tornava um colosso de concreto aparente em meio a poeira vermelha do cerrado.


As portas de vidro tremem ao som da musica que vem de lá de cima. E preciso subir as escadas – o prédio não tem elevador – para que aquela pulsação se sinta na pele e nos ouvidos. Todos os apartamentos de uma das prumadas foram transformados em festa, como as que Brasília devia ter para aquela turma meio entediada que procurava o que fazer em uma cidade ainda em construção. O único lugar mais vazio, e ainda não é nem meia noite, é a salinha que recebera uma bateria, uma guitarra, um baixo, uma banda. E quase uma centena (presumo) de gente. «Aqui é maior do que o UK Brasil», ironiza o dono do apartamento, em um cartaz feito no computador e impresso em folha A4.


Quando a banda se apresentou, alguém já havia tratado de providenciar uma iluminação como as das boates. Como as das boates de mocas, bem entendido: vermelho. E como avo ficando os rostos, pescoços, barcos e pernas daqueles que entram sem nenhuma organização, só para ver a banda. Qualquer um ali pode saber o que ela vai tocar.


Tem Pearl Jam, U2, Cake, Led Zeppelin. Mas também tem Paralamas, Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude. É de propósito que a gente lê que tem hits clássicos de todos eles. E não é só porque – como dizem – ah, a festa é em Brasília, então tem que tocar as bandas daqui.A banda sabe, na verdade, que quando cantar os primeiros versos, algo vai tomar conta de quem estiver ali. Uma sensação estranha de que, naquele bloco, naquele momento, tudo é uma noite no final dos anos 70. Num tempo em que, em volta daquele prédio retro da Asa Sul, não havia muito mais do que areia vermelha. E uma profunda falta do que fazer.


No ar que circula difícil na salinha, não é só o suor das pessoas que esta em suspensão. Eu quase posso ver uma fumacinha de rock and roll (eu disse rock and roll, e não maconha) pairando sobre o ambiente. Em volta, os que se esgoelam como se fosse a nossa ultima noite.Em que ano estamos mesmo?

quarta-feira, novembro 02, 2005

Achei!

Só hoje dei uma busca no Google para saber o que é, afinal, a tal da frase All your base are belong to us, que circulou na web há tanto tempo.
Tem uma explicação aqui. O texto não é dos mais bem escritos, mas resolveu o problema. E o diálogo do game japonês (que trouxe a frase à tona) é tão surreal, tosco e mal traduzido para o inglês que merece ser reproduzido abaixo:

In A.D. 2101
War was beginning.

Captain: What happen ?
Mechanic: Somebody set up us the bomb.
Operator: We get signal.
Captain: What !
Operator: Main screen turn on.
Captain: It's you !!
CATS: How are you gentlemen !!
CATS: All your base are belong to us.
CATS: You are on the way to destruction.
Captain: What you say !!
CATS: You have no chance to survive make your time.
CATS: Ha Ha Ha Ha ....
Operator: Captain !!
Captain: Take off every 'Zig' !!
Captain: You know what you doing.
Captain: Move 'Zig'.
Captain: For great justice.

terça-feira, novembro 01, 2005

Estrelinhas brilham

Acho que devo ter preocupado algumas pessoas – acho que preocupei o Felipe e a Alê, que deixaram comentários aqui, na verdade – com o post daí debaixo...

Está tudo bem, bem mesmo. Só demorei mais para dormir e a solução foi escrever.
Escrevi furiosamente, umas oito páginas, ainda tem mais um textinho que eu vou mandar para cá.

Quando o sono veio, veio para valer e até ganhei sonho com o Antonio Palocci (sim, o ministro) de brinde. Ele chegou para mim todo garboso e disse: Mariana, me paffa a farofa, por favor (hihihi. É claro que não foi assim. E o pior é que não me lembro o que ele veio fazer).

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O melhor de ver América é ver o que o Casseta vai sacanear depois! :-)

Insone

Quero que as palavras se esvaiam de mim
Ate que meu corpo, exausto, se grude na cama
Ate que a mente, liberta, so me perturbe mais tarde

Neon

Certos artistas dos anos 80 têm um jeito eufórico de falar sobre coisas tristes. Nada mais anos 80 do que isso, aliás: até onde eu consegui acompanhar, década de merda. Brasil de ilusões perdidas (com direito a Sarney e, oh, Fernando Collor), o país indo mal e o mundo… não muito melhor do que isso (quem viveu naquela época vai saber falar disso melhor do que eu, que me lembro vagamente de Reagan, Thatcher e Irã x Iraque).

Ainda assim, todos vestiram suas roupas fluorescentes, enormes óculos escuros, camisetas com manga de morcego, polainas e lencinhos (atenção: se você viveu nos anos 80, não adianta dizer que não era assim. Você provavelmente tem registros disso, eu tenho certeza). E ainda assim foram às boates e festinhas chacoalhar ao som de hits como Blue Monday, do New Order

How does it feel
to treat me like you do?
When you've laid your hands upon me
And told me who you are
I thought I was mistaken
I thought I heard your words
Tell me how do I feel
Tell me now, how do I feel

Those who came before me
Lived through their vocations
From the past until completion
They'll turn away no more

And I still find it so hard
To say what I need to say
But I'm quite sure that you'll tell me
Just how I should feel today

I see a ship in the harbor
I can and shall obey
But if it wasn't for your misfortune
I'd be a heavenly person today

… que é um mega-hino da melancolia, mas tem uma batida eletrônica tão poderosa que faz a gente se esquecer dos corações partidos e outras dores explícitas na letra. Fiquei um bom tempo tentando lembrar que outras músicas têm essa mistura agridoce de agonia e êxtase, de amor da grande mãe universal e de fundo do poço. Fico com Legião Urbana porque todo mundo conhece e porque quase todo mundo sai pulando quando toca nas festinhas, cantando quase como se fosse um mantra

Tire suas mãos de mim
Eu não pertenço a você
Não é me dominando assim
Que você vai me entender
Eu posso estar sozinho
Mas eu sei muito bem aonde estou
Você pode até duvidar
Acho que isso não é amor
Será que é imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação?
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Pra que esse nosso egoísmo
Não destrua nosso coração

E só quando a gente pára para escutar a letra (já distante da bagunça, da escuridão e das trocentas pessoas que pulam ao lado) ou mesmo para ler (como eu fiz agora, ao dar um singelo CTRL+C, CTRL+V) é que as palavras dão sua devida cotovelada no peito.

Toda essa curiosidade
Que você tem pelo que eu faço
E não gosto de me explicar
Se eu paro e me pergunto
Será que existe alguma razão
Pra viver assim
Se não estamos de verdade juntos?
Procuramos independência
Acreditamos na distância entre nós

Algumas músicas dos anos 80 marcam não só na sua angústia disfarçada, mas também numa inocência que de vez em quando volta nas letras de hoje - mas de uma maneira completamente diferente daquela época.

Eu queria te ver
Sentir esse lance
tirando os pés do chão
típico romance
Mas tudo é tão difícil
Eu quero o mais fácil
tentarmos esquecer
E fica só uma ilusão nesta madrugada
Eu te amo você, não precisa dizer o mesmo não

Sempre quando escuto essa musica, acho que consigo imaginar a Marina Lima, gata nos seus 20 anos, de lencinho na cabeça (amarrado como o Cazuza costumava usar), camiseta de silk screen e calca fuseau. E madrugada em Copacabana (pode ser ali perto do Cervantes) e ela pede para se encontrar com o cara porque quer saber qual é o do lance - que sentimento é esse, afinal - na época em que era moda falar assim. E, enquanto isso, os carros passam a mil por hora, em plena madrugada naquele túnel da Princesa Isabel.

