domingo, julho 19, 2009

Baby berra

Reza a lenda que, entre os 25 e os 30 anos, o organismo da mulher vive uma espécie de baile funk hormonal responsável por uma vontade louca e irracional de gerar bebês.

Sempre ri dessa história até o momento em que me peguei não só me emocionando com nenezinhos como também imaginando como seria ter um deles crescendo sob as minhas camisas. Eu, que NUNCA, mas nunca mesmo, fui uma pessoa maternal.

Eu, que sempre me pergunto por que diabos as pessoas insistem em ter filhos e depois reclamam de nunca mais poder fazer certas coisas. Por exemplo, ir a um restaurante que não tenha parquinho ou assistir a algum filme que não seja infantil.

Fiquei um tempo considerável administrando essa tensão entre natureza (o baile funk hormonal típico da faixa etária de 25-30 anos) e cultura (as minhas mil razões para recusar a maternidade) até que...

... Não, não engravidei, caro leitor. Ainda bem.

Na verdade, foi até o dia (há umas duas semanas) em que descobri que um dos vizinhos tem um recém-nascido vivendo em casa. Não sei se é menino ou menina; branco, negro ou de olhos puxados; bochechudo ou fininho. Só sei que o baby berra.
Solta seus bués e buós (bué deve ser choro de fome; buó, de fralda cheia de cocô, ou vice-versa) em horários inacreditáveis. Por volta da meia-noite. Depois, no meio da madrugada. Na hora do almoço. Toda hora é hora, inclusive no fim de semana. E eu ouço tudo porque aqui as paredes têm ouvidos mesmo.
Se eu, que sou vizinha, cansei de bué pra cá e buó pra lá em apenas 14 ou 15 dias, imagine os pais -- que, ainda por cima, não podem ignorar o chamado de um ser humano em tamanho míni.
Pelo menos para uma coisa esses choros serviram: para silenciar o meu personal baile funk. Mr. Catra foi cantar noutro salão. E, pronto, virei uma pessoa não maternal de novo.

4 comentários:

Homi disse...

Ufa!

Jim Oliver disse...

Oi Mari,

O "chamado" da natureza rsrs

Você deve ser daquelas pessoas que quando eu e minha esposa entramos em um lugar com dois filhos pequenos(duas filhas)ficam a nos fitar como se fôssemos uma coisa muito bizarra! Rs. Não sei se é por causa dos bebês pequenos ou se é devido a nossa cara de meninos. Tem gente que me dá 15 anos kakak

Mas tens razão Mari, ter filhos não é mole não. Agora entendo o significado da palavra "Padecer no paraíso". Será que eu seria feliz sem filhos? Provavelmente que sim, ou mais ou menos, nunca saberei...
Mas eu ainda prefiro mil vezes filhos a gatos ou cachorros rsrs Eu aindo tenho fé no ser humano e estou fazendo minha parte pra que eles sejam os melhores.

Mari Ceratti disse...

Jim, eu jamais olharia vocês com estranheza porque as duas meninas são as coisas mais fofas! Como metade da cidade, eu as vi naquela edição da Revista do Correio... ;-)

Jim disse...

Oi Mari!
Pois é, eu sou suspeito pra falar delas, heim? rsrs

Ah, choro é complicado, porque tem o choro que tem motivo pra chorar e o choro inexplicável - esse só os pais aguentam Rs.
Sabe a melhor parte, a fase do choro passa hehe
Mas fica tranquila, quando for a hora (e se for a hora) vc saberá :)
Manda um abraço pro Ronaldo!