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sábado, novembro 06, 2010

Resmungos fashion


Num mundo justo, o posto de apresentador(a) de programa de televisão sobre conselhos de moda só seria dado a quem tivesse realmente capacidade de deixar as pessoas bonitas.

Masssss, como vivemos num mundo terrivelmente cruel, pessoas que eu nunca vi nem mais gordas nem mais magras -- e com senso estético ZERO -- ganham $ e fama para deixar as outras saírem ridículas de casa.

(Mamãe me ensinou que não deixar os outros saírem ridículos de casa é um ato de amor; o mesmo vale para avisar ao outro que ele está com bafo, salada no dente e coisas do gênero).

Ontem mesmo eu vi um programa desses. E eu assisto a qualquer coisa sobre moda (de verdade!) da mesma forma que alguns caras veem os debates de futebol: tomando cerveja e conversando MUITO com a tevê. São Paulo Fashion Week é quase uma Copa do Mundo para mim.

Pois eu xinguei a apresentadora quase do mesmo jeito como um torcedor faria se visse seu time injustiçado. Bitch!

Senão vejamos: o programa deveria ser feito para ajudar duas meninas do tipo mignon a montar looks legais para o dia a dia e as baladas.


Sempre tive a impressão de que as moças com esse tipo físico são as mais privilegiadas e visadas coleções de quase todas as lojas brasileiras, de modo que não é difícil achar algo que lhes caia bem.

Jeans skinny? Fica legal (se elas não forem muito bundudas ou coxudas, claro). Minissaias e todas as peças com minicomprimentos? Também. Salto alto? Idem. Enfim, há um monte de possibilidades.

E o que não pode? Vamos lá: calça capri (aquelas de pescador) e qualquer sapato que corte a silhueta -- tipo aquelas sandálias em estilo gladiador que estão super na moda --, entre outras coisas.

Só que, a cada bloco, a tal da modelo-consultora ia passando uma peça pior do que a outra para as pobres meninas. Entre elas, estava -- adivinhem? -- uma sandália meia-pata preta horrorosa, que transformava as pernas de uma dela em dois tocos.

Fui à loucura, naturalmente.

- Minha filha, você tinha que ter escolhido a sandália nude para alongar as pernas da menina, e não essa. A n-u-d-e!!!

Ambas faziam umas caras absurdas quando se viam no espelho, mas nem podiam demonstrar muito descontentamento. Afinal, estavam ali de graça para ouvir conselhos de uma suposta especialista.

Tenho certeza de que vão chorar quando virem o VT!

Ah! O programa da semana passada falava sobre mulheres altas. O próximo dará dicas para as magras, de medidas enxutas. E desde quando elas precisam?

terça-feira, julho 07, 2009

Exceção

Michael Jackson era a única pessoa do mundo que podia usar terno preto com meia branca sem ficar ridículo.

Morrem o mito e a exceção da moda...

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Destinos de uma navegação errante

Instalar a versão nova e melhorada da televisão de blogueiro esta semana me proporcionou inenarráveis momentos de diversão e uma certa incredulidade com os motivos que fazem algumas pessoas pararem aqui no blog. Vou fazer o seguinte: colocarei aqui alguns termos de busca que trouxeram internautas para esta página e dar minha contribuição sobre o que sei do tema. Vai que consigo acrescentar alguma informação útil à vida desses navegantes...

Água Mendoza
Uia! :-) Este blog vem em primeiro lugar no mecanismo de buscas quando são digitadas as palavras acima. O link apontado é sempre este daqui, que tem umas informações para quem planeja viajar para Mendoza. Se tivesse que acrescentar alguma coisa hoje, diria que, perto das montanhas dos pré-Andes, a água é escura e barrenta por causa dos sedimentos que caem de lá de cima. Mas quem sair da cidade e ir em direção à fronteira com o Chile, logo depois da cidade de Uspallata, vai encontrar águas limpíssimas e termais, como as que correm debaixo de um hotel abandonado construído com rochas da montanha. É um passeio que vale muito a pena.

Albergue Lua Cheia preços
Não lembro direito quanto paguei quando estive lá, há uns três anos. Acho que foram R$ 60 por um quarto individual com cama gigantesca e chuveiro elétrico, tudo totalmente excelente. Mas não recomendo para quem viaja de casal porque se ouve tudo de todos os quartos. ;-) Para quem está só ou com amigos, é perfeito. Mais informações no site do albergue.

13 anos
É a idade da personagem deste post, uma figuraça louca para ter um DVD da dupla Pedro Paulo & Matheus (aliás, ganhei um ontem). É uma idade ao mesmo tempo legal e chata, porque ao mesmo tempo em que se tem uma vida inteira pela frente, não se tem liberdade nem maturidade o suficiente para desfrutá-la. Meus 13 anos até que foram bons, mas honestamente prefiro os atuais 27.