É só longe da pista de dança das festas de revival dos anos 80 que e possível pensar em significados assim. Mas são imagens que se dissolvem quando a nuvem de fumaça branca vem ressecar meus olhos e todos a minha volta começam a pular. Frenéticos.

sábado, outubro 29, 2005

tão pequeno

Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?

(Caetano Veloso sobre poema de Luís de Camões)

sexta-feira, outubro 28, 2005

As super-ultra-mega tecnologias do futuro - 3

1) Vivi's, não lembro dessa história do depurador de pessoas irritantes. Quando foi que a gente comentou isso??
2 ) E o aborto retroativo... esqueci mesmo. Tem gente que merece. Será que preciso explicar o conceito aqui? É assim, ó: todos os babacas do mundo poderiam ir murchando, murchando e desaparecendo até voltar a ser um embriãozinho bem pequenininho e depois virar nada. Simples, não?

quinta-feira, outubro 27, 2005

As ultra-super-mega-tecnologias do futuro - 2

Hoje, mais cedo, vi no blog da Cora o supercelular com câmera de 7 megapixels que a Samsung trouxe para a Futurecom, em Florianópolis.

Deixei um comentário só para tirar onda (metida!!!):
"Eu vi esse celular em Seul!!! (...) Ai, que saudade... "

E não é que horas depois tinha uma resposta ali?
"Pega, Ma, eh todo Seul..."

Rapaz, foi um dos trocadilhos infames mais divertidos dos últimos tempos :-)

As super-ultra-mega tecnologias do futuro

1. Um chip que, implantado no cérebro, faça com que a pessoa tenha na memória todas letras de músicas que deseja saber
2. Um chip, idem idem, que permita a gente tirar fotos somente com o olhar, em situações em que não seja possível empunhar uma máquina fotográfica (só assim para eu conseguir fotografar o céu da cidade enquanto estou dirigindo)
3. Uma superpropulsão para os pés para nós podermos voar até o trabalho ou para onde quisermos (o único risco que se corre é o de o ar ficar congestionado de gente)
4. Um telefone que entenda a frase "já vaaaaaaaiiii!" quando ele começa a tocar e a gente está do outro lado da casa

quarta-feira, outubro 26, 2005

Baixaria, mas...

... não é que o cartaz chamando o Bornhausen de nazista ficou bonito pra caramba?

quinta-feira, outubro 20, 2005

Tamanduá

O parque também é cheio desses tamanduás: eles são o símbolo de lá, a ponto de venderem bichinhos de pelúcia, camisetas e outros brindes carésimos, tarifados com todo o carinho para os gringos. Os tamanduás circulam livremente e parecem à vontade com o monte de gente que passeia pelo parque – estranham, claro, um ou outro turista sem noção que quer espantá-los ou, pelo contrário, dar comida. Esse aí posou para umas quatro fotos que fiz. Sempre em posições diferentes...

The most beautiful thing I've ever seen

Achei que fossem folhas no chão. Eram borboletas.
Sabe o filme Beleza Americana, em que aquele personagem filmador-geek-traficante-bonitão mostra o vídeo de um saco plástico como a coisa mais linda que ele já viu?
Pois é. A coisa mais bonita que eu já vi até hoje foram essas borboletinhas voando no Parque Nacional de Foz do Iguaçu. O Blogger não faz upload de vídeos (ainda), por isso coloquei essa fotinho estática mesmo só para dar uma idéia de como é.
O parque tem umas 900 espécies diferentes de borboletas, e a água das cataratas – que espirra em todo o lugar – forma as poças onde os bichos se juntam. Elas ficam quietinhas até que alguém chegue. Aí, começam a voar loucamente.
Fiz um vídeo de seis segundos com a câmera – teria feito mais, não fosse o medo de a umidade entrar nos componentes da máquina digital. Se alguém quiser ver como é, me peça que eu mando por e-mail.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Bala ou não bala

Daqui da IAPC, em Foz do Iguaçu, o debate sobre desarmamento entre os deputados federais Alberto Fraga (PFL-DF, ardoroso defensor do Não) e Roberto Freire (PPS-PE, que só recentemente descobri que vota pelo Sim). As aspas estão na seqüência do que eles falaram:

NÃO
"Só se fala em segurança pública em época de eleições. Há tantos projetos de lei nessa área e eles estão todos dormindo no Congresso. Exemplo disso é um projeto de minha autoria, que tipifica o seqüestro-relâmpago, e que está com a tramitação parada. Se essa campanha não der certo, a culpa é de vocês, que não vão conseguir desarmar um bandido. Só vão ser punidos aqueles cidadãos que apresentam seu endereço e seu CPF para poder ter o direito a uma arma".

SIM
"Sei que a segurança é um problema individual. Mas por essa argumentação, daqui a pouco vamos ter que começar a nos perguntar: para que ter polícia? Se o Não ganhar, vamos nos perguntar: teremos políticas públicas, ou financiamento, para aqueles que quiserem exercer esse direito? Vai ser essa selva? Vamos pedir à Caixa Econômica financiamento não para computadores, mas para armas? Imagine só a sociedade indo atrás dessa idéia falaciosa de direito"

quarta-feira, outubro 12, 2005

Na taça que foi da vó Alice

"As bolhinhas do champagne fazem cócegas no meu nariz!"
(de um episódio do Comédia da Vida Privada, lembram?)

O melhor da casa


Na condição de agitadora cultural do cerrado (até parece...), não poderia deixar de falar sobre a exposição O melhor da casa, com fotografias da Fer Velloso (essa figurinha aí de cima) sobre chefs de cozinha de Brasília e suas receitas. Acho que a maior característica das fotos da Fernanda é a luz meio difusa, resultado de quando as fotos são feitas sem flash, o que dá a algumas imagens um jeito de sonho – como quando ela retratou uma cozinheira do restaurante O Convento, que contou a história de uma receita (hoje presente no cardápio) com a qual sonhou a noite inteira. E, em outras fotos, deixa clara a loucura existente por trás da harmonia de sabores e texturas de um bom prato.
Onde: Pier 21
Quando: até domingo
Quanto: de graça

Tobias

Receita de hot dog
Cão
Salsicha
Cão
(Mari Ceratti)

domingo, outubro 09, 2005

quinta-feira, outubro 06, 2005

Itapuã

Essa seguramente foi a coisa mais surreal que vi durante os últimos dias: um aviso tosco desse jeito em um cantinho da praia de Itapuã (reparem o mar ali atrás). Ao lado do letreiro havia uns tanques que achei parecidos com aqueles aquecedores de chuveiro, mas como não tinha ninguém em volta não dava para perguntar. Como eu já estava indo para o aeroporto, devo ter descido do carro, atravessado a rua e tirado a foto em uns 30 segundos. Foi o suficiente para saber que o aviso não estava cumprindo bem a sua função: o lugar tinha um cheirinho...

Bahia!


Praia de Catussaba, Salvador: só de pensar que entrei ontem nesse marzão...

Presentinho

Uma escultura do Henry Moore que alguém pôs no meu micro enquanto estive fora

Alguém se habilita?

Al Qaeda anuncia vagas de trabalho na internet, diz jornal
da Folha Online

A Al Qaeda tem colocado anúncios de vagas de trabalho na internet solicitando candidatos que possam auxiliar na publicação de comunicados e vídeos na rede, publicou nesta quinta-feira o jornal árabe "Asharq al Awsat", que é sediado em Londres (Reino Unido).

