quinta-feira, janeiro 29, 2009

Homework: Obama

A Jill, que está me ensinando a escrever melhor em inglês, me convenceu de que seria legal publicar esse artigo, originalmente um dever de casa, no blog. Como eu gostei pra caramba de como ficou o texto, mostro-o aqui hoje, com as datas atualizadas. Fiz na última segunda-feira, sem consultar muita coisa e antes de ler notícias tipo esta. A foto é de Jack Gruber, do jornal USA Today. Como diriam os norte-americanos, enjoy... :-)


Inauguration Day 2009: Obama on the reviewing stand

The nearly-messianic inauguration speech delivered by the 44th president of the United States, Barack Obama, in Washington D.C. in January 20th dazzled hundreds of millions of people all over the world, including countless Brazilians who stood by TV screens in every possible place: at work, at stores that sell electronic devices, at cafes, just to mention a few. At the United States Capitol, Barack Obama presented a speech that was clearly inspired by the ideals of Abraham Lincoln and in the braveness of all the anonymous American citizens throughout history.

Written by 27-year-old Jon Favreau, known as Obama's mind reader, the words of new United States president were absolutely comprehensive. Both the author and the former senator tackled each and every issue that currently matter for the American population: economic crisis, homeland security, health care and education systems, environment and infrastructure, among many others. Meanwhile, in Brazil, many journalists were thrilled; friends celebrated; people paid close attention, and some Brazilians even shed a few tears provoked by a unique combination of words that expressed Obama’s will to lead a new era of peace, prosperity, and racial reconciliation.

Although it was fascinating to see Obama’s statements in Washington, unfortunately one of the reasons for such tremendous joy among Brazilians is the fact that not everyone understands one critical thing: the economic policy discreetly advocated by the new American president in his speech may not benefit the South American country. Obama’s State-oriented, protectionist approach to economy is extremely likely to have a negative effect in the Brazilian energy sector. The sentence “We will harness the sun and the winds and the soil to fuel our cars” suggests that, with a little help in the shape of subsidies, American ethanol producers can become more aggressive, whereas the Brazilian government will have to continue their uphill struggle to commercialize sugarcane ethanol in the United States.

Articles in the press describe the alleged empathy that the new secretary of agriculture, Tom Wilsack, has for the Brazilian biofuel. That is rather suspicious, since he is from Iowa, the greatest corn ethanol producer in the US. Also, the presidential concern regarding the search of environmentally correct energy sources is something to be applauded. But I will only believe in Wilsack’s empathy and in Obama’s concern only when I see the United States government lower the subsidies given to the local ethanol producers, who are much less efficient than the Brazilian ones. I have a feeling that I’ll have to be patient about it.

The government, parts of the media and the people of Brazil should not be blinded by Obama’s speeches and promises and pay more attention to their ethanol commercialization, which is extremely important for the country. Thousands of job openings may be created and millions of dollars can be earned if that market is strenghtened. Brazil’s government must be better prepared to defend its claim in the World Trade Organization (WTO). In a phone call with president Luiz Inácio Lula da Silva last Monday, Barack Obama affirmed his interest in increasing cooperation with Brazil in the energy sector. Further meetings scheduled between representatives from both countries will reveal whether the new US president is sincere or if his words are mere lip service.

5 comentários:

mberenis disse...

Obama is a great president. His presence is impacting grants like no other president prior. Grant funding for minorities and middle class have increased nearly 10,000% in the past week.

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Largest Grant Amounts in History!

Lorena disse...

Parabéns pelo artigo, Mari. Acho que toca em temas importantes que dariam um bom debate, mas confesso, que, em alguns pontos, eu seria uma voz um tanto dissonante. Fazer o quê? Levando-se em conta que toda democracia comporta o contraditório, não me incomodaria de ter que fazer essa parte. Hehehe... Não pretendo mitificar nem Obama nem ninguém, mas quero crer que ele tem capacidade de fazer diferente, e quem sabe, fazer melhor apesar das dificuldades. Acho também que ele não abrirá mão de cuidar primeiro dos interesses internos. :(

Mari Ceratti disse...

Oi, Lorena,

Confesso que não sei o que esperar do Obama. Como orador, não existe ninguém melhor. Ao mesmo tempo, acho que essa atmosfera mundial de euforia pela posse dele tem muito a ver com o clima brasileiro na época da primeira posse do Lula. Vc se lembra? O Lula sempre falava na vitória da esperança sobre o medo, que é uma imagem que o Obama usa demais nos discursos. Também, por um lado, temia-se a falta de experiência do Lula e tinha-se esperança nos que iriam assessorá-lo. Na condição de pessoa que votou em Lula várias vezes e que se decepcionou com todas essas coisas que acabei de mencionar, fico um pouco escaldada quando vejo tudo isso acontecer lá no grande país do norte.
Fato é o seguinte: como você bem mencionou, Obama vai ter de cuidar de seu feudo primeiro. E outra: historicamente, nenhum presidente americano foi assim, um suuuuperamigo do Brasil. Se o Obama conseguir fazer um pouco melhor que seja e frustrar as análises que boto no post, já estarei mais do que satisfeita.
Um beijo da Mari

Diário da África disse...

Uau!
Qd crescer, tb quero escrever assim.

Lorena disse...

Volto aqui depois de uns dias, mas só agora tenho oportunidade de fazê-lo. Concordo com a comparação com a eleição e campanha de Lula. Não dá para negar as semelhanças entre os discursos. Em alguns momentos pensei até que o assessor de Obama havia se inspirado em falas tupiniquins. Obama, a princípio, já decepcionou quando não demonstra dar a devida importãncia ao Tribunal Penal Internacional, deixando de assinar o estatuto. A minha esperança, se é que se pode chamar assim, é justo em relação aos povos da África e dos que vivem sob governos de facínoras. Acho que em política e economia existem muito mais coisas do que eu possa supor, não espero também que o Tribunal Internacional faça milagres ou mágicas, mas, quem sabe, a pressão não possa ajudar? Já disse algumas vezes, sendo Obama, atualmente, o homem mais influente do mundo, torço que essa influência possa ser de grande valia. A própria história de Obama deveria apontar nessa direção. Quanto ao Brasil, aí entra a parte que talvez não concorde muito - eita, eufemismos! - acho que se existisse uma fila o Brasil teria que esperar a vez, ou correr atrás como vem fazendo no Norte da África, conforme as reportagens do Diário. E mais, deveria tratar de problemas internos que só o próprio país pode resolver, como corrupção, onde sabemos, e o mundo sabe, que rola quantias exorbitantes. E, finalmente,quando se trata de negócios, como em vários outros aspectos, é necessário que haja reciprocidade, ou seja, não basta ser bom apenas para uma das partes, não basta tampouco um lado querer. No mais, desculpa o aluguel, Mari. Vou embora por hoje, mas ainda tem um post que ainda não comentei e está me "encasquetando".
Beijo!