Antes e depois da malhação
Neste post de outubro de 2004, eu ainda tinha a ilusão de ficar como as moças de Modigliani depois de uma combinação infalível de malhação destroy e dieta à base de endívias. Ah, eu era tão inocente...

Mercado putas
Quem digitou isso no Google e veio parar neste blog achou esse post sobre a Daspu. Só digo que continuo achando o máximo a ideia de Eliana Tranchesi vender Daspu na Daslu. É o único saber que tenho sobre o assunto.

Números de putas
Sem comentários, gente.

Por que as calças jeans de hoje não cabem em mulheres bundudas?
Cara, essa foi a pergunta de busca mais genial!!!! E a resposta é simples, ora: porque toda e qualquer peça e/ou tendência da moda de hoje exclui toda e qualquer mulher que tenha alguma carne no corpo. Calça skinny, sarouel, volumes e companhia só ficam bem nas altas e magrelas. Mais resmungos sobre o mundo fashion aqui, neste post de um tempo em que eu ainda me dava ao trabalho de tentar comprar um jeans.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Todos querem ver Gisele

Coisas que só um dia de folga de plantão pode proporcionar: cozinhar, dormir depois do almoço e poder ver tudo o que eu quiser na tevê. Fiquei com o GNT Fashion sobre a São Paulo Fashion Week (SPFW), que está para mim como a Copa do Mundo está para os fãs de futebol. Anunciava-se, além dos desfiles, uma entrevista exclusiva com a mega-über-top-model-plus Gisele Bündchen, cada vez mais linda e magra, que desfilou três roupitchas para a Colcci (a marca é uma bobagem, na minha opinião; o desfile, idem; mas como a moça vem, todo mundo fica doido).

A maior parte das reportagens de tevê feitas com a moça é anunciada assim: primeiro, faz-se a chamada por uns quatro ou cinco blocos para segurar a audiência (todos querem ver Gisele). Depois, exibe-se o material, que normalmente é pífio, pois são tantos os assuntos proibidos que torna-se difícil elaborar uma lista decente de perguntas. Resultado: é muito difícil ver a modelo falar qualquer coisa que preste. Não é que ela seja burra (se fosse, não teria vencido como venceu) ou pouco eloquente (sei lá, não a conheço pessoalmente). Mas é uma entrevistada quase impossível, pelo que já vi até hoje. Ninguém é perfeito.

Tanto isso é verdade que a tal da exclusiva que a modelo deu para o GNT Fashion não era exatamente uma entrevista (infelizmente, não achei o vídeo no Youtube). Estava mais para um bate-papo como o de duas colegas que se encontram no banheiro do trabalho, sabe como é? Gisele não tem certeza de quem é Carmen Miranda, homenageada da SPFW ("É a das bananas?", perguntou) e também não sabe quem ela gostaria que desenhasse seu vestido de casamento (esse "não" eu até entendo, é para evitar especulações). Também revelou (uh! emoção) que tem dois iPods, um para música brasileira e outro para internacional. E que, no de repertório estrangeiro, o campeão de audiência tem sido John Mayer (pelo menos, tem bom gosto).

A entrevistadora ainda mencionou uma pesquisa que fez no Google e no Youtube para ver quantas menções havia para o nome "Gisele Bündchen¨. E quis saber se ela já havia feito o mesmo. A top garantiu que não. "Tem muita coisa? É coisa boa ou ruim?", respondeu. Fiquei especulando o que eu perguntaria se tivesse reportagem para fazer com a Gisele.

Minha reação suspirante à não-entrevista em questão foi procurar na internet coisas interessantes que já tenham sido veiculadas com a top falando. Descobri que ela se sai melhor em pautas (pautas?) bobinhas, que não exijam perguntas espinhosas e que, portanto, não a ponham em condição de vulnerabilidade. Achei um vídeo aqui e outro aqui. Também encontrei essa tentativa da revista GQ americana de fazer um trabalho mais sensual -- em termos de imagens e de texto também. A reportagem está em inglês e permite perceber como o repórter suou -- não só diante da visão da musa de underwear, mas também para transformar aquele fiapo de entrevista em um material digno de leitura. Recomendo.

Passar horas procurando por material sobre Gisele só para escrever no blog... taí outra coisa que só um dia de folga pode proporcionar. :-)

terça-feira, janeiro 20, 2009

Tesouros da web 2


Outro serviço bacanésimo que encontrei esses dias é o site do Google onde é possível achar fotos da Life. Há imagens maravilhosas que vão desde 1750 até hoje. Na foto acima, uma exibição de modas da Maison Dior, em Paris, em 1962, quando os desfiles tinham outra cara...

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Frase do dia

De Glória Kalil à reportagem do Fashion Rio, no GNT. A moça perguntava que tendências de moda horrorosas -- tipo calça skinny, sandália gladiador ou calça sarouel -- teriam ainda fôlego para mais algumas temporadas:
"A calça sarouel é uma peça realmente democrática: consegue ficar horrível em todo mundo".
Fiquei ainda mais fã da Glória Kalil.