A organização terrorista --comandada por Osama bin Laden-- publicou anúncios para vagas nas áreas de produção de vídeo, edição de textos e cobertura da mídia internacional sobre militantes no Iraque, territórios palestinos, rebeldes na Tchetchênia e em outros locais onde há grupos extremistas agindo.O jornal também disse que a Frente Global da Mídia Islâmica, uma organização ligada à Al Qaeda, iria "entrar em contato com as pessoas interessadas, contatando-as por e-mail". Não há informações sobre como os "candidatos ao emprego" poderiam entrar em contato com os recrutadores.

Membros da Al Qaeda sempre usam a internet para divulgar os comunicados do grupo em vários sites islâmicos, onde qualquer pessoa pode postar uma mensagem. Alguns grupos ligados à rede terrorista de Bin Laden também mantêm seus próprios sites, que mudam constantemente de endereço e servidor, assim que são descobertos por autoridades.

Segundo a agência de notícias Associated Press, os anúncios que o jornal afirmou terem sido divulgados não foram encontrados em nenhum site usado pela Al Qaeda.O "Asharq al Awsat" afirmou que o anúncio não especifica o valor do salário a ser pago, mas diz: "Todo muçulmano sabe que sua vida não o pertence, desde que ele faça parte dessa nação islâmica, violentada, e cujo sangue tem sido derramado. Nada pode ter maior prioridade que isso".

No mês passado, a Frente Global de Mídia Islâmica lançou um programa de notícias na internet chamado "Voz do Califado", que diz "combater as mentiras e a propaganda contra a Al Qaeda", divulgada por redes de TV como a CNN (EUA) e a Al Jazira (Qatar).Grupos terroristas usam a internet também para recrutar jovens muçulmanos para a "guerra contra os governos financiados pelo Ocidente" em países árabes.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Salvador

Não dá tempo de falar muito agora, mas basicamente foi assim:
Ontem e anteontem, quando eu acordei, estava nublado, quase chovendo. Ainda assim fui dar umas voltas lá na praia e molhar o pé na água.
Hoje eu acordei e, sem sair da cama, puxei um pouco a cortina para saber como estavam as coisas. Acho que, como hoje é a minha despedida daqui, São Pedro resolveu facilitar as coisas para o meu lado e mandou sol e céu azul. Claro que eu corri para o mar :-)
Minha mãe nem acreditou quando liguei para ela, ainda cedo, contei que já tinha acordado, ficado na praia, tomado café e estava indo trabalhar (isso foi antes das 9h). Quer vida melhor do que essa? Já pensou se todo dia fosse assim?
Hoje volto para o Planalto Central e amanhã devo colocar umas fotos de coisas legais que vi aqui. Beijos.

domingo, outubro 02, 2005

Malas prontas

Estou indo para Salvador daqui a pouquinho para trabalhar, volto já.
Desejem-me sorte. E tempo bom :-)

mais

Mulher. Banheiro feminino. Dia.

- O negócio é o seguinte: eu me declaro mesmo, chego lá no cara e abro o meu coração. Me declaro. Aí a gente fica sabendo logo o que ele tem a dizer, né? Eu me declaro.

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Casal. Shopping. Dia

- ... oito meses...
- Se bem que eu sempre acredito mais na mulher do que no homem.

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Homem. Bar da moda. Noite

- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaah, ele não conhece tomate seeeeeeeeeco!!!

sexta-feira, setembro 30, 2005

Pow!

Estava eu trabalhando feliz e contente quando o Windows XP mostrou todo o seu jeito de diva temperamental. Ficou lento, lento e... travou de vez.

Dei CTRL+ALT+DEL e saí fechando todas as janelas not responding do computador.
Quando estava quase terminando, um quadrinho surgiu:

"Adobe: ocorreu um erro de E/S. A conexão com o arquivo explodiu"

Hã????
Sério mesmo que, depois do travamento e dessa mensagem totalmente elucidativa (o que é, diabos, um erro de E/S???) os sistemas do meu micro ainda tiveram a manha de explodir?

Fui ler de novo:
"Adobe: ocorreu um erro de E/S. A conexão com o arquivo expirou"
Ah, tá.

Acho que é relativamente comum a gente ler as coisas trocadas de vez em quando, não?
Especialmente nos momentos loucos do fechamento :-)

Diálogos do banheiro

- Adorei esse corte novo, mas descobri que ele só fica bem com escova.
- Mas todo cabelo só fica bem com escova...

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- Aí ele me ligou e perguntou: posso ir praí então? E eu falei que podia, que ele tava convidado, que só trouxesse a cerveja.
- E ele foi?
- Foi, mas eu tô p*** com ele agora!!!
- Hum...
- Ele chegou no domingo, no meio da tarde, não trouxe cerveja, encheu a cara, comeu e ainda trouxe um outro cara e uma mulher que eu não sei quem é. E começou a se pegar com a mulher na minha casa!
- C******* ... E vocês se falaram depois disso?
- Ele me ligou hoje para me perguntar se eu estava chateada com ele

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- Eu mandei ela desligar o celular. "Se você não quiser desligar o celular, pode até atender, mas se ele ligar você diz que não sabe onde está. E desliga na cara dele". Eu disse isso para ela.
(As portas de dois reservados se fecham)
- Esse cara não sabe o que quer não.
- Mas as coisas vão mudar, amiga. Vai mudar sim. Porque agora a gente está na Rede Globo.
- ...
- A gente é a Rede Globo, sabe como é? Quando ela quer, ela bota as pessoas para cima. E para baixo também.
- É nóis.

terça-feira, setembro 27, 2005

A M$ é balzaca!



Registro aqui o antes e o depois do bolinho que a Microsoft mandou para um monte de jornalistas em comemoração aos 30 anos de existência da M$. Pelo que andei vendo em outros blogs, como o da Cora, eles criaram versões regionais para o doce. Achei que o meu fosse uma cópia do carioca, mas depois que os meninos o atacaram ontem, vislumbrei uma criação brasiliense!

Acabou que eu nem senti o gosto do bolo porque pedi para os meninos (bem magrelinhos, os sortudos) cuidarem dele por mim. Achei que devorar um mimo desses depois de uma ultra-malhação como a de ontem seria, no mínimo, contraproducente, pra não dizer auto-sabotagem total!!!

(Ainda mais agora que já sei como funcionam uma lipo e uma mini-lipo, e... acho que é melhor me contentar com a boa e velha dupla dieta+ginástica. Afffff)

Mimosa 2

(Prefiro as fotos que tirei a essas do site, mas como só vi as vaquinhas expostas em Congonhas...)

Mimosa

Que fera eu estar em São Paulo a tempo de ver esses seres divertidos da Cow Parade! :-)

Acabei de descobrir nesse site aí de cima que a Mimosa que cliquei com o telefone se chama Cow Alegria. Fotografei mais duas (uma toda dourada, feita pelo Lino Villaventura. A outra era, digamos, uma tecnovaca), mas mandar fotomensagem é muuuuito caro.

Vi todas elas no aeroporto de Congonhas, antes de pegar o vôo da volta, louca pra chegar em casa...

domingo, setembro 25, 2005

Sede!


