segunda-feira, janeiro 16, 2006

De volta a Quem somos nós?

Respondendo a um dos comentários deixados aqui recentemente: eu fui ao cinema sabendo que Quem somos nós era um documentário com elementos de dramatização. E só. O jornal descreveu o filme como "a história de uma mulher que vive uma experiência que vai mudar o entendimento da própria vida", ou algo assim. Minha amiga, indicada pelo terapeuta, rumou para a Academia de Tênis, eu a acompanhei (ela detestou, eu saí do filme meio desconfiada e outra amiga nossa disse que "aquele era o começo de um novo tipo de mensagem no cinema").

A argumentação dos especialistas do filme até que faz sentido – ajudaria muito se os nomes e especialidades dos ditos cujos fosse mostrada no começo da película, e não no final, como foi feito. A correlação entre bioquímica e emoções (não estou nem falando de física quântica) é algo amplamente estudado pela ciência convencional. Até eu saí do filme dizendo que dá vontade de experimentar e ver se dá certo, embora sabendo que é impossível agir assim sempre.

Só que achei o filme tosco assim mesmo. As atuações são horrorosas e os efeitos especiais, uma droga, apesar de feitos com aparente capricho. A forma, nesse caso, não ajudou muito a suavizar a minha avaliação sobre o conteúdo do filme.

Não tem jeito: as teses que costumam chamar de "auto-ajuda" não falam ao meu coração. Tanto pelo que pregam, como pelo uso que foi feito delas (para incentivar a galera que vende Amway, por exemplo), me dão uma preguiça danada. É um filme que tem seu público admirador, e eu não faço parte dele. Nada pessoal, leitores! :-)

3 comentários:

Felipe Campbell disse...

Não vou me dar nem ao trabalho de ver esse filme. Quando o jornal elogia demais, é porque é transcendental demais pra mim. Sou mais low profile. Não entendo películas que me obrigam a pensar demais. Sempre que tento me livrar desse preconceito, fico puto. Outro dia fui ver "A Passagem" e fiquei fora de mim. Odiei. Sou mais Hollywood. Viva o Oscar. Viva Spielberg. Viva o Senhor dos Anéis. Viva X-Men, Batman, Exterminador do Futuro, Indiana Jones. Isso é que são filmes. De vida real e drama já bastam as vidas de todos nós. Quero entretenimento.

Beijos!!!

Françoise disse...

vixe, vou passar longe do cinema que estiver com esta coisa em cartaz.
beijo,

Ricardo Goothuzem disse...

Olá Mariana! Parece que a auto-ajuda está se espalhando pelo cinema. Dizem que o filme do Tony Ramos e Glória Pires também é estilo auto-ajuda. rsrsrsrsrs
Quanto à previsão do futuro, foi o tema do post anterior no blog. Mas é o tipo de conceito que não cai muito bem para pessoas mais racionais. Bjs!