sábado, julho 17, 2010

Vamos esclarecer um negócio

Mulher também fala palavrão -- e quem é assim não tem muito problema de ouvir quando outras pessoas dizem um.

Acho esquisito esse negócio de homem fazer a respeitosa quando passa uma moça.
Tem um machismo aí no meio. E acontece direto.

Hoje, por exemplo, estava passando na rua no exato momento em que um cara, muito puto, resolveu mandar o outro tomar no meio do olho do alvado, anilha, apito, ás-de-copas, berba, boga, bogueiro, cagueiro, centro-das-convicções (hã???), centro-do-oiti, cesta, diferencial (hã??? -- parte 2), feofó, finfa, fiofó, fiota, fiote, fioto, foba, frasco (hahaha), fueiro, furico, loto, oritimbó, panela, pêssego, pevide, quiosque, rosa, rosca, roscofe, sim-senhor, tutu, viegas, zé-de-quinca.

Só que aí ele me viu, muito menininha, muito loirinha, etc., etc.
Aí, já era.
- Vá tomar no meio do seu... do seu... do seu ziriguidum.

Oi?????????????????????????

Amigo, essa foi frustrante até para mim, que teoricamente sou uma mocinha delicada, com ouvidinhos de flor, e não tenho nada a ver com a sua briga.

Juro que pensei em autorizá-lo, porque há horas na vida em que a gente tem de mandar o outro tomar no cu mesmo e não tem nada mais na língua portuguesa que expresse esse sentimento com tanta precisão.

Mas me deu uma pressa, uma preguiça, sei lá.

3 comentários:

Nira disse...

Só quero saber que mulher na vida nunca mandou (ou nunca teve vontade) de mandar alguém tomar no cú! coitado do cara, Deve ter ficado até frustrado na hora de descontar a raiva que estava sentindo, rsrs.

Homi disse...

Lembro-me de uma (isso mesmo, uma) ex-chefe que falava da importância do poder de síntese, nesses termos:

"FODA-SE".

Pronto. Simples, sintético e completo.

RC disse...

Ponte que partiu! Essa titica é forte!