Como já tem uns dias que eu não mando nada para cá, vou postar nem que seja uma fotinho (uma imagem recente, é bom ressaltar). Essa moça fashion aí de cima costuma ser vista no Bar Brasília, lugar de chopp do bom e da melhor empada de camarão da face da terra. :-)

quinta-feira, setembro 22, 2005

Antes

Eu tinha ido ontem ao Congresso, mas acabei passando longe de CPIs e outros que-tais. Logo ontem, que seria um dia bom pra essas coisas. Craig Barrett, presidente do conselho da Intel, veio aqui dizer o que os brasileiros devem ou não devem fazer para se tornarem tecnologicamente competitivos. (Tenho desconfiança de quem vem de fora dizer o que é e o que não é para fazer, quase como se aquilo fosse um dogma. Mais ainda quando o setor privado vem dar pitaco no setor público. Posso estar errada, mas acho meio inversão de valores, de perspectivas. Mas até que ele deu umas opiniões legais, então valeu a pena).

Formando a mesa junto com o Craig, quem eu vejo? O presidente da comissão de ciência e tecnologia da Câmara. Que vem a ser... Jader Barbalho. Aquele mesmo que era senador e renunciou, acusado de corrupção no Banpará e na Sudam. Renascido no Congresso, ele agora posa de defensor do FUST, a verba que deveria ser usada em projetos de inclusão digital – mas, por enquanto, só faz alimentar o superávit primário.

Eu não acreditei. Jader, defensor do FUST, presidente da comissão de C&T. Questionado apenas por meia dúzia de gatos pingados (ops, setoristas de tecnologia), diferentemente do que aconteceu há uns três anos. Esse cara se comparou a Jesus Cristo. Renunciou, claro.

A gente se aproximou dele para perguntar mais sobre uma reunião que ele supostamente vai convocar, para a semana que vem, com parlamentares e ministros, para teoricamente cobrar uma utilização mais apropriada para os tais recursos. Não agüentei.

- E aí, deputado, tá com a vida mais tranqüila agora na comissão de C&T? Só essa turminha vindo fazer perguntas...
- Hã? (ele faz uma cara de foto da capa da Veja. Cumprimenta um assessor. Olha pra cima)
- A comissão tá bem longe desse furacão que a Câmara virou, né? Severino renunciando hoje, o senhor deve estar acompanhando...
- Tô... tô acompanhando. Huahuahuahuahuahuahuahuahuahua Hahahahahahahahahahahahahahaha Hehehehehehehehehehehe. Boa pergunta essa sua, hein? (e vazou, puxado por um assessor)

A risada do ex-senador não dava sinais de deboche. Antes: de alívio.
Moral da história: pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Depois

Fiquei muito contente com a saída do Severino da Câmara (embora eu preferisse um belo processo de cassação. Meu negócio é esse: sangue, cabeças e vísceras) porque achava esse homem absolutamente constrangedor (ai, que vergonha ele em Nova York, representando o parlamento do Brasil).
Mas ao mesmo tempo não me sai da cabeça o que minha mãe diz e repete: "eles" colocaram o Severino lá só para sacanear o Lula. Agora que o tiraram, vão encontrar um jeito de sacanear igual.
Guardadas as devidas proporções (não tenho mais esse amor total pelo presidente), acho que tem um bocado de verdade nisso aí.
E agora, hein?

sábado, setembro 17, 2005

A Vênus degolada

Ha! Adorei esse novo visual azulzinho, muito mais legal e fashion do que o rosa anterior. E, acho, as colunas de texto são um pouco mais amplas, o que também me agradou sobremaneira :-)

Acabei ficando com esse template do Blogger mesmo (igual, mas diferente), depois de umas tentativas em outros sites da web. Tinha visto um muito bonito neste site, mas não funcionou direito quando eu tentei aplicá-lo aqui. Era um template com o Nascimento da Vênus (do Botticelli) ao fundo, mas a barra azul do Blogger (aquela em que está escrito Next Blog e outros) degolou a minha Vênus. Sem contar que as palavras acentuadas ficaram todas estranhas. Droga...

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Se alguém conseguir responder, responda: como é que surgem esses comentários em formato de spam? É o próprio Blogger que desencadeia isso?

:-)

Para os que não agüentavam mais ver a página do The Times Picayune... volteiii. Não quero que esse blog morra de inanição, tadinho.

Estive fora esses dias, não foi nem por ausência de criatividade, foi por total falta de saco para escrever qualquer outra coisa que não tivesse a ver com CPIs e outros. Quando tudo acaba, não dá vontade de olhar para o computador, só pegar minhas coisas e ir embora.

Depois de ontem, quando descobri o que fazer com uns 150 e-mails que se avolumavam em minha Caixa de Entrada, acho que fiquei pronta para voltar para cá e para as outras bobagens deliciosas do mundo da internet.

Acho até que vou tentar colocar um template novo. Rosinha é até legal, mas mudar também não faz mal a ninguém.

terça-feira, setembro 06, 2005


Duas das melhores coisas que eu já li essa semana, as duas no NY Times:

* A história de resistência do pessoal do The Times-Picayune (um jornal bonitaço, como dá para ver na reprodução acima), tendo que fazer jornalismo sem computador, sem telefone, sem internet. E alguns sem saber onde estão os amigos, parentes, filhos, esposas e maridos. Nem numa hora dessas a gente pode deixar de lado essa diva temperamental que chamamos de notícia...

* As agruras da Vodafone, a operadora de telefonia celular mais loser do Japão e mais sacaneada pelos usuários. E foi por esses motivos que todos os coleguinhas da viagem da Ásia tiveram curiosidade de falar com os executivos de lá. Não rolou.

sábado, setembro 03, 2005

Esqueci de dizer

Que o texto abaixo é meu mesmo, não copiei de nenhum conto de "Mário Quintana" ou "Luís Fernando Veríssimo" ou "Arnaldo Jabor" – que existem aos montes pela internet :o)
Se ninguém se opor, eu vou publicar mais uns aqui. Beijos

Vermelho sangue

Os lírios, margaridas, gérberas e rosas que se avolumavam nos vasos do salão, formando arranjos que iam do amarelo ao rosa chá, não interessam à menina loirinha que vejo correr de um lado para o outro da festa, de vestido branco bufante e sandálias baixas. Está indócil.

Desde que viu a moça grande e adulta entrar na cerimônia – esta de vestido branco reto, com recorte que deixa ver as curvas dos ombros e do pescoço – não havia tirado os olhos daquele buquê pesado, meio arredondado, de rosas cor de sangue. Ficou horas buscando as flores com o olhar. Seguiu a noiva enquanto foi possível, as sandalinhas fazendo barulho no chão de pedra da mansão chique do Lago.

Ela tem quatro anos. É mais alta do que a média, ou sou eu que perdi definitivamente a noção da idade das pessoas? A menina é grande. Mas ainda está na idade em que as frases são literais. Brincadeiras, só as do parquinho e as debaixo do bloco – ou as do quintal da mansão, se a mamãe deixar. Nas palavras não: inadmissíveis. É uma criança grande. Quer buquê, mãe.

As palavras começaram a fazer sentido já no final da tarde, quando as moças adultas se juntaram no quintal, e não era para brincar.
– Vem aqui pegar o buquê, vem – a noiva chamou, doce, as convidadas já fervilhando atrás dela.
Era forte, essa noiva. Jogou as rosas vermelhas com tal impulso que elas foram parar no telhado da mansão. Corre gente de preto gritando, pegando escada, ajudando o outro a subir e a descer. Resgate cumprido. Sem ele, o ritual do bom matrimônio não segue em frente.

– Vem aqui pegar o buquê, vem – agora vai, pelo amor de deus, elas imploram.
A trajetória das flores faz lembrar aqueles gráficos de física dos estudos de balística do segundo grau. Elas saem das mãos da noiva, sobem, alcançam a altura máxima, descem com aceleração de 10 metros por segundo ao quadrado, desconsiderando a resistência do ar, é claro. Param na mão de uma loirinha. E ela há muito já passou dos quatro anos.

– Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh – é o coro das mulheres
– Buéééééééééééééééééééééééééééé – a menina responde.

A partir dali, um abraço, não tem mais salvação. O chão de pedra caiu sob os pés calçados com sandalinhas. Os pais correm à cata de lírios, gérberas, margaridas, rosas cor de pêssego. Levam à guria. Nada feito. Os olhos denunciam. Os músculos da boca amolecem. Ela cruza o salão. Se agacha, esconde o rosto com as mãos. Desmonta. Explode. Fim de festa. Não adianta pegar essas flores dos arranjos, a gente já tentou, ela não quer – os pais advertem. Ela não quer. Esconde a cara na cintura da mãe.

A noiva se aproxima. Não sabe ainda se vai ser legal ou se deixa por isso mesmo, que negócio é esse de ficar fazendo todas as vontades de uma guriazinha assim, depois ela vira uma cocotinha chapinhada e mimada e ninguém sabe o porquê.
– Fiquei sabendo que tem uma mocinha muito triste aqui. É você?
– Éééééééééééééééééééééééé
– O que aconteceu?
– O bu-u-quê-êêê-êêê-êêê
– Mas eu faço um só para você, pego as flores aqui do vaso, ó, vai ficar lindo (ninguém avisou a noiva não??)
– Não queeeeero. Que-ro-o-ver-me-lho...
– Mas a minha irmã pegou o vermelho. A gente vai ter de ir lá perguntar se ela te dá. Só que ela nem vai querer falar se vir você assim chorando
– Tá bom, eu-vou-pa-rar-de-cho-raaaaar
– Isso, pára sim
– Eu quero, mas eu não consi-iiii-iiii-go – A menina respondeu, a boca já toda babada. Aiaiai se começar a chorar de novo. A gente te expulsa da festa, sem piedade e sem buquê.

As duas de branco andam até a varanda. Irmã gente boa. Tolerante. Negociação rápida. A festa volta. O buquê, que provavelmente tem rosas equivalentes a um quarto do peso de uma criança de quatro anos, está nas mãos de quem sempre deveria tê-lo recebido. A menina sai se rebolando. As sandalinhas cantam, de contentes que estão. Dá para adivinhar as palavras ditas ao papai: olha, olha, eu que peguei. E assim a coisa se repete. Ao papai, à mamãe, à titia, ao fotógrafo, aos músicos da banda, aos colegas de trabalho do noivo, à prima de segundo grau da noiva e até à vigia do banheiro, despertada de repente enquanto sonhava sentada em uma cadeira de plástico.

Ela se aproxima. Suspiro. Ela sentencia.
– Esse lugar onde você está não é para se sentar.
Se eu tivesse quatro anos, responderia:
– Seu buquê é ridículo. E você não manda em mim.
Mas como já passei da infância há mais de década, preferi o bom e velho e razoavelmente educado
– Hã?
– Isso não é um sofá. Nem uma cadeira. É uma cama.
– Ah, tá. Cadê o travesseirinho dela, então?
– Tá aqui, ó. Tem dois – ela aponta para duas almofadas em forma de cilindro, cada uma em uma ponta do móvel.
– Ah, tá. Mas eu tô de saia, se eu deitar todo mundo vai ver minha calcinha. Prefiro ficar sentada mesmo, você deixa? – Ela balança a cabeça, dizendo sim.
– Olha o que eu peguei. (Tava demorando a dizer isso)
– Legal. Gostei. Parabéns. – Eu sorrio. Um pouco de tolerância não faz mal a ninguém. Ela ri de volta.
– Agora eu vou me casar.
– Sua mãe já deixou?
– Já. E a sua?
– Também. Ela disse que eu posso porque eu já estou grande. Daqui a pouco podem até dizer que estou passando da hora. – Ela me olha com cara de interrogação.
– Agora vou encontrar um príncipe. Dá licença – As mulheres reclamam que não acham um marido, depois são as mais numerosas nas estatísticas de divórcio do IBGE porque descobrem que o gentil mancebo não é assim, um príncipe. Vai entender.
– Vai com fé – e os meus olhos já querem fechar, depois de um dia inteiro de festa. Minha cabeça caberia direitinho nas tais almofadas cilíndricas, mas minha mãe disse que dormir no casório dos outros é falta de educação.

Ainda vejo quando ela volta à mesa dos pais. Pegam bolsinha, carteira, chave do carro e buquê para ir embora.
O carro acelera na pista que vai dar na avenida principal do lago sul. O príncipe a espera ali, ao dobrar a rua, atrás das cercas vivas que protegem as mansões.

quinta-feira, setembro 01, 2005

?!

Tem picareta para tudo neste mundo!!!! Impressionante...

Ha!

E não é que, informalmente, acabei cumprindo minha "promessa" de só escrever de novo quando agosto acabasse?

Pois é. Setembro chegou aí, um mês novinho e reluzente, um calor da p*****.
As flores de ipê amarelo caem, os pássaros voam, os peixes nadam. Que felicidade.

sexta-feira, agosto 26, 2005

Carência mata

Mary Amazon me mostrou agora há pouco o seguinte e-mail:

"Olá Meu Amor, você está recebendo um cartão virtual enviado por: Secreto em 20/08/2005 06:51

Antes de você visualizar o cartão ele(a) deseja que você leia algo antes:

Estou a sua volta, e você não percebe, sempre estou te observandotudo o que você faz, eu quero te dizer algo, mas tenho medo de acontecer tudo errado, e ter que me desiludir, mas agora tomei uma certa atitude e irei me revelar no final do cartao virtual estara meu nome e será uma grande surpresa, espero que seja boa, pois minha paixão é tão intenso por você! Você é a pessoa mais perfeita que ja vi! TE AMO!

Abaixo o link para você visualizar o cartão"

O link era um arquivo executável (.exe) que a gente não precisa nem abrir para saber que é vírus, cavalo de tróia ou qualquer outra porcaria virtual.

Marina bem lembrou que, se fosse uma pessoa muito necessitada, certamente abriria o anexo. Os hackers sabem disso e exploram como ninguém a carência de certas pessoas perdidas na internet...

Pensando bem, é preciso ser um pouco mais do que carente (e analfabeto digital) para topar abrir um arquivo desses. É preciso ser, literalmente, mobral para querer encarar alguém que escreve mal assim! Pelo menos é o que eu acho :o)

**********************************************

Que gracinha, todas as agências de notícias da internet estão propagando a notícia de que existe um vírus que usa o Orkut para roubar seus dados bancários. Falta de checagem da notícia dá nisso. Depois os críticos ficam dizendo (com um secreto prazer) que jornalista escreve tudo errado.

Pelo menos até onde a gente sabe, a única possibilidade de alguém usar o Orkut com esse fim é por meio daqueles scraps mais bobinhos, cheios de carinhas, cores, mensagens fofas... e um inocente link escondido no meio disso tudo, com alguma indicação do tipo "clique aqui para continuar lendo este recado". Aí é claro, o usuário está sujeito a qualquer praga virtual que esteja incorporada àquele link.

POA


Meu pai me ligou hoje cedo para dizer que não conhecia mais Porto Alegre, a cidade onde ele nasceu e viveu até os 36 anos. Que também é a cidade da minha mãe, a minha e a do meu irmão do meio.

O tempo em agosto continua o mesmo, uma friaca total, uma umidade que entra nos ossos e faz doer o nervo ciático dos velhos. Minha mãe sempre conta que, no inverno de Porto Alegre, alguns dias são tão frios que é necessário escaldar os pratos para a comida não esfriar antes que alguém resolva comê-la. Reforma na casa, então, nem pensar. As infiltrações escurecem qualquer parede antes mesmo que os pedreiros sejam dispensados da obra.

O clima continua o mesmo. Já a cidade...
Diz meu pai que ela está linda, limpa, conservada. Depois que fizeram as clássicas reformas na Usina do Gasômetro e no Hotel Majestic (que hoje se chama Casa de Cultura Mário Quintana), devem ter aproveitado para dar uma ajeitadinha em todo o resto.
Exemplo disso é um caminho pelo qual a gente andou, no parque Marinha do Brasil, há uns sete anos. Era um lugar meio caído, mas pela descrição que ouvi parece que está maravilhoso agora.

O único lugar que me pareceu meio mal-conservado foi o parquinho da Praça da Alfândega, no centrão da cidade, perto de onde a gente costumava morar quando eu e Bruno éramos não mais do que bebês. Esses balanços com cercadinho são a cara da minha infância, mas quando os vi cheguei a pensar que nenhum casal leva mais seus filhotes para ficarem balançando ali.

Liguei para ele para saber o que tinha acontecido. A areia estava escura por causa da chuva (sempre ela, maldito inverno). E os balanços, apesar da pintura descascada, não ofereciam nenhum perigo. Os demais brinquedos até que estavam bons.

Ele atribuiu a aparência meio feiosa do lugar não só ao chão escurecido, mas também às suas habilidades fotográficas irregulares (tanto de enquadramento quanto de composição) – essas, posso comprovar, são reais.

Meu pai disse que não gostava de Porto Alegre. E agora ele não a reconhece.
Como assim, ele não gostava de Porto Alegre? Eu, por um minuto, não reconheci meu pai.
(Que, aliás, já está bem melhor depois do susto que pregou em todo mundo na semana passada. Depois, ainda encarou a viagem daqui até o sul. Acho que é por isso que dizem que temos mais sorte do que juízo).

quarta-feira, agosto 24, 2005

Museu


Uma foto só para não perder o hábito...
Mas nem só de nhacas é feita a vida.
Fui num casório muito legal no domingo e até fiz uns retratinhos tentando dar uma de fotojornalista. Ainda tenho que transferir as imagens para o computador, mas quero colocar aqui logo.
Foi o único casamento, até hoje, em que vimos as moças correndo do buquê da noiva!
Aguardem e confiram a foto que explica o porquê...

Outra coisa muito bacana é o manual de redação que lançamos hoje e que vai ter apresentações, aos poucos, no resto do país. Meu nome está lá, no glossário de termos técnicos de informática, yes!!! :o)

E a vida começa a voltar lentamente ao corpo.
Estou de volta depois de uma semana sem nem pensar em blogs e lendo pouquíssimo os dos outros.
Foi uma semana que misturou falta de tempo com um monte de nhacas: entrei numa ultra crise de sinusite+bronquite, achei que meu pai fosse partir dessa para melhor, descobri uma coisa chatíssima lá no trab...
Em suma, foi uma semana tão esquisita que considerei seriamente a possibilidade de só voltar a escrever no fim do mês, quando os cachorros loucos e as bruxas já tivessem voado do calendário. Urrrgh...

Fantástico esse site que transforma qualquer palavra (inclusive os palavrões!) em logomarcas do Google. Já vou avisando que a única coisa que ele não aceita são as palavras com acento...

segunda-feira, agosto 15, 2005

Quiz

Vi esse teste no blog da Ale e achei legal demais! O site é o Liquid Generation e a seção é a dos quiz... Que tipo de herói é você?

Lembra do banzo?

Banzo é leseira, moleza, vontade de deitar numa reeeede pra aplacar a dor nos quaaaaartos, aff.
Acho que o meu banzo de sexta-feira já prenunciava a minha situação de hoje: gripe besta, espirros periódicos, tosse, urgh, nojeiras em geral.
Amanhã já dá pra voltar pra vida normal, mas hoje não deu... :-PPPP

Deu na Reuters

"Embora confie na inocência do presidente Lula, Severino (Cavalcanti) disse que está preparado para assumir a Presidência em caso de impedimento de Lula e do vice José Alencar (PL)."

Uuuuuuuuuuuurrrrrrrrgh

sexta-feira, agosto 12, 2005


Acordei num banzo danado hoje, estava me sentindo assim, um banzo ambulante. Concentração virou tarefa árdua, fiquei igual essa mina aí de cima – com o corpo em um lugar, a cabeça voadora em 300 outros mundos.
Ainda bem que é sexta e está na hora de ir pra casa...

Depois de Fernanda e a Playboy...

Jura que a Jane Mary Corner quer R$ 1 milhão para mostrar a cara e dar entrevista?

quinta-feira, agosto 11, 2005

Profético

A propósito da notícia da doença de um poderoso estadista

Se este homem insubstituível franze o sobrolho
Dois reinos periclitam
Se este homem insubstituível morre
O mundo inteiro se aflige como a mãe sem leite para o filho
Se este homem insubstituível ressuscitasse ao oitavo dia
Não acharia em todo o império uma vaga de porteiro

(Bertold Brecht)

Abbot Ale

Essa é uma das fotos que fiz no celular novo e a primeira que consegui mandar pelo foto torpedo.
Êêêeeeeeeee!!! :-)
Como uma imagem sempre rende mais que mil palavras, essa foto de cerveja me fez ter vontade de falar sobre várias outras coisas. Mas agora o tempo é curto. Mais tarde eu escrevo...

segunda-feira, agosto 08, 2005

Um filhote de leão


Recebi a foto acima hoje, num release do Animal Planet (detalhe: cubro informática. Tudo a ver...), e não resisti. Tinha que colocar aqui.

!

Chamem a polícia federal, chamem a Heloísa Helena, a Denise Frossard, o tira McCoy, rápido, rápido!
Vamos fazer uma CPI no Criança Esperança!!!! Agora...

domingo, agosto 07, 2005

50 coisas...

Assisti há um tempinho um programa britânico muito legal (no GNT) falando de 50 coisas que as pessoas deveriam fazer antes de morrer. Muito bacana mesmo.

Tem umas coisas ali que acho dispensáveis (tipo dirigir um Fórmula 1), mas outras que eu certamente incluiria na minha lista de desejos. Por exemplo, nadar com golfinhos, mergulhar na grande barreira de corais, voar de balão e ir a uma ilha paradisíaca.

E a prova que eu tenho ainda muito o que viver é que, de tudo o que vi (peguei o programa nos 15 primeiros colocados), só fiz uma coisa: rafting! Aliás, fiz duas vezes e preciso ir de novo. É poderoso. É adrenalina. Muito bom.

Eu também não queria morrer sem antes ir aos jardins de Monet (na França), sem voar de parapente, sem ir a um showzaço de rock, sem ir de novo a uma montanha russa com looping, sem ir à China, a Israel, a Cuba...
Ir à Antártida eu também queria, mas tudo bem, isso é quase impossível. Dá pra passar sem essa.

Que mais é preciso fazer antes de partir dessa pra melhor? Provavelmente me esqueci de alguma coisa.
(Para o Roberto Jefferson, é ir ao Pantanal em setembro, ver o veadinho do rabo branco. Sei... hehehehehehe)

Cerrado


Na falta de achar um ipê amarelo para fotografar esse final de semana, acabei optando por essa arvorezinha magrela com o céu maravilhoso ao fundo. Digamos que sejam dois tipos de belezas diferentes.

Não é que os ipês ainda não tenham florescido ainda. É agora, quando a seca começa a ficar braba, que eles aparecem com suas flores. O problema é que os que eu vi, os espécimes :-) potencialmente fotografáveis, ficam todos meio distantes da minha casa. Cadê vontade de dirigir até eles no final de semana? Nemmmm...

Essa aí da foto, acho, é uma paineira (com meus parcos conhecimentos botânicos, é o que dá para arriscar). Vi lá no Parque da Cidade, aquele mesmo da música da Legião.

Uma gracinha, o que não quer dizer que eu tenha desistido daquelas maravilhosas florzinhas amarelas.

Ibrahim Ferrer

"No hables de tu marido mujer
Mujer de malos sentimientos
Todo se te ha vuelto un cuento
Porque no ha llegado la hora fatal

¡Oígame compay! No deje el camino por coger la vereda"

sexta-feira, agosto 05, 2005

Olá a todos. Eu sou a Mari: cabeça, tronco, membros e tamagotchi :-)

É um pouco como eu me sinto depois de 14 horas e meia de depoimento do Bob Jeff, aquele homem lá. Rolou até intervenção do Enéas, que fez todo mundo chorar de rir, mas de resto muita pauleira e alguma chatice, mas tudo é sempre diversão.

Os últimos dias têm sido assim, ouvir, correr e gravar (quando eu acho que não vai dar tempo de anotar tudo o que os homens vão dizer). Por isso não tenho escrito muito aqui.

Tá tudo tão corrido que ainda não mandei fazer as barras das famooooosas calças que finalmente encontrei. O sinistro é que não foi nem na Taco nem no Conic, dois lugares onde eu estava botando a maior fé. A pedido da Paola, vou colocar aqui os lugares: o primeiro, pasmem, foi a Zoomp (tradicionalmente um reduto de magrelas fashion ricaças, pelo menos era o que eu achava) lá do ParkShopping. Preço razoável por um jeans bem escuro e larguinho, sem frescuras.

O outro lugar foi uma loja que eu nem conhecia ainda, a Shoulder, lá no ParkShopping também. Um pouco mais cara que a Zoomp, mas ficou tão bacana que levei logo.

Antes de ir embora, queria dizer o quanto estou contente pelos babies que chacoalham nas barrigas da Paola e da MiB! Felicidade procês, queridas! :-) Na falta de querer um pequenininho pra chamar de meu, fico curtindo demais as histórias de vocês. Beijos...

segunda-feira, agosto 01, 2005

A volta do momento mulherzinha

Acabou o meu périplo em busca da calça jeans perfeita!!!
Sou normal!!! :-)
Felicidade consumista é isso aí

Roquenrou

Eu quero ir ver Franz Ferdinand, Super Furry Animals e Black Rebel Motorcycle Club no Brixton Academyyyyy
Eu querooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

Nove canções


Quando um relacionamento se acaba, a tendência é que a gente se lembre principalmente daquilo que nos fez feliz e nos marcou. Talvez por isso o filme Nove Canções seja fragmentado do jeito que é, segundo uma crítica bem pertinente que li hoje no IMDB.

É um bom jeito de se analisar. Eu até entendi, mas confesso que ainda não sei o que achei desse filme. Sabia que ia ser assim, muuuuuuuuuito lascivo (gostaram do eufemismo?), mas não que o filme ia ser praticamente só isso – cenas emoldurando um monte de diálogos meio fora de contexto, sem que a gente possa saber direito quem são essas pessoas (qual era o nome do cara mesmo?), o que fazem, quanto tempo ficaram juntos.

Só descobri que o relacionamento (n)e(u)rótico deles durou um ano porque li na sinopse do IMDB, agora há pouco. Enfim, vou precisar de um tempo para processar tudo o que vi.

O que não dá para negar é que a história é bem filmada pra caramba, fotografia elegante até, com uma trilha sonora do c*******. Se tiver o CD pra vender na loja, eu vou ser a primeira a querer...

Agora, a pergunta que não quer calar:
Será que as cenas de Antártida são de verdade, ou foi tudo fingimento? (Hehehe)

P.S.: eu sei que a foto acima não tem nada a ver com o filme (ou tem, né?), mas eu já queria há um tempão colocá-la aqui. É uma escultura do italiano Antonio Canova, século 18.

A verdade é a verdade é a verdade

Eu mal tinha aberto a porta para sair do carro, um cara de camiseta velha, bermuda, chinelos e uma enorme cicatriz de faca na mão (ainda com as marcas da sutura) veio correndo na minha direção. Quatro alternativas se abriram à minha frente:

a) Um flanelinha já querendo garantir o dele
b) Assalto
c) Seqüestro-relâmpago, em plena luz do dia, em uma das quadras comerciais mais movimentadas de Brasília
d) Uma pessoa querendo pedir dinheiro

(Gente, desculpem o preconceito, mas vou fazer o quê, acontece, ué)
Quem pensou na alternativa "d" acertou.

- Oi, dona.
- Oi. Dá licença que eu quero sair do carro, faz favor.
- Olha só. Eu sou dependente químico e queria pedir uma ajuda, qualquer dinheirinho que você puder me dar. Se eu disser que vou usar isso para comprar um pão, eu vou estar mentindo, mas...
- Vai dar não, cara. Tô a zero.
- A gente tá sem dinheiro hoje - interveio o Erasmo
- Beleza, beleza, falou, brigado - e o cara, mais um outro, saiu descendo a rua

O Erasmo estranhou o tanto que eu fiquei travadaça diante da abordagem do pobre homem, mas isso porque ele não tinha ouvido o que eu ouvi: o cara estava contando com a minha compaixão pra ir ali comprar um fuminho (ou uma pedrinha, ou um pozinho, ou um gorozinho, ou qualquer coisa que o valha) e estava dizendo aquilo com todas as letras.

Eu me fiz e continuo fazendo uma pergunta que tenho feito com freqüência nos últimos tempos: É normal isso, essa sinceridade cortante? Ou é caso de óleo de peroba? Ou eu vivi em uma bolha até hoje e não havia me dado conta?

Uau!

Eu estava andando de carro, no final da asa norte, quando comecei a ler uma faixa de longe. Como ela estava afixada na grama, tive de ler o texto progressivamente, à medida em que me aproximava:

GANHE 1 M
GANHE 1 ME
GANHE 1 MEN
GANHE 1 MENS
GANHE 1 MENSA
GANHE 1 MENSAL

Uau! Já estava intrigada com a possibilidade de mensalões serem anunciados e distribuídos livremente pelas ruas de Brasília (é o que dá a gente ler muita notícia), quando fiz a aproximação final que me revelou toda a verdade:

"GANHE 1 MENSALIDADE
Basta indicar um amigo ou parente para estudar inglês com a gente!"
XXX Escola de Inglês

Ah.... droga.....

quinta-feira, julho 28, 2005

Pop Art


Esse é um prostíbulo de luxo no Brooklin, em São Paulo, chamado Café Gauguin.

Não fui (dã!), mas como estive num evento no Meliá, que é ali pertinho, não pude perder a oportunidade de fotografar essa fachada tão legal, tão pop art, tão nada-a-ver-com-o-Gauguin.

Não me preocupei nem em photoshopar o cartaz do concurso das coelhinhas da Playboy (cheio de mukissinhas vestindo orelhinhas cor-de-rosa).

Como não sabia se colocava aqui a versão preto e branco ou a colorida, mandei logo as duas. Espero que gostem...

Café Gauguin


Gente! Nem acreditei quando ouvi um doce som vindo debaixo de um carro, na garagem do meu bloco.

Eram miados! Descobri vários gatinhos perambulando por ali. Não sei como chegaram ali, se são de algum morador ou se simplesmente descobriram as portas abertas depois que algum carro passou. Simplesmente chegaram.

E agora ficam por baixo dos carros, provavelmente, porque lá é mais quentinho (são frias as noites nessa época do ano, principalmente aqui no Planalto Central).

Claro que eu, com meu jeito paparazzi, tive a tentação de sair correndo atrás (tal qual a Felícia, dos Tiny Toons) e fotografar os bichiiiiiiiiiiiiiiiiiinhos. E é claro que tomei uma espécie de toco, porque eles ficaram assustados.

Sempre preferi os cachorros, mas a convivência com várias pessoas, e a leitura quase diária da Cora, estão me fazndo gostar mais e mais dessas criaturinhas :-)

domingo, julho 24, 2005

Pára tudo!!!!

Fernanda Karina Sommagio vai posar para a Playboy por R$ 2 milhões!!!!!!!!! Como assim????

Será que essa mu-kis-sa merece isso tudo???
Se você visse vários caras em roupas civis, correndo armados atrás de você, qual seria a reação? Acho que a de qualquer pessoa seria a de sair correndo, pô! Não adianta, nessas horas, que alguém te peça para parar ou ficar quieto. Ninguém vai querer se expor ao risco de encarar uma arma – e de uma pessoa que se proponha a empunhá-la.
Fiquei muito chateada com essa história do eletricista brasileiro morto na Inglaterra. Ainda mais porque, pelo que ouvi e li, ele não teve a menor chance de se defender ou de sequer responder qualquer coisa sobre si mesmo.
Não sei nem se soube, ou se imaginou, o motivo pelo qual estava sendo perseguido – já que, segundo a família, ele estava legalmente no país...
Cara, que estupidez.
Descobri que uma das melhores sensações do mundo é a de dançar Highway to hell e Black Sabbath como se eu fosse um moleque de 16 anos! Hehe
:o)

Fugindo do flash da máquina do Felipe...

sábado, julho 23, 2005

Momento mulherzinha: roupas sem cabimento

Já faz um tempo que eu estou encucada porque não consigo fazer uma coisa boba, boba: comprar uma calça jeans que 1) vista direito; 2) não tenha essas coquetices de strass, rasgadinhos, desbotados, bichinhos, correntes, etc., etc.

Eu achei que fosse frescura minha, mas tenho ouvido algumas pessoas comentarem o mesmo. Tá inexplicavelmente difícil comprar jeans nos últimos tempos. Dá até preguiça de continuar procurando...

Ultimamente, saí à cata da tal da calça em milhares de lojas aqui em Brasília e fiquei intrigada: para que tipo de mulher esses estilistas estão desenhando as roupas? Tá na cara que é para mulheres muito magrelas, mas eu queria saber um pouco mais que isso. Queria saber o seguinte: quando eles desenham um modelo, que tamanho e formato de quadris, bundas, cinturas coxas e pernas eles imaginam? Em que tipo de corpo aquela peça deverá ter o caimento ideal?

Certamente, não é para o meu, nem para o de várias pessoas que conheço. Não sei nem se elas são feitas para brasileiras "normais". Pô, não sou uma mulher altíssima. Nem uma tampinha bunduda, tipo a Tantra, aquela personagem do Angeli (que eu amo). Nem enorme de gorda – talvez eu seja uma gordinha, mas não uma mulher enorme. Aí acontece o seguinte: os números 40 ficam enterrados nas pernas. Os 42 ficam tão largos que eu sei que se tornarão horrorosos caso eu mande apertar. *Suspiro*

Para quem quiser saber mais sobre as incongruências de tamanhos, tem também um editorial que a TPM fez sobre o assunto. Elas pegaram as calças de várias grifes e se deram conta de que "42" pode significar qualquer coisa – e não entrar nas mulheres de tamanho 42.

Isso é uma coisa. Outra chatice é essa febre de customização – palavra horrorosa, que define a "personalização" das peças de roupa. A idéia é mais ou menos assim: você veste um jeans com florzinhas de fuxico e sai na rua sabendo que sua roupa está diferente das demais. O problema é que, como todas as lojas apostaram na customização, agora todas as pessoas saem iguais na rua – com seus jeans de florzinhas, bichinhos, rasgadinhos, desbotados e por aí vai.

Aliás, para vestir jeans com cara de f*****, prefiro botar minhas calças velhinhas mesmo. E ainda economizo uns preciosos R$ 150/R$ 200, porque é o preço médio pelo qual estou encontrando essas cafonices no valoroso comércio da cidade.

(Não me lembro o motivo, mas comentei essa história com a Cora e ela me respondeu: "mas até hoje é assim em Brasília? Já era desse jeito quando eu morei lá. É porque há peruas demais...")

Já me falaram que na Taco tem jeans baratinho e sem frescuras. Deve ser a minha próxima incursão, ao longo dessa semana, assim que eu conseguir um diazinho de folga de plantão... E aí eu conto os resultados :-)

O quase-cofrinho de HH

Primeiro eu fui à CPI. Depois eu fui a Sampa. Agora estou de plantão.
Foi por causa de tudo isso que corri à beça essa semana, mas foi correria das boas.

Na condição de repórter "emprestável" (a que é "emprestada" às outras editorias quando uma bomba estoura), me chamaram para ajudar na cobertura do depoimento do Sílvio Pereira (o do Land Rover) na terça-feira.

Fiquei chocada não só com seus grosseiros erros de português – ele errou simplesmente TODAS as concordâncias e troca o L pelo R. Seu habeas corpus preventivo irritou todo mundo, a ponto de vários parlamentares já estarem se articulando para pedir que o Ministério Público solicite a prisão preventiva de outros que se utilizaram do mesmo recurso – Marcos Valério, claro.

"A prisão preventiva é uma das mais odiosas medidas judiciais que podem ocorrer, mas ela ocorre dentro de circunstâncias muito claras dentro do que o Código de Processo Penal anuncia, como quando o indivíduo obstrui a Justiça e destrói provas", disse o relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (que eu gravei com meu Tamagotchi).

O curioso é que, por pouco, a "foto do dia" dos jornais do dia seguinte (quarta-feira), poderia ter sido bem diferente do clássico depoimento de Sílvio.

Durante uma pausa no depoimento do ex-secretário geral do PT, a gente viu uma das cenas mais assustadoras do dia. Uma moça não-identificada, sentada no fundo da plenária, arregalou os olhos, deu um grito gutural e caiu no chão. Avisaram que era um ataque epiléptico e veio todo mundo em cima da mulher, inclusive fotógrafos e cinegrafistas.

Heloísa Helena, que estava láááááá na frente, veio voando para socorrer a moça. Depois alguém me diria que HH é enfermeira, informação que ainda não consegui checar. A senadora se ajoelhou e começou a tentar evitar que a moça enrolasse a língua, etc., etc. Segundos depois, se dando conta de que estava sendo filmada o tempo todo, começou a fazer, com uma mão, o socorro. Com a outra, segurava o cós da calça, que era dessas de cintura baixinha. E eu fiquei torcendo para que a calça permanecesse em seu devido lugar.

Qualquer pessoa sabe que ter seu próprio "cofrinho" exposto (e registrado na mídia) é sinônimo de deboche certo. No caso de uma das mais radicais, mais amadas e odiadas parlamentares do Congresso, o temor é multiplicado por 10000000000000.

Porque é claro: se o maldito risquinho aparece, é certeza de primeira página em todos os jornais no dia seguinte. Já pensou? O mundo caindo, a banda podre do PT roubando e o povo só querendo saber do cofrinho da HH? Ia ser demais pro meu pobre coração.
Palhaçada...