segunda-feira, março 21, 2005

Digam "amém", irmãos

Que show, que show, amigos da Rede Globo.
Gostei muito de ter ido ver o Lenny Kravitz no sábado.

Só não gostei de uma coisa: com exatas duas horas de show, o homem bateu o cartão de ponto, pegou sua malinha, botou a guitarra nas costas e foi embora. Nem um minuto a mais, nem a menos. Gente burocrática é f******

De resto, curti muito tudo! Foi muito interessante ver como Lenny está assim... gospel.
Deu o nome de "Baptism" ao CD mais recente.
Fez um monte de vocais gospel durante o show, o que também não é de se estranhar, já que seu som é R&B puro.
Mas não é só isso.

Ao longo da apresentação ele falou o tempo todo de Deus, Jesus, sobre celebrar a bênção da vida, da contemplação das maravilhas criadas por nosso senhor, etc., etc.
Também adotou umas posturas típicas de pastor evangélico performático, usando o corpo para pregar (sabe-se lá o quê) para a platéia. Dançou com um de seus guitarristas como se estivesse exorcizando um fiel de alma perdida.
Só faltou pedir para a galera repetir "Amém, Jesus!"

Contei tudo isso ontem ao sr. Areshândure Buradjiro, que me disse que com Al Green aconteceu algo muito semelhante, até que este desistisse totalmente das coisas "do mundo" e se entregasse somente às de Deus. Como quase não conheço Al Green, não me atrevo a bancar essa opinião aqui.

Muito, muito curioso isso.

Um comentário:

Felipe Campbell disse...

Nada a ver. Aquilo não foi um show de rock. O cara é um poprockeirozinho "de merda", que em vez de se entregar ao rock and roll, fica tocando baladinha de novela que não consegue agitar nem aquele bando de adolescente que foi lá "ver de qual é".

Mesmo assim, curti o show. Não tinha nada pra fazer mesmo, hehehhee...

Beijocas