sábado, novembro 20, 2010

Lourão

A gente sabe que os bichos estão ficando velhinhos quando o pêlo original vai sendo aos poucos substituído por um de cor branca, certo?

Pois o labrador amarelo que parou bem na minha frente no café tinha o rosto todo claro, como se tivesse mergulhado em giz.

Entrado em anos, mas serelepe, mais ou menos como os bípedes que circulam ali entre Copacabana e o Leme. Quem conhece bem o Rio sabe do que estou falando. ;-)

Coisa linda de meu deuzi!

Fez das pedras portuguesas molhadas -- e cheias de gente -- a sua cama. Ao mesmo tempo, não parou quieto: levantou e abanou o rabão para crianças e adultos que passassem por ali para fazer um afago.

Deve ter ficado ali quase 10 minutos, completamente na sua, até que a dona (uma moça bronzeada e de cabelos aloirados, com a barriga pulando entre a calça jeans e o casaco justos) veio, chamando-o no falso inglês relax dos surfistas:

- E aí, Lourão? Vamo lá?

E Lourão, que não é mané, foi, claro.

2 comentários:

Nira disse...

Não gosto de cachorro mas pela tua descrição, até que simpatizei com o lourão, rsrsrs

caracol menina disse...

Oi Mariiii, vc tá bem?

labrador... eu quero vários.
não gostei do nome...

vc gosta da banda Móveis Coloniais de Acaju?

=**