domingo, janeiro 18, 2009

Sabor de sábado

Meu plano para este sábado incluía ter um tempinho para escrever no blog. No entanto, acabei ficando tão pouco em casa (entre o momento de acordar e agora, uma meia hora, no máximo) que só deu tempo para responder um comentário, tomar banho e sair de novo. Em compensação, vi, ouvi e experimentei várias coisas legais na rua e registrei inúmeras idéias de textos e fotos para colocar aqui. Achei que seria legal deixar uma dica ou outra para quem já está na cidade ou pretende vir a Brasília em breve.

Quem vem do Recife, de Fortaleza, Natal, Aracaju, Salvador, Teresina ou Belém pode pular essa. Quem está aqui já conhece ou precisa conhecer esse lugar. E quem ainda virá de outras cidades não pode ignorar de jeito nenhum o Boteco, na 406 Sul. Foi inaugurado no segundo semestre do ano passado e ganhou fama muito rapidamente entre os boêmios daqui por inúmeros motivos bons e dois ruins. Entre os bons, está a decoração incrível, o atendimento gentil (artigo de luxo nessa cidade) e os petiscos inacreditáveis (pense em coxinhas de camarão e caranguejo, empadinhas de queijo do reino e outras fofuras). Em compensação, o colarinho do chope ocupa meia caldereta (pelo que li, é uma espécie de regra da casa, que estava para se tornar mais flexível depois de várias reclamações feitas pelos freqüentadores).

O outro aspecto chato tem a ver com o fato de o bar ter ficado tão querido: o lugar está sempre, todos os dias, invariavelmente lotado. Ou se chega às 18h ou nunca mais se consegue mesa. Por via das dúvidas, quem vai à noite deve dar uma olhada rápida no movimento antes mesmo de estacionar o carro. Se estiver com fila, esqueça. Já dei meia-volta durante tantas noites que acabei escolhendo outro horário para matar a saudade de lá: o do almoço. Pode-se fazer isso às sextas, aos sábados e aos domingos. Na sexta, a partir das 12h. No restante do fim de semana, a partir das 11h30. De segunda a quinta, é só à noite mesmo, das 17h em diante.

Nesse horário, a freqüência não é a mesma da do período da noite. É tão tranqüilo que dá para escolher a mesa. Há muita gente com família e criança e várias mesas com uma galera nos seus 45 ou 50 anos. Como não animei de beber (medinho da lei seca), não pude comprovar se realmente tornou-se possível que o colarinho do chope venha ao gosto do freguês. O legal é que provei uma receita que estava me intrigando havia semanas: a tal da paella de cabrito. Gente, bom demais.

A preparação é como a de uma paella comum, com muito açafrão, só que sem os frutos do mar. No lugar deles, vêm vários pedaços desfiados de cabrito e de uma lingüiça ótima. Não tenho muito mais o que descrever. A paella vem fumegando numa cumbuca pequena e a porção é individual, mas bem-servida. Quem tem ou está (como eu) com estômago míni pode dividir o prato e ainda provar mais alguma coisa do cardápio. Vale a pena. E o preço, R$ 12,90, é bem acessível, outra raridade nesta capital.


BOTECO
406 Sul, Bl. D, Lj. 35; 3443-4344. De segunda a quinta, das 17h à 1h. Sexta, das 12h às 2h. Sábado, das 11h30 às 2h. Domingo, das 11h30 à 1h.

Um comentário:

Lorena disse...

Oba, obinha!!! Dica anotada. E a propósito, essas "fofuras" de camarão e caranguejo deram muita água na